Grécia: Páginas Amarelas

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Abaixo estão compiladas as informações práticas sobre os destinos gregos visitados por este blog. Esta é uma lista dos serviços que foram testados e aprovados, inclusive indicações de blogs com material sobre a Grécia que valem o clique.
Época – A segunda semana de setembro foi uma boa escolha, especialmente pelo tempo quente, mas sem exageros: biquíni de dia, uma blusinha leve à noite.  A quantidade de visitantes diminui drasticamente com o final do mês de agosto e as ilhas estão menos abarrotadas. Mas isso também traz um ponto negativo, que é a diminuição da freqüência dos ferries entre as ilhas.
Transporte – O transporte mais comum para deslocamento entre as ilhas é o marítimo, mas por motivos de planejamento (e falta de informações confiáveis sobre os ferries e catamarãs), o avião foi o meio escolhido, apesar da necessidade de sempre se voltar a Atenas. As companhias utilizadas foram a Aegean e a Olympic (esta última está sob situação instável há algum tempo, para informações mais atualizadas consultar o Aquela Passagem.)
Para o pequeno trecho na Grécia continental, foi alugado um carro com a Safeway. As auto-estradas são boas e bem sinalizadas, enquanto as estradinhas regionais têm poucas pistas, muitas curvas e caminhões (mas, como é de praxe, passam pelas paisagens mais bonitas). As placas estão nos dois alfabetos (às vezes a placa no alfabeto latino vem depois da placa em grego), mas o aluguel do GPS é recomendado.
Em Atenas, os melhores meios de transporte são as próprias pernas e o metrô. As distâncias entre os principais pontos turísticos são pequenas. Para aqueles fora do circuito Monastiraki-Syntagma-Acropolis (como o Museu Arqueológico, por exemplo) ou para turistas cansados de bater perna, o metrô cobre bem. Recomendo também para ir ou voltar do aeroporto, caso o seu hotel esteja perto de alguma estação. Táxis somente se tiver alguma tendência masoquista 🙄 (ou paciência para tentar achar um taxista bacana entre dezenas de outros mal-educados).
Nas ilhas o meio de transporte mais utilizado foi o carro e existem várias locadoras pequenas com preços bem camaradas. Motos também são uma opção para quem tem prática. Não testei transporte público nas ilhas, por ter lido em vários lugares sobre a inconstância dos mesmos.
Hotéis – Os hotéis escolhidos têm estilos, nível de conforto e preço bem variáveis, mas todos são bem recomendados por este blog, tendo boas críticas e ótimas posições no ranking do Trip Advisor.
– Atenas: Athens Gate – Hotel renovado, confortável, bem-localizado (nos limites de Pláka), grandes vistas.
– Delfos: Varonos – Um dos hotéis de gosto mais duvidoso onde já me hospedei, mas com atendimento extremamente gentil. Internet grátis, linda vista.
– Meteora: Archontiko Mesohori – Uma casa antiga de pedra toda renovada, confortável, mas com o mesmo senso de decoração do Varonos. Da varanda se vê as famosas rochas de Meteora.
– Milos: Villa Notos – Típica construção cicládica, quartos novíssimos e decorados discretamente, donos muito simpáticos. Em Adamas, no porto, mas num canto sossegado.
– Santorini: Atrina – ‘Hotel-caverna’ em Oia, muito bem decorado e mantido, com vista para a caldeira, piscina gostosa. Bem-localizado, próximo à entrada da vila e ao acesso de veículos.
– Mykonos: Vencia – Vista maravilhosa da cidade de Mykonos, logo abaixo. Renovado recentemente, decoração discreta, ótimo atendimento, piscina deliciosa e fotogênica.
– Rodes: Andreas – Hotel simples, mas com vários pontos positivos: atendimento gentilíssimo, localizado dentro da cidade antiga, em uma área tranqüila, sem turistas. Linda vista, especialmente do quarto mais alto, o meu escolhido.
Comer – Na Grécia, os restaurantes podem ter muitos nomes de acordo com a especialidade: taverna, psarotaverna, mezedopoleio, kafeneio…Mas o que realmente se percebe, é que a comida tem um certo padrão – as mesmas receitas em quase todos os restaurantes -, além de seguir uma linha mais substanciosa, rústica, sem grandes sofisticações.
Algumas presenças comuns nos cardápios: moussaka (torta de berinjela com carne moída e batata), souvlaki (espetinhos, em especial de carne de porco), salada grega (tomate, pepino, queijo feta, azeitonas, azeite e orégano), gyros (fatias de carne de porco no pão com iogurte e batatas fritas), cozidos de porco, cordeiro ou coelho, e mezés (entradas) – como saganaki (queijo frito), tzatziki (iogurte com pepino) ou skordalia (purê de batatas com alho, frio). Peixes e frutos do mar são a melhor escolha nas ilhas e é comum ir até a cozinha para escolher o seu exemplar e pesá-lo. É interessante também experimentar as especialidades de cada ilha…e não se cansar de tomar muito iogurte com mel, uma grande maravilha grega  😀
Alguns restaurantes:
– Atenas: Palia Taverna tou Psara, Diogenes, restaurantes da área de Psiri.
– Delfos: To Patriko Mas
– Milos: Flisbos, Ta Glaronisia
– Santorini: 1800, Sphinx, Pelekanos, tavernas de Ammoudi
– Mykonos: La Maison de Catherine
– Rodes: Nireas e Marco Polo
Compras – Uma vez na Grécia, difícil escapar das lojinhas básicas de suvenires: cópias de vasos gregos antigos, miniaturas de monumentos, camisetas…tudo o que se pode imaginar e mais um pouco. O bairro de Pláka, em Atenas, é o paraíso dos que se divertem com compras. A 25 de março ateniense está em Monastiraki, no mercado de pulgas. Marcas internacionais são encontradas facilmente no centro da capital, em Santorini e em Mykonos.
O famoso olho grego pode ser encontrado em qualquer canto do país.  Jóias estão sempre presentes em Atenas e em Santorini. Grande variedade de lindos (e pesados) livros sobre a Grécia na Eleftheroudakis, em Atenas. Mais leves e tão lindos quanto são os postais com fotos do Georges Meis. Acabei pegando a mania de procurar por modelos diferentes onde quer que eu fosse.
Guias – Com medo de faltar, levei dois: o Lonely Planet e o Guia Visual da Folha. (Mas o LP é sempre o meu querido, não tem jeito.)
                          lp greek islands    gvgreek
Outras viagens – Vários blogueiros estiveram na Grécia também e podem complementar com mais informações e outros destinos dentro da Grécia.
Fatos & Fotos: Santorini
Turomaquia: Atenas, Meteora, Delfos, Santorini, Creta e mais a telenovela Kalon :mrgreen:
Arquivo de Viagens: Samos, Patmos, Santorini, Peloponeso
À Francesa: Santorini, Naxos, Koufounissi
Wazari: Atenas, Mykonos, Santorini
Inquietos: Santorini
Para viageiros:  Atenas, Santorini, Zakynthos
Carrossel de Sonhos: Atenas, Santorini, Mykonos
E, claro, sem esquecer da seção Grécia do Viaje na Viagem e do especializadíssimo Guia Grécia, do gentil Décio, que deu dicas importantíssimas para esta viagem.

Costa Rica: Páginas Amarelas

Coloco aqui algumas informações práticas da nossa viagem à Costa Rica, em julho de 2006, para quem estiver pensando em visitar o país:

Época – Como em qualquer país tropical, existem duas estações: a seca e a úmida, sendo que esta última vai de abril até aproximadamente setembro. As vantagens de se viajar nesta época: é baixa estação, então os preços vão estar mais amigáveis e os lugares não muito lotados, fora que as chuvas vão deixar tudo mais verde e bonito. Por outro lado, as estradas ficam piores nesta época, além…da própria chuva em si, que pode atrapalhar ou impedir alguns passeios.
De qualquer maneira, existem períodos específicos para quem quer surfar no Pacífico, surfar no Caribe, pescar, observar o quetzal, ver a desova de tartarugas de couro…
Transporte aéreo – A partir de São Paulo, a Taca e a Copa voam até o aeroporto Juan Santamaría: a primeira fazendo escala em Lima e a segunda na Cidade do Panamá. Os preços das duas companhias é parecido: na época paguei em torno de US$ 800, mas com a alta dos preços das passagens, as pesquisas trazem agora tarifas em torno de US$ 1.000. Nós voamos com a Taca porque a companhia era parceira da TAM e a milhagem ia para o programa de fidelidade, mas hoje já não existe essa vantagem.
Transporte terrestre – Para fazer toda essa epopéia costa-riquenha nós alugamos um Grand Vitara com a Mapache. Jipes são recomendados para quem vai se embrenhar pelo país, já que as estradas não têm em geral um estado de conservação muito bom.
Hotéis – Nós ficamos em hotéis de 3 a 4 estrelas, de estilos bem diferentes entre si. Em geral, ficamos muito bem hospedados e a única ressalva é com relação ao Guanamar, em Playa Carrillo. As vistas e áreas comuns eram ótimas, mas o quarto em que ficamos era bem velhinho, com um carpete horrível. Quanto ao restante, nós recomendamos:
– Heredia: La Condesa
– Puerto Viejo de Talamanca: La Costa de Papito
– La Fortuna: Volcano Lodge
– Monteverde: El Establo
Passeios – É tudo muito fácil: os passeios privados têm acesso tranqüilo e estrutura muito bem-feita, os parques nacionais têm postos de informações e mapas, