Cavernas – curso básico

A caverna mais conhecida do Petar é a Santana. Além de muito bonita, ela é também frágil e por isso o parque coloca um limite de visitação diário de 100 pessoas.

É a caverna com as formações (ou espeleotemas) mais curiosas e delicadas…é nela que fica o famoso salão Taqueupa, cheio de cristais. Infelizmente o equilíbrio deste salão é tão frágil que o seu acesso é somente aberto para pesquisadores.
Mas ela tem muitas outras formações interessantes, como o anjo, o cavalo, a pata de elefante…

…o bacon…

…a cascata de estrelas (é bem mais brilhante ao vivo).

E muitas outras, como colunas (encontros de estalactites e estalagmites), à esquerda, e travertinos, na foto da direita.

A Santana é enorme, mas o circuito aberto à visitação leva cerca de 2 horas para ser percorrido. É bem tranqüilo, com algumas escadas e corrimões de madeira, poucos lugares estreitos.

É a caverna mais ornamentada…fora que em alguns trechos você anda por essas passarelas sobre a água cristalina, uma sensação fabulosa.

É uma caverna de fácil acesso e, infelizmente, depois de depredações, resolveram colocar uma grade na boca de entrada.

Depois de um relax na beira do rio, seguimos o nosso circuito: ainda temos duas cavernas para visitar, bem próximas da sede. A próxima é a Morro Preto.
É uma caverna resultado de desmoronamento: salões enormes, o caminho todo é percorrido escalando e descendo pedras enormes…um dos seus pontos fortes é sua boca, muito grande:

Como possui muita luz na sua entrada, algumas estalactites são cobertas de plantas, muito fotogênicas…

Um dos lugares mais interessantes é o salão principal, visto de um mirante interno: orquestras já tocaram ali, em vários aniversários do parque. Já imaginaram que maravilha? Pena que com a minha câmera não deu para tirar fotos do interior, o flash não servia para nada…

Abaixo dela tem a caverna do Couto, que exploramos em seguida. Existe uma conexão entre elas, chamada Travessia do Aborto (que nome… 🙄 ). Por umas três horas você se espreme entre espaços minúsculos, como uma minhoca de capacete. Não, obrigada…achamos melhor voltar e seguir pela entrada normal, mesmo.
A caverna do Couto é outra bem sossegada…ela tem um conduto só, atravessada por um pequeno riozinho, uma entrada e uma saída. Fácil, fácil.

Uns quarenta e cinco minutos e você está do outro lado. Bela saída, não?

E pra dizer que não vimos morcegos, bagres cegos, etc. e etc., aqui está um belo sapo cavernícola.

Uma coisa bacana sobre essa caverna é que a saída fica um pouco distante da sede, o que nos faz voltar por uma trilha bonita, que termina na cachoeira do Couto.

Um banhinho e estamos novos em folha!

Virando morcego

A primeira vez que eu estive no Petar foi em 2001, com um grupo de amigos. Ninguém tinha muita idéia do que encontrar, mas o fato é que nos divertimos tanto, que aquela viagem foi a primeira de muitas outras que se seguiram no estilo eco. Um mês depois estaríamos na Ilha Grande, mais outro mês e descobriríamos a Chapada Diamantina…
Quanto a mim, já tinha feito algumas trilhinhas, mas nada que comparasse a percorrer a mata atlântica naquele trecho intocado. Me lembro bem da trilha para a caverna Laje Branca: aquela mata fechada, cheia de samambaias e bromélias e a luz do sol sendo filtrada pelas árvores…fiquei besta com tanta beleza e a esse momento dei o nome de ‘êxtase místico’ 😆 Essa expressão seria usada muitas outras vezes depois…

Bem, mas vamos ao que interessa: o que é o Petar? A sigla significa Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira e ele ocupa uma grande área de mata atlântica, muito pouco explorada e bem preservada, no Vale do Ribeira, extremo sul do Estado de São Paulo.

(mapa do site www.pick-upau.org.br
O parque é pouco conhecido, mas ele possui algo extraordinário: um conjunto de cerca de 300 cavernas, um dos maiores do Brasil.

É o paraíso dos espeleólogos…eles têm acesso a cavernas com pórticos de entrada imensos, com os maiores abismos internos, condutos mais apertados, enfim: um lugar fantástico para pesquisas.
Nós, turistas, temos acesso a uma pequena parcela destas cavernas, as de acesso mais fácil, mas dá para se divertir muito com elas (mesmo porque as cavernas mais difíceis exigem domínio técnico e muita coragem).

