Ásia Central

Estrada para o Oriente

            Eu tenho um fraco por paisagens vistas das janelas de aviões: sempre procuro por lugares conhecidos. Nesta busca já fui acompanhada pelos Andes num voo Lima – Santa Cruz de La Sierra e pude ver o Himalaia surgindo grandioso acima das nuvens na rota Paris-Bangkok (e o veria mais de perto num voo Katmandu – Delhi).

            Tive a sorte de olhar pela janelinha do corredor, na fila para o banheiro, no momento certo: uma montanha nevada bem próxima me fez questionar se seria o Ararat ou o Elbrus. Um gentil comissário deve ter levado a pergunta ao comandante porque logo em seguida ele anunciava o monte da Arca no alto-falante.

            Numa das visões mais lindas, vi surgir em meio à névoa da madrugada que se transforma em manhã as formas inconfundíveis da Torre Eiffel, com a Montparnasse ao fundo, pouco antes do último pouso no Charles de Gaulle.

            Dessa vez não foi diferente: o voo saiu com a noite já tendo descido sobre Istambul e a curva do avião sentido leste fez com que sobrevoássemos o mítico Bósforo com suas margens iluminadas e as duas grandes pontes ligando a Europa à Ásia.

            O período na cidade tinha sido de pouco mais de 24 horas, o suficiente para uma animada noite de sábado em Kumkapı, o antigo bairro dos pescadores, e uma caminhada sem compromisso por Sultanahmet e Eminönü para uma passada de olhos em todos os lugares já queridos: Mesquita Azul e Santa Sofia, a descida até o Corno de Ouro para uma breve visão dos barcos em direção ao estreito e de Beyoğlu, do outro lado da Ponte de Gálata. Ainda coube uma breve visita à Mesquita Nova e ao Bazar das Especiarias antes da partida.

            Istambul é sempre estrela, ela não tem vocação para coadjuvante e te lembra disso a todo momento, seja nos minaretes de contos de fadas que se erguem por toda a cidade, seja na lua cheia que ilumina o Mar de Mármara com seus inúmeros navios e a margem asiática do outro lado.

            Mas dessa vez, o foco e a ansiedade estavam muitos quilômetros a oriente, numa terra que guardava raízes históricas nos antigos reinos turcos que a dominaram junto com macedônios, persas, mongóis e russos, entre outros.

            O nosso avião seguia pela noite em direção a Tashkent, capital do Uzbequistão, país que mais simboliza o sonho da Rota da Seda. Na verdade, a rota era uma rede de caminhos, que seguiam do extremo oriente chinês até a Turquia atual e depois mais à frente até Veneza: o sentido inverso foi trilhado pelo veneziano Marco Polo, talvez o mais famoso explorador dos caminhos da Ásia Central.

            Antes que ele próprio seguisse em suas aventuras, seu pai e seu tio já tinham chegado à misteriosa Xanadu (Shangdu) de Kublai Khan, passando por Bukhara. A região hoje englobada pelo moderno Uzbequistão tem três cidades emblemáticas – Samarkand…


            …Bukhara…

            …e Khiva…

             …e era, desde pelo menos o século VI, uma encruzilhada comercial e cultural entre a Pérsia, Índia e China.

            O cosmopolitismo e a riqueza trazidos por esse fluxo incessante de povos fez florescer avançadas sociedades, que por sua vez atraíram também a atenção de conquistadores. Alexandre, o Grande, ficou apaixonado por Samarkand no século IV a.C. Depois de sucessivas ocupações, a Transoxiana (região além do Rio Oxus, o atual Amu-Darya) sofreu nas mãos de Gengis Khan, quando a maioria das cidades da região foi posta ao chão, antes de sua marcha destruidora rumo ao ocidente, no século XIII.

            Um século depois, era a vez de Timur (ou Tamerlão) reconquistar a região da mão dos mongóis e manter seu próprio padrão de barbárie no restante do império. Enquanto isso, em Samarkand, artistas de todo o mundo criavam a sua imponente capital, que até hoje evoca uma época de aventura, quando as grandes caravanas de camelos percorriam o deserto levando cargas preciosas de seda e papel, parando nos caravanserais das cidades para descanso e comércio.

