França

Do alto 1: Grimaud

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Esse cantinho do Mediterrâneo é feito de vida à beira d’água e também de muito mais… No entorno do golfo de St Tropez existem algumas cidadezinhas charmosas, mas não de praia: elas olham o mar encarapitadas nos maciços rochosos ao redor. Em comum, além da situação geográfica e lindas vistas, elas têm a origem medieval e uma certa beleza e calma que nos dão vontade de só andar e andar…
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Grimaud é uma delas. Essa belezinha é o centro administrativo da comuna ao qual pertence Port Grimaud, onde estava. Ao contrário do ‘filhote’, a cidade tem uma longa (e ainda um pouco obscura) história como ponto de defesa do golfo. O que mais evidencia este passado é o castelo do século XI, que, apesar de em ruínas, ainda protege a cidade aos seus pés com ar imponente…
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Outras marcas do passado estão nos detalhes, basta observar bem para conferir nas paredes e muros…
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…e nas igrejas como a de Saint-Michel, do século IX, e capelas muito fotogênicas (só não saíram bem nas minhas fotos 😆 )
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(foto de www.diocese-frejus-toulon.com (e) www.grimaud-provence.com (d) )
 
Falando em observação, esta é uma das atividades imperdíveis em Grimaud. Mas tem outras: que tal caminhar? E que tal só relaxar e curtir? Como esses são os meus esportes prediletos :mrgreen: , eu passei uma tarde deliciosa por lá…
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Cada vez mais eu me surpreendo num certo ritmo caymmiano ao turistar…andar, olhar algo lindo até ficar bem gravado na memória, andar mais um pouco, brincar com um cachorro, descansar. Sem lerês. Aliás, eu percebi nessa viagem que ando precisando me preparar psicologicamente para os grandes lerês (N.B.: para os não familiarizados com a expressão cunhada pelo Freire, são aquelas atrações turísticas muito famosas e lotadas).
Mas algo te dá certeza de que há algo errado (ou muito certo?) quando você começa a se encantar com portas 😀
 
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…e placas (elas de novo!).
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Muita gente nas ruas? Imagina…a cidade deve ficar só levemente agitada na época de Les Grimaldines, o festival de verão. Pena que cheguei um pouco tarde.
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Apesar da proximidade do mar, o ambiente é totalmente diferente, mais de interior, bastante provençal… 
 
 
 
 
 
 
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…e é justamente essa característica que atraiu muita gente interessada num estilo de vida relax, o que gerou muitos restauros de casas, feitos com propriedade. Além da localização e da atmosfera única, esses moradores ganharam também uma vista maravilhosa, especialmente à noite, quando se pode ver os vultos luminosos de Port Grimaud, Saint Tropez e St Maxime ao longe…E tive a sorte de conferi-la como convidada para um jantar delicioso e altamente agradável numa dessas casas.
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Caso você também esteja procurando beleza, mas sem precisar sair da primeira marcha, pode vir que esse é o seu lugar 😉
 
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23 Comments

  1. Camila

    Emília, simplesmente me apaixonei por esse lugar! É bem o estilo de turismo que eu gosto, na primeira foto já vi que iria me encantar! A cada post acho sua lua de mel mais perfeita… Beijos!

  2. Mô Gribel

    Emília, temos mais uma coisa em comum! rs
    Além dos hippos, eu tb adoro portas! Acho que por isso nunca me canso de BsAs.
    Beijos

  3. Adélia

    Adorei Grimaud! Meus amigos que moram em Nice ja’ tinham me falado desta cidadezinha. Na proxima vez que eu “descer” pra Côte d’Azur com certeza vou fazer um passeio por la’.
    Parabéns pelo blog.

  4. Majô

    Emília, adorável essa cidadezinha 😉 É uma das que dá vontade de parar para morar 😆
    As fotos estão lindas !!!! Ai, o Mediterrâneo com visus de tirar o fôlego 🙄
    Também sou adepta cada vez mais do slow travel, absorve-se muuito mais a essência de cada lugar.
    Beijos,

  5. Carla

    Emília, estou achando cada post mais delicioso do que o outro! Tem sido um prazer viajar por aqui sempre que tiro uns minutinhos pra relaxar! 😉
    É interessante como começamos a dar importância a aspectos dos lugares totalmente alheios aos lerês, né? (Acontece comigo em Bs.As. quando não tenho que levar ninguém ao Caminito e posso só passear pelas ruas e parques, ao sabor da vontade do momento…) Acho muito chata a obrigação de bater ponto em certos lerês, impostos até por nós mesmos às vezes – é difícil selecionar o que realmente gostaríamos de ver do que achamos que devemos…