Mas o Petar não é só feito de cavernas…o parque é cortado pelo vale do Rio Bethary…

…que oferece várias cachoeiras…
 
… e muitas trilhas ao longo do rio.

O parque é dividido em 4 núcleos: Santana, Ouro Grosso, Casa de Pedra e Caboclos. Os dois primeiros ficam na parte de acesso mais fácil do parque, na estrada de terra que vai de Iporanga a Apiaí. No meio do caminho está o bairro de Serra, onde fica a maioria das pousadas e também onde nós ficamos.
Venham explorar o mundo subterrâneo comigo…

Blog action day 2007

Esse post chega um pouco atrasado, mas ainda a tempo de indicar alguns blogs que fazem a diferença na discussão sobre meio-ambiente, tema deste ano do Blog Action Day.

A Lucia Malla participa de um blog coletivo chamado Faça sua parte, que não só propõe reflexão sobre várias questões ambientais, como também sugere planos de ação para que pessoas como eu e você possam botar a mão na massa.
O próprio blog da Lucia é uma fonte interessantíssima de informação, já que a moça, além de engajada, sabe o que faz: ela é bióloga e fala com propriedade sobre o assunto.
Entrando dentro do assunto de viagens, a jornalista Claudia Carmello, que escreve no blog do portal ViajeAqui, traz algumas idéias bem interessantes do impacto que nós, turistas, exercemos sobre o meio-ambiente e o que devemos fazer para sermos menos abusivos nas nossas andanças por aí.
Para quem tiver outras idéias de blogs esclarecedores, os comentários estão à disposição.
PS: Já que comentei sobre o blog da Lucia, vou aproveitar o meu momento Tássia (Tássiachando…) para indicar a entrevista que ela fez comigo lá no Uma Malla pelo mundo e agradecer a oportunidade de estar num blog tão bacana quanto o dela 😀

O canto calmo do Bonete

Você pode vir ao Bonete e voltar no mesmo dia. Pode vir com sua barraca e acampar. Mas você pode também ficar em um lugar confortável e charmoso, que por acaso também é a única pousada da vila: a Canto Bravo.

Na primeira vez em que estivemos na praia e procurando a pousada, tivemos um pouco de dificuldade. Tudo o que você vai ver é essa cerquinha e um jardim atrás.

O lugar vai se mostrando aos poucos. Depois do jardim, a primeira parte que você vê é a área social, especialmente esse salão.

Sobre o fogão a lenha fica um cafezinho…

…ou você pode partir logo para uma caipirinha 😀

Um dos melhores lugares da pousada é o deck onde se pode tomar café da manhã ao ar livre, olhando o mar, ou jantar à luz de velas e estrelas.

Ainda existe uma sala muito simpática com lareira, onde nesta nossa primeira noite aproveitamos um escalda-pés após o jantar (cortesia para quem chega pela trilha 😉 ).

Voltando à nossa chegada…não existe check-in, só perguntam: Marc e Emília? Fizeram uma boa trilha? Querem beber algo? E só então somos levados ao quarto.
Nós ficamos com a suíte Bromélia, que é uma das maiores, com vista para o mar, só que na parte inferior.

O estilo das suítes é rústico e cheio de detalhes simpáticos, como o porta-chapéus, já com dois chapéus de palha, o armário antigo… A cama não é box-spring, mas é muito confortável (todas com mosquiteiros, claro).
A iluminação é toda feita com velas. Bem, na verdade existe uma única luz elétrica, mas ela demora às vezes horas (literais) para acender: o gerador da vila não é lá toda essa potência.
O fato da suíte estar no andar de baixo não ajuda muito na iluminação natural, ainda mais se você comparar com as outras no andar superior. Mas eu adorei o banheiro super iluminado, com uma clarabóia. (Nota: nada de banho frio, o aquecimento é à gás).

Temos também direito a uma varandinha com rede.

Ao lado do nosso quarto tem uma salinha de leitura…

…que é compartilhada com a suíte que fica em cima da nossa:


E esta é a outra:

É numa dessas que eu quero ficar numa próxima vez :mrgreen: e que eu recomendo a vocês. Só tem que reservar com muita antecedência…nas vezes em que consegui, tive que desmarcar 🙄
Você tem ainda o jardim e o deck, onde pode relaxar, tomar sol e beber alguma coisa…

E para melhorar, eles têm ainda algo que toda pousada charmosa deveria ter…

…um cão simpático como a Rajada. 😀

Um dia de puro ócio

 
No dia seguinte é que pudemos curtir de verdade a praia…Bonete tem cerca de 600m, sendo que o canto esquerdo (olhando do mar) é bem agitado e próprio para o pessoal que gosta de surfe.
 