            No século XIX, foi a vez dos russos se apoderarem do território e, com a revolução bolchevique, mais uma vez os reinos locais sofreram com a imposição de mais um ditador, desta vez Stalin. Depois de suas independências, os países da região tentam seguir com suas próprias pernas e retomar suas identidades, apesar de muitos ainda estarem nas mãos de ditadores.

            Mesmo com tantas perdas, a herança cultural ainda está viva e o espírito de hospitalidade permanece, algo natural para um povo que se acostumou a estar no centro do mundo. Estão ainda vivos também a história e o romantismo que os aventureiros souberam tão bem transmitir: para mim, as influências são tão antigas quanto Marco Polo e tão novas quanto William Dalrymple e seu ‘In Xanadu’ e Carl Barks e seus adoráveis patos em missões do Tio Patinhas ao ‘Patuquistão’.

            Pelo nosso tempo restrito, escolhemos nos concentrar no coração cultural da Rota da Seda, o Uzbequistão, e em sua contrapartida natural, o Quirguistão, por onde todas as caravanas passavam por conta dos passos de montanha, como o Torugart: eles permitiam o trânsito das caravanas através das cadeias do Tien Shan e do Hindu Kush.

            Na nossa rota estão marcadas passagens pelos bazares agitados e multicoloridos, que ainda guardam o espírito local e a essência do comércio que fez a fama da região…

            …encontros com pessoas sorridentes, gentis, curiosas e acolhedoras…

             …que vivem ainda de maneira tradicional…

            …arquitetura monumental e reveladora das habilidades dos artesãos mais inspirados…

            …caminhadas por montanhas cercadas de neve, folhas de outono e rios de água limpa.

            Não consigo dormir e meu coração bate cada vez mais rápido com a ansiedade de finalmente conhecer em um lugar sonhado desde menina. Não me lembro de ter ficado tão emocionada em uma chegada. Às duas da manhã, pousamos em Tashkent.

37 Comments

  1. Arnaldo (FATOS & FOTOS de Viagens)

    AQUELAS suas anotações nos guardanapos do avião, feitas com tanto empenho (e dificuldade!)não deixariam de render um post tão bacana.
    Você escreve bem. E fotografa também. Post inspirado e inspirador, com sentimentos, favorável ao destino, gentil com as pessoas (que afinal foram tão fabulosas conosco). Tudo está posicionado na história e na geografia, reunido e condensado aqui de um jeito que dá vontade de voltar a quem já foi, de ir correndo quem ainda não.
    Na minha memória ainda estão frescas todas as lembranças, todos os momentos marcantes e também os mais comuns desta nossa incrível experiência de viagem. Tudo está descrito com emoção e sensibilidade que seu leitor saberá reconhecer.
    Começamos na “nossa” Istambul (desta vez ainda mais “nossa”), dando “uma (deliciosa) passada de olhos em todos os lugares já queridos…”. Que delícia foi lembrar agora daquela noite divertida de sábado em Kumkapı.
    Seguimos para o Uzbequistão. Quantas surpresas, quanto encantamento, quanta magnitude no patrimônio indescritível (mas altamente fotografável!) de Khiva, Bukhara e Samarkanda.
    Depois para o Quirguistão, onde passamos também momentos incríveis naquela natureza alpina espetacular, entre paisagens deslumbrantes que não poderia imaginar um dia.
    Maravilhoso post de introdução a esta viagem à Ásia Central!

  2. Rosa

    Parabéns Emília, mais do que uma viagem surpreendente, parece que estou lendo um romance, dos bons, é claro!!!

  3. Gustavo - Viajar e Pensar

    Junta meu queixo, que caiu.
    Bacana demais Emilia, muito show.
    Engraçado a praça com o Lenin foi uma assinatura dos Soviéticos que permaneceu, mas o Stalin não se acha em nenhum lugar.
    Babando.
    @GusBelli

  4. Marcie

    Este post deveria vir junto com babador. Eu estava ansiosa, aguardando você começar a postar sobre sua última viagem. Sensacional, Emília. Entrou, definitivamente, e pulando algumas posições, para a minha wish list. 🙂

  5. Mari Campos

    Emília, querida, que post mais lindo! Emocionante, e que fotos espetaculares!!! Eu adorei viajar “com você” através de suas incríveis fotos diárias no Instagram e vou amar ainda mais voltar aqui sempre para conferir os relatos mais detalhados dessa viagem de sonho, que também sempre esteve na minha listinha, desde menina.

  6. Mô Gribel

    Emília,
    Lindo texto, fotos espetaculares.
    Que viagem linda!
    Beijo!

  7. Célia (@regina26)

    Tinha babado com suas fotos no Instagram e no Twitter, sabia que posts maravilhosos viriam pela frente… e você me surpreendeu ainda mais, Emília. Fiquei embasbacada com as fotos, e emocionada com o texto. Parabéns mesmo!

  8. Tony

    Querida Emília, muitissimo obrigado por ter encontrado o tempo para compartilhar tanta beleza e emoções com a gente. Acho que esta viagem de vocês deixou todo mundo muito empolgadissimo, quantos lugares incríveis e experiências únicas. Beijo!

  9. Rodrigo Resende

    Puxa, Emília, eu já tinha ouvido falar desta viagem quando uns amigos portugueses me disseram que a Abreu (agência e operadora de viagens portuguesa) estava abrindo grupos para lá. Naquela época, já fiquei interessadíssimo no exotismo da viagem e agora, lendo seu texto, mais interessado ainda, pois as fotos ficaram belíssimas. Você foi por conta própria ou foi de pacote? Os deslocamentos por lá são fáceis? É seguro? Os preços são razoáveis? Grande abraço. Rodrigo

  10. Boia Paulista

    Oi, Emília. Tudo bem?
    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com
    Até mais 🙂
    Bom feriado,
    Natalie – Boia Paulista

  11. Carla

    Emília, esse seu post está um sonho!!! O texto está super gostoso de ler, e as fotos são uma maravilha… Sabe que eu me lembro claramente de alguns comentários seus no VnV de antigamente, quando você dizia que tinha muita vontade de ir ao Uzbequistão? É tão bom transformar esses planos em realidade, né? 😉

  12. CarlaZ

    Emília,
    fiquei encantada com sua viagem pelas fotos do Instagram e não via a hora dos posts começarem a aparecer.
    Muito legal mostrar uma região que eu totalmente desconhecia e com fotos lindas.
    Beijos

  13. Natalia

    Depois de acompanhar essa viagem maravilhosa pelo Instagram, aguardei ansiosamente seu relato, e ele foi escrito com tanta paixão que é impossivel não se emocionar. Anseio pela sequência da viagem!

  14. Oscar | MauOscar.com

    Não preciso nem dizer que literalmente babei com as fotos e com o texto.. Eu acho que curti absolutamente todas as fotos que você foi postando ao vivo pelo Instagram.
    Aquelas fotos e estas só serviram para confirmar o que eu suspeitava.. Essa região é linda D+.. Agora em Setembro sobrevoamos estes países que vcs visitaram a caminho da Nova Zelândia e eu ficava só pensando como seria uma viagem por terra passando por eles..
    Estão aí mais alguns destinos na lista de desejos viajantes.. Quem sabe um dia não dá certo de conhecer estas maravilhas pessoalmente também.. Enquanto isso viajamos na viagem de vocês
    Bjs

  15. Kelli Machado

    Lindas as fotos e lindo o relato, Emilia.
    Como eu tinha dito no twitter, revivi os passos que dei pelo Uzbequistão em 2009.

  16. Emília

    Meu querido, que privilégio poder viver com você todos esses lugares incríveis e termos tido uma viagem perfeita.
    Às vezes eu tenho alguns flashes de nossas caminhadas em Bukhara, da nossa viagem pelo deserto, da beleza de cada madrassa…e muitos outros momentos.
    Um beijo…

  17. Emília

    Rosa, você sempre gentil…e fico lisonjeada 🙂 A Ásia Central merece muitos romances, eu homenageio com meus posts…
    Um beijo!
    Que bacana ver você por aqui, Gustavo! É interessante ver ecos da sua viagem na minha e imagino que deva ser curioso também para você ver a influência soviética mesclada com outras culturas.
    Sobre o Stalin, acho que virou tabu, enquanto Lenin acabou como uma lembrança da utopia original…
    Obrigada pela visita!

  18. Emília

    Marcie, depois dessa viagem, não tenho como deixar de posicionar a região como uma das mais emblemáticas, essencial mesmo.
    Mari, o Instagram era uma maneira de registrar: ‘Eu estou mesmo aqui!’, e extravasar a empolgação com tudo o que estávamos experimentando…
    Mô, viagem marcante mesmo, uma das mais, junto com a Índia.
    Um beijo para todas!

  19. Emília

    Oi, Regina! Depois do Instagram, seja bem vinda ao blog e à viagem virtual propriamente dita 🙂
    Fico muito feliz que tenha se emocionado, pois a idéia é transmitir um pouco do que se sente estando lá, por um tempo que parece breve demais…
    Um beijo!
    Tony, tenho certeza de que vocês adorariam, especialmente o Uzbequistão: uma sensação de tranquilidade e segurança o tempo inteiro, sem falar na hospitalidade e na beleza dos lugares.
    Obrigada pela visita…beijos para vocês!

  20. Emília

    Oi, Rodrigo!
    Quem diria, a Abreu já fazendo este roteiro há tempos…
    Como decidimos fazer essa viagem em cima da hora, personalizamos um roteiro com a Highland, exatamente como queríamos (na verdade o ideal exigiria quase um mês viajando, então o restante ficou para uma outra…). De qualquer maneira, precisaríamos de uma agência para, entre outras coisas, organizar trechos internos de carro e providenciar papelada de visto, e foi tudo ótimo: eles têm uma experiência incrível com a Ásia Central e os operadores locais foram impecáveis.
    Mas com bastante tempo dá para reservar todos os hotéis (há pouca oferta), trechos internos de avião ou trem ou contratar carro (especialmente no Quirguistão). Os preços não são a pechincha que se espera, mas nada impraticável e a sensação que sempre tivemos foi de segurança e tranquilidade. Se você falar um pouco de russo vai se divertir por lá.
    Considere a possibilidade! Um abraço.

  21. Emília

    Obrigada, Natalie!
    Carla, esse é um sonho antigo mesmo, já vinha lendo aqui e ali com uma idéia mais formada há uns 12 anos…mais que hora de ver um sonho realizado 🙂
    Carlinha, para nós é realmente uma região distante e remota, mas que tem tudo para ser um grande destino turístico. Os europeus já descobriram…
    Um beijo para vocês!

  22. Emília

    Seja bem-vinda, Natalia!
    O post é uma maneira de reviver e relembrar a viagem e quando consigo transmitir essa sensação para um leitor…é uma felicidade.
    Oscar, sabe que eu também fico imaginando os lugares por onde está passando o avião? É um exercício gostoso…
    Torço para conseguirem realizar muitas viagens neste novo canto do mundo…quem sabe um pouco mais distante?
    Kelli, acho que você pode ser testemunha da grandiosidade de tudo o que você viu em sua viagem…Fico feliz que esteja relembrando os lugares com meu post.
    Um beijo para vocês!

  23. Ernesto, o pato

    parabens pelas fotos e pelos textos, e muitas viagens felizes juntos.

  24. Carmen

    Eu li as grandes histórias sobre este destino oriental, no site de Arnaldo. Eu gostei das fotos de arquitectura, do paisagem e de toudas as coisas desconhecidas para mim.
    Emília, adorei o seu texto e também issas fotos mágicas sobre este destino mítico.
    É um lugar incrível, mas eu não sei se é um lugar ou destino para mim. Eu não sou tão valente como é você. Gosto do conforto em minhas viagens. Alguma aventura, mas eu não quero riscos, nem de saúde ou de higiene pessoal (por agora…)

  25. yara xavier

    Lindo! Sem mais.

  26. Deiatatu

    Q delícia de post, e fotos maravilhosas…. é uma viagem q está no imaginário de muitos, obrigada por nos fazer sonhar 🙂

  27. Flora

    Emilia, que post mais lindo! Já babei e curti todas as fotos que voce publicou no Instagram e estava anciosa por seus posts. O Uzbequistão já fazia parte do meu imaginario quando li a volta ao mundo do Zeca Camargo. Agora então…Bjs

  28. Emília

    Obrigada, Ernesto, o mesmo para vocês dois!
    Oi, Carmen!
    É um tipo de viagem em que se deve reduzir as exigências, mas é muito segura. Os inconvenientes são mínimos se comparados à recompensa 🙂
    Um beijo!

  29. Emília

    Yara, que bom que gostou!
    Obrigada pela visita, Deia! Fico feliz que tenha conseguido transmitir um pouco do espírito dos lugares aqui no TA…
    Flora, é verdade, eu tinha me esquecido do Zeca Camargo…na época tinha ficado feliz com a escolha do Uzbequistão, hehe. Vou procurar o livro e reler o capítulo.
    Obrigada pela gentileza de sempre!
    Um beijo para vocês!

  30. Camila Navarro

    Emília, até pouco tempo eu sequer pensava nessa região. Eu tinha apenas uma vaga noção da extinta União Soviética, mas que me fascinava como um todo. Ai veio o Paul Theroux me mostrar esses países fascinantes. Logo depois você me apresentou o blog da Katie Aune, bem quando eu lia Ali e Nino, e eu fiquei completamente apaixonada por esse pedaço do mundo tão diferente do nosso. E agora a sua viagem, suas fotos e textos sempre apaixonantes para me deixar com água na boca! Mas eu confesso que ainda não me sinto preparada para me aventurar por esses lados. Acho que vou continuar alimentando esse sonho por um tempo antes de criar coragem.
    Beijos!

  31. Emília

    Camila, tendo ido à Rússia de maneira independente, você iria achar fácil viajar pela Ásia Central, eu imagino. A comunicação é difícil sim, mas sempre tem alguém falando um pouco de inglês. Além disso, os uzbeques são gentis e sociáveis. Acho que iria gostar muito!
    Já eu fiquei pensando em tirar o pó do meu ‘Teach yourself russian’, rs…
    Um beijo e obrigada pela visita!

  32. mirelle

    Não consigo decidir se gostei mais do texto, das fotos ou da inspiração por uma nova viagem. Um post desses, somado ao livro do Paul Theroux que esta na cabeceira da cama, é de inquietar qualquer alma viajante. obrigada e parabéns!

  33. Emília

    Obrigada, Mirelle!
    Parece que quando você tem algo na cabeça, tudo parece saltar aos olhos, inclusive livros. Pena que o Theroux passou tão rápido pelo Uzbequistão no livro…(melhor que um que comprei sobre as ‘cidades perdidas da Ásia Central’ e depois vi que era sobre teorias conspiratórias, rs…)
    Um beijo!

  34. Georgia

    Emília, que post mais lindo!
    Foi maravilhoso viajar com você pelo instagram e preencher as lacunas da imaginação com o seu texto especialmente lindo.
    Obrigada por compartilhar mais essa viagem de sonhos.
    Um beijão!

  35. Emília

    Obrigada por viajar junto, Georgia!
    Agora fui eu quem viajou com você por esses lugares maravilhosos (alguns me fizeram ter saudades!).
    Um beijo!

  36. Guta

    Emilía que viagem linda!!! Como muitos acompanhei um pouco da jornada de vcs pelo Instagram mas vendo as fotos “de verdade” e os relatos penso que esse deve ser mesmo um destino para colocar na lista “conhecer logo”.
    Lindo mesmo! Parabéns e obrigada por compartilhar de um destino tão pouco falado e conhecido aqui por nós.
    bjus!

  37. Emília

    Obrigada, Guta!
    Espero que os posts tenham te inspirado.
    Um beijo!

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