  6. Carol Wieser | Travel Forever

    Nossa Emília!!! Seus relatos estão cada vez melhores, me delicio com os detalhes dos seus textos e mais ainda com as fotos. Esse lugar é dfinitivamente “ser e estar”. Relax…
    e as portinhas magníficas!!
    Beijos

  7. Emília

    Oi, meninas!
    Camila, você sabe que eu não tinha praticamente nada planejado para essa parte da viagem, iria descansar e seguir a onda dos anfitriões, mas eles sempre têm algo planejado para nós…e só coisas bacanas 🙂
    Mô, eu a-do-ro estes detalhes também e as portas lá pareciam pedir para serem fotografadas 😉 Eu me lembrei de umas fotos com lindas portas coloridas, não sei se era em Londres ou Dublin, mas só sei que você iria adorar…
    PS: Pena que não deu tempo de ir ao zoo de Fréjus ver os hippos de lá…
    Adélia, se puder, vá sim! Essas cidadezinhas são ótimos complementos para a agitação de St Tropez 😀
    PS: Dei uma fuçada lá no Pedalando, adorei os posts da Suíça, especialmente o do Jungfraujoch, lindo!
    Majô, eu não acharia ruim de ter uma casa ali, não 😆 De dia sol, à noite um ventinho leve…fora a vista, que para mim é uma coisa essencial na vida 😉
    E o Filigrana, hein? Ponto de encontro social total: Mô, Carla Z, Elisa…tá demais!
    Carla, concordo com você, flanar sem compromisso cada vez mais me atrai e olha que eu sou uma daquelas curiosas, que quer ver tudo! Mas dessa vez eu dei uma sossegada…em Atenas acabei preferindo re-conhecer a cidade no primeiro dia do que ir direto para a Acrópole e em Istambul só fui para os lerês de Sultanahmet no terceiro dia! Os lugares lotados têm me cansado um pouco…aquela pessoa que poderia ser super educada numa situação normal pode virar uma troglodita quando em grupo. Tem que ter paciência…
    PS: Falando em lerês, tudo bem aí na tese?
    Carol, detalhe é coisa de mulher mesmo, né? Acho que todas nós adoramos, mesmo que tenhamos que correr atrás das nossas companhias de viagem para manter o passo :mrgreen:
    Beijos e um ótimo começo de semana para todas!

  8. Meilin

    Emília, adorei a aula de história, temperada com fotos lindas, tá de parabéns. Bjins

  9. Carla

    Emília, essa tese agora é mesmo o meu lerê-mor… 😉 Está me tomando muito tempo, e já sei que não vou conseguir terminar em dezembro, como gostaria… Mas, por outro lado, agora que estou bem envolvida nela, sabe que está sendo gostoso de fazer? É como se finalmente tudo o que fiz ao longo do tempo do doutorado começasse a tomar forma concreta… (Mas fico com pena de estar sem tempo pra atualizar o blog – faz mais de 1 mês que não escrevo nada lá!)

  10. Emília

    Meilin, obrigadinha 😀
    Beijos!
    Carla, nada como um lerê prazeiroso…e que ainda dá aquela sensação boa de dever cumprido quando acaba. Não esquenta com o blog, não, depois eu sei que você vai ter assunto pra dedéu 😉
    Bom trabalho, moça!

  11. CarlaZ

    Emília,
    que foto mais linda essa primeira, hein? E esse castelo?
    Mandou bem em sair vagando pra ver a cidade…assim que é bom…
    Que dias lindos…ajudaram bastante.
    Estou amando sua viagem!!!
    Beijos

  12. Emília

    Oi, Carla! Mas pelo que eu sei, você também esteve andando por aí, e em lugares ‘chatérrimos’ 😆
    Quando eu for para a Patagônia também vou querer as suas dicas! E queremos fotos! 😉

  13. CarlaZ

    Ih…não sou boa fotógrafa como vocês…mas se quiser mando umas fotos…
    Você com certeza vai amar a Patagônia. Sabe que eu não sou lá de natureza e adorei. Aliás o seu blog foi um grande incentivo para fazer esse tipo de viagem. Eu sempre pensei que gostava só de cidade grande, de cidade histórica e não de ecoturismo, aí comecei a ler seus relatos e tudo eu tinha vontade de fazer! Aí descobri que gosto de tudo sim, não pelo lado “amo a natureza” mas mais pelo lado aventureiro da coisa, se é que dá para entender…
    Sabe que eu estava num vôo super desconfortável indo para Buenos Aires totalmente inquieta, sem saber o que fazer, aí dei uma olhada daquelas na revista que a mocinha do meu lado lia (Época) e me deparei com http://www.aturistaacidental.wordpress.com . Fiquei ainda mais inquieta tentando ler a matéria…falei pro meu namorado…na revista estão falando do blog da Emília…mas ele não entendeu nada!

  14. eduluz

    Emília, este post está do jeito que vocês estão “turistando” : calmo, tranquilo e muito bom.
    No que consiste (gastronomicamente falando) um jantar ‘delicioso e altamente agradável’ ?
    Abs

  15. Mari Campos

    Emília, que lugar mais charmoso! Cada vez mais eu penso sobre sua lua-de-mel: que viagem!!!
    E tá aí: pode colocar meu nome também na listinha de loucas por portas. Vcs precisavam ver o tanto de fotos de portas que eu tirei quando fui pra Tunísia! Nunca vi lugar mais fotoportogênico que lá :mrgreen:

  16. Emília

    Carla, eu acho maravilhoso que você tenha descoberto uma nova maneira de viajar! Às vezes temos que dar uma chance para o novo e acabamos aumentando a lista de coisas que nos dão prazer, não é mesmo? E não importa que você goste pelo lado aventureiro ou de contemplação, o importante é se divertir! (Eu gosto pelos dois, mas a minha descoberta deste estilo de viajar também foi na surpresa…)
    Ah, e a revista foi uma reportagem do Riq na Época sobre destinos ecoturísticos, que ele já tinha escrito há um tempão e só foi publicada agora…levei um susto quando vi um monte de acessos vindos do site da Época, hehe…mais uma das gentilezas dele 😳 Foi sobre Bonito e tinha vários outros destinos nacionais e internacionais, muito bacana.
    Edu, você não vai acreditar, já que este post é sobre a França, mas teve churrasco! Mas do jeito francês, claro 😀 Saladinhas, milho assado e costeletas de cordeiro e saucissons na grelha, mais torta de ameixas, hmm…e muito vinho, claro.
    Mas o que fez este jantar marcante foi, um: o lugar – o aperô com champagne e petiscos provençais foi na varanda com uma vista maravilhosa e o jantar no pátio, com um jardim lindo e o barulho suave da fonte, com peixinhos…E dois: a companhia – o nosso anfitrião da noite é irmão do Jacques e era muito amigo do pai do Marc, e fez questão de que o visitássemos. Ele e a esposa são queridíssimos, fora que estavam recebendo um amigo inglês, super simpático também. Enfim…tudo conspirava a favor 😀 Um outro almoço para que fomos convidados também delicioso foi composto de salada de mâche e vieiras mornas mais bacalhau fresco com tapenade de azeitonas pretas…é impressionante, mas todo mundo cozinha e muito bem.
    Mari, é verdade! Tunísia deve dar fotos lindíssimas (Marrocos também, acho que já devo ter visto fotos de lá)…Aliás, essa região do norte da África deve ser uma maravilha, mas acho que vai demorar um pouco, chuiff…Pelo menos o meu irmão está pensando em ir para lá no ano que vem e eu viajo na viagem dele (espero que o Riq não me cobre copyrights :mrgreem: )
    Beijo para todos e um ótimo feriado!

  17. Carmen

    Emília, que lugar mais lindo.
    Eu gosto das fotos de janelas e também das fotos das portas. Infelizmente, cada dia desaparece mais duma porta bonita!
    Carmen

  18. ANA

    Eu achei muito legal seu blog e gostaria muito de adicioná-lo a
    minha lista de blogs favoritos no meu Turista Profissional.
    Você tem interesse em trocar links?
    Caso queira de me dar o prazer de sua visita o endereço do meu blog
    é: http://blogjunto.com/turistaprofissional/
    Fico no aguardo de seu contato.
    Cordialmente,
    Ana

  19. Emília

    Ai, Carmen, nem me fale…aqui em SP, não são as portas bonitas desaparecem, mas edifícios antigos inteiros (antigos para nós, fim do XIX, começo do XX…). Muitas vezes são transformados em cortiços, outros destruídos pela ação do tempo mesmo.
    Aliás, continuando no assunto portas, me lembro de ter visto uma linda no post do Beto sobre uma das abadias trigêmeas.
    Oi, Ana, seja bem-vinda!
    Pode colocar o link se você quiser, vou visitar o seu blog também. Estou precisando atualizar o meu blogroll…dar uma ajeitada na casa 😉
    Um abraço!

  20. Majô

    Passei aqui para deixar um beijinho 😉

  21. Emília

    Majô, você é de casa 😀 Beijos e bom final de semana!

  22. Guta Cunha

    Emilia, eu amo essas mini-cidades-fofas!eheh
    E amei a história das portas tb!
    Quando esse tipo de detalhe encanta já era…vc se apaixonou pelo lugar e não tem mais volta!eheh
    Lindo demais!
    bjuss

  23. Emília

    Certíssimo, Guta! Quando a gente se apaixona por um lugar percebemos até os menores detalhes e temos sempre aquele olhar carinhoso que não vê defeitos… 😀

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