A praia também tem um riozinho desaguando no seu canto direito…

…que também é o lugar preferido para os pescadores guardarem seus barcos.

O canto direito também deve ser bom para fazer um snorkeling, mas tinha esquecido o meu…

É um lugar ideal para se fazer nada e era exatamente esta a proposta do dia: tomar sol, ler, tomar banho de mar e banho de rio, bebericar, comer, andar…puro relax.

Como vocês podem ver, a praia é um sossego só…quando estávamos lendo nesse canto aí da foto de cima tivemos somente a companhia de algumas senhoras da vila, que aparentemente estavam curtindo o sábado, como nós.

Almoçar na baixa temporada foi algo um pouco mais difícil, já que todos os barzinhos de praia estavam fechados (no único aberto a senhora que cozinhava disse que não podia nos servir, pois estava preparando a festa da netinha dela – que ouvimos depois ao longe 😀 ). A pousada não oferece almoço, mas se prontificaram para passar uma encomenda por rádio, se quiséssemos.
Claro que sim…e fomos parar na Petiscaria Nema, um lugar na beira do rio, que serve comida caseira.

Almoçamos uma saladinha e PF tradicional de peixe, com direito a farofa de taioba, uma especialidade caiçara. O lugar é simples e muito agradável, com um pequeno deck sobre o rio.

Depois do almoço aproveitamos para conhecer a vila, que é muito organizada e bucólica.


Quer dizer…nem tão bucólica assim 🙄

Essa igrejinha simpática fica na beira da praia.

Querendo variar um pouco, de Bonete dá para continuar no sentido leste até as praias de Enchovas (uma hora de caminhada) e Indaiatuba, em seguida. Era o que queríamos fazer, se tivéssemos mais um dia (e pernas menos doloridas 😳 ).
Mas só voltamos para relaxar na pousada…

Depois de um jantar à luz de velas, ouvindo o som do mar, saímos para a praia. Pouquíssimas luzes na vila, só a lua, quase cheia, ajudando na caminhada.
Mas sugerimos que você leve uma lanterna…é uma surpresa iluminar a areia e se surpreender com centenas de pequenas luzes se movendo: são os sirizinhos que aproveitam o sossego da noite para sair da toca e prosseguir com sua rotina 😀
A lanterna também ajuda a tomar cuidado e não atropelar um pobre coitado. Pelo meu cabeçalho também dá para perceber que eu adoro siris, não?  😉
Um fim perfeito para um belo dia 😀

Trilogia Bo: parte final

No lado sul de Ilhabela existem uma pequena praia, fotogênica e isolada, com uma vilinha de pescadores: Bonete.


Pois é…juro que foi coincidência: mais uma ilha, mais uma vila de pescadores, mais um lugar começado em Bo… o que mais pode vir? Bocaina? Borborema? Bodrum? Bolívia? (essa não vale, mais um lugar Bo já visitado 🙄 )
Nós estivemos lá em 2005, mas foi uma visita de um dia só. Passamos uma tarde linda por lá, com direito a soneca debaixo dos chapéus-de-sol depois do cansaço da trilha, peixinhos fritos e cerveja. E o sol brilhava…ê beleza.
Aproveitamos ainda para fazer uma visita à Pousada Canto Bravo, da qual já tínhamos ouvido falar e rolava uma certa curiosidade. A pousada foi plenamente aprovada e uma visita, dessa vez para ficar, começou a ser planejada naquele dia mesmo.

Só que entre planejamento e realização existe uma certa distância e a nossa foi de quase dois anos: era só reservar e apareciam compromissos sociais, trabalho, tempo ruim, joelho machucado, quadril idem…e a reserva era desfeita.
Um dia (há mais ou menos um mês atrás), resolvemos: ou vai…ou vai! Desmarcaríamos os compromissos que aparecessem, não importaria o tempo. E partimos numa sexta cedinho para Ilhabela. Atravessamos a balsa e seguimos direto para o extremo sul da ilha, onde acaba o asfalto. Ali deixamos o carro (em um restaurante chamado Nova Iorqui, com “i” mesmo), colocamos a mochila e começamos a caminhada.
A trilha é apenas uma das duas maneiras para chegar ao Bonete: a outra é por mar, mas essa possibilidade depende das condições climáticas. Queríamos fazer de novo a trilha para ajudar a entrar no clima zen…além disso, barco era a nossa escolha para a volta.

De onde deixamos o carro até a praia são cerca de 15 km de trilha margeando a costa, percorridos dentro do Parque Estadual de Ilhabela, que preserva uma bela área de Mata Atlântica.
 
A paisagem é linda…no começo é possível ver (e ouvir) o mar batendo contra as pedras lá embaixo. Depois, a mata fica mais fechada e a idéia é curtir as árvores e flores, além dos pássaros no caminho. Dessa vez vimos um casal de tucanos cruzando a trilha bem na nossa frente e um pica-pau bem tranqüilo: ele percebeu nossa presença, mas continuou com o seu trabalho 🙂

Para melhorar,  passamos por duas lindas cachoeiras no caminho: a da Lage e a do Areado. 
 
Perfeitas para refrescar o corpo, comer alguma coisa e…recuperar o fôlego.

E o silêncio? Só os pássaros e o mar lá no fundo…Um pouco de silêncio é algo a que todos deveriam poder se dar ao luxo de vez em quando 😀
Só uma coisinha: a trilha é uma delícia, mas tem vários pontos de subida forte. Faça seus alongamentos, tome bastante água e faça uma parada estratégica de vez em quando…para observar a paisagem, claro :mrgreen:
Depois de umas quatro horas caminhando, aparece uma área aberta e você finalmente vê o seu ponto final:

Mais um pouquinho e você pode colocar os pés na areia 😀

Deixe de lado um pouco o jornal…

…e visite este site: http://www.hsdejong.nl/myanmar/.
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O fotógrafo holandês Henk de Jong é um apaixonado pela Birmânia (é, eu sei que é Myanmar, mas prefiro o nome antigo) e por uma birmanesa, que se tornou sua esposa.
Por isso, ele viaja freqüentemente ao país para visitar a família e os amigos e lá tira fotos lindíssimas, que vão parar no seu site: cidades, templos, pessoas, o campo…tudo é fantástico, visto pelas suas lentes.

Nesta época ainda mais conturbada no país, que só tem aparecido na mídia por causa das manifestações pacíficas feitas pelos monges budistas contra uma ditadura militar que já dura 45 anos, vale a pena ver do que o país é realmente feito.

Ele ainda mantém um outro álbum de fotos sobre trekkings feitos no Nepal.
Boa viagem!
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Velha Boipeba

Não poderia deixar de falar de Velha Boipeba, a principal vila da ilha e local onde se pode dar uma olhada no dia-a-dia do pessoal que vive lá, bater um papo e conhecer alguns boipebenses (É isso mesmo? Ou boipebanos? Tô confusa 🙄 )
Bem de acordo com o espírito baiano, o pessoal de Boipeba é muito gentil e acolhedor: alguns vêm conversar com você, saber de onde vem, se está gostando…Por outro lado, muitos são tímidos, provavelmente pelo fato de não estarem totalmente acostumados com a invasão turística no seu pedaço.

Algumas vezes, estando na vila de canga, sacola de praia e outros apetrechos praianos, eu me sentia uma alienígena… eu destoava da rotina tranqüila que estava ali instalada. Tenho que lembrar que a época em que estive lá era considerada baixa temporada, vi pouquíssimos turistas. Talvez a sensação mude no verão, alta temporada.

Saindo da Boca da Barra, chega-se à vila andando à esquerda em direção ao atracadouro no rio. Chegando ali, é só subir uma ladeirinha e já se vê a praça principal.

É grande e muito tranqüila, com umas árvores de sombra boa, onde dá para relaxar e observar o movimento: a criançadinha da pré-escola brincando, os meninos jogando futebol no campinho, as charretes transportando de tudo, para todos os lados…

Subindo a ladeirinha à esquerda, você já vê no alto a Igreja do Divino Espírito Santo, do século XVII. Uma fofura de igreja, pena que estava fechada.

Adorei essa foto no site da pousada, que deve ser da festa de Iemanjá… é da lavagem da igreja (ou de suas escadarias), que acontece em maio, quando várias mães-de-santo vêm do continente. (Obrigada, Ana Carolina!)

(foto do site da Pousada Santa Clara)
Andando pela vila, dá para ver as casinhas do pessoal…

…as ruas mais comerciais (a vila tem algumas pousadas e uns poucos restaurantes)…

…a garotada no intervalo da escola…

…e muitos outros detalhes.

Num dos cantos da vila, no sentido do centro da ilha, está o roldão de dendê. Aqui podemos ver o método mais tradicional de extração do azeite de dendê.
Primeiro o dendê é amassado no roldão…

…e depois vai para o tanque, onde o dendê moído é lavado para soltar o óleo, que se separa da água e sobe à superfície.

Depois retirado da superfície da água, ele vai ainda para um tanque, para ser fervido e ter o restante da água evaporada. E aí está prontinho para ser envasado: R$ 3 o litro, dá para acreditar?
Se você for a Boipeba, tire um final de tarde para conhecer a vila, vale a pena. Eu sempre arranjava qualquer desculpa para dar uma passadinha por lá: comprar água, telefonar (eu não levei celular)…
E aqui acaba o relato. Depois de três dias de um delicioso não fazer nada, voltei para Salvador numa manhã ensolarada, só para me deixar com mais vontade de ficar. Eu realmente fiquei um pouco triste de ter que ir embora, mas não tem problema: pretendo voltar logo.  😀

Boipeba 360º

No meu segundo dia na ilha, queria ir um pouco além e fazer um passeio de barco. Batendo papo com o Charles, na noite anterior, falei o que queria e ele já tinha esquematizado uma ida até às piscinas naturais de Moreré para uma família dinamarquesa que eu já tinha conhecido, também hospedada na pousada.
Éramos sete na lanchinha: eu, os quatro da família e um casal de Salvador. Estava tudo bem, só que…eu não queria ir só até Moreré, eu queria dar a volta na ilha.

(foto do site www.boipeba.tur.br)
Claro que o preço era um pouco maior, mas para mim estava ok e para o casal também. Os dinamarqueses não tinham certeza, me perguntavam se valia a pena…eu não sabia, era a minha primeira vez em Boipeba! Mas só descobriríamos indo e eles então concordaram em completar o circuito.
Primeira parada: as famosas piscinas naturais de Moreré. Como era baixa temporada, havia pouca gente e pudemos aproveitar bem o nosso tempo lá. Os tradicionais peixinhos listrados estavam lá e a menina, de uns 4 anos, estava encantada com tantos deles comendo na sua mão…nunca tinha visto algo parecido (os pais me confessaram que eles também não!).

(foto do site www.boipeba.org.br)
A água tem uma temperatura perfeita e você perde um pouco da noção do tempo, conforme vai se afastando para conferir os recifes mais distantes, indo atrás de um peixe aqui, procurando algo mais ali…infelizmente os polvos e lagostas vêm rareando nestas áreas. Os pescadores têm que ir cada vez mais longe para conseguir algum resultado.
Seguimos para a praia de Moreré e fizemos uma caminhada até Bainema, dando uma olhada na vila. É um bom intervalo para se recuperar dos pulos da lancha, que neste trecho circula em mar aberto.
A nossa última parada nesse lado da ilha é na Ponta dos Castelhanos, uma pequena praia onde um navio espanhol naufragou no século XVI. Dizem que dá para vê-lo quando se faz snorkeling na maré baixa.

Muitos pescadores também montam acampamento aqui, para uma semana intensiva de pesca.

A essa altura já estávamos morrendo de fome e o nosso almoço já estava devidamente encomendado ao seu Orlando, dono do (único?) restaurante em Cova da Onça, um dos três povoados da ilha, junto com Velha Boipeba e Moreré.
Chegando lá, pudemos tomar um banho de água doce e tomar uma decisão difícil: polvo, lagosta, peixe ou camarões? Na dúvida, pedimos todos e…estava tudo perfeito. Foi uma bela tarde à beira-mar, lindo sol, comida deliciosa e boa conversa, ali na varanda da casa do seu Orlando. Aliás, ele é uma simpatia de pessoa, adora puxar papo e contar suas histórias. O dinamarquês estava em êxtase, não acreditava estar num lugar daqueles…tinham adorado tudo.

Andamos um pouco pela vila, visitando a igreja de São Sebastião, e saímos dali um pouco contra a vontade…

Nosso passeio continuou por águas calmas, contornando a parte da ilha que é voltada para o continente. Mangues e mais mangues, uma paisagem que caiu bem para aquela tranqüilidade pós-almoço 😀

Já estávamos felizes com tudo isso, mas ainda tinha mais uma parada: o Ponto das Ostras. São bares flutuantes em frente a uma pequena comunidade na Ilha de Tinharé, que servem também como pontos de cultivo das ostras. Muito prático: eles puxam as cordas ao lado do bar e vão abrindo as ostras ali mesmo. A princípio não iríamos comer muito, mas depois de ver as ostras fresquinhas…ninguém resistiu! Mais caipirinhas foram pedidas e ali continuamos com ‘la dolce vita’. Um sossego…só nós ali, batendo papo e observando a garotada brincando nas margens…

Mais um pouco de passeio pelos canais e estávamos de volta à Boca da Barra…passou tão rápido.
O balanço do passeio: mais que aprovado, por todos 🙂
PS: Como todo fim de dia, ainda fiquei ali na Boca da Barra para esperar o pôr-do-sol incrível que bate cartão naqueles cantos…

E com vocês…as praias

Descansou bem? Tomou um café-da-manhã gostoso? Então vamos explorar as praias de Boipeba.

(mapa do site www.boipeba.tur.br)
O ponto de partida é a a praia da Boca da Barra, onde encontramos a maioria das pousadas, o acesso à vila e os bares pé-na-areia.

Uma característica bacana da praia é que ela tem dois lados: um virado para o oceano e outro para o Rio do Inferno, na sua foz. Água salobra ou salgada, você escolhe. Você pode vê-la na foto abaixo, com o rio no canto direito.
 
Apesar de ser a praia mais acessível da ilha, a Boca da Barra é bem tranqüila, pouca gente na areia e circulando.

Através de uma trilhinha chegamos à praia de Tassimirim, cheia de lindos chapéus-de-sol.

Apesar de ter alguns recifes que podem atrapalhar um pouco o banho, a praia é uma delícia: pouquíssima gente efetivamente relaxa por ali e as árvores criam a sombra perfeita. Coqueiros são muito fotogênicos, mas nada como um chapéu-de-sol para abrigar o banhista naquela horinha da sesta 😀

Não cochilei, mas foi o lugar perfeito para ler um pouquinho e cair a ficha de que eu realmente estava naquele lugar incrível…A única companhia que tive nessa manhã foram uns poucos pescadores.
Está tudo muito bom, mas é hora de levantar canga e continuar o praia-tur. Tassimirim não é muito grande e, andando mais um pouquinho e contornando uma grande pedra, chegamos em Cueira.

A primeira visão da praia impressiona…grande, coqueiros sem fim, ela faz uma curva muito bonita. As ondas são fortes e vi algumas pessoas surfando, mas o canto esquerdo da praia é bom para banho.

Além disso, neste cantinho também fica o seu Guido, famoso por cozinhar suas lagostinhas numa barraca improvisada à beira-mar.

É tudo muito rústico, mas uma delícia e o seu Guido é uma simpatia. É só pedir uma cervejinha, enfiar o pé na areia e esperar a sua lagosta. A porção individual varia de R$ 15 a 20 reais, que tal? Se você pedir com antecedência, ele também faz um polvo maravilhoso.
Depois de comer um pouquinho, que tal uma caminhada? A próxima praia é Moreré, uma outra vilinha de Boipeba, famosa pelas piscinas naturais que ficam em frente à praia.

Você tem duas opções: ir pela praia e atravessar o rio, se a maré estiver baixa. Como ela já estava subindo na hora em que fui para Moreré, acabei indo por dentro da ilha, através de uma trilha de mais ou menos 50 minutos.

O bom da trilha é que, além de queimar as calorias, ela passa por uma parte alta de Boipeba em que se pode ver quase todas as praias do lado leste e sul da ilha. Uma beleza. Essa aí de baixo é Moreré, dá até para ver uma parte mais clara, onde ficam os recifes.

A vila é bem pequena e tem um restaurante muito recomendado, o Mar e Côco. Uma pena que não o peguei aberto, fica para a próxima vez…

Mais uma pequena trilha e você está em Bainema, a última praia que pode ser atingida a pé neste trecho da ilha. É uma longa praia cheia de coqueiros, deserta.
Mas não acabou…vamos um pouco mais longe no próximo post.
PS: Apesar de eu ter feito um só post sobre as praias, acredito que tentar visitar todas em um só dia vai te deixar mais estressado/a, o que não é o objetivo num lugar desses! Como sugestão, fique um dia na Boca da Barra, Tassimirim e Cueira e em outro vá até Moreré e Bainema. Na alta me disseram que existem barquinhos trazendo de volta os visitantes para a Boca da Barra, assim como tratores que fazem aquela trilha que eu percorri, indo de Moreré à Velha Boipeba, a vila principal. Não foi o caso quando estive lá, era baixa temporada e a ilha tinha poucos visitantes. É bom se programar antes…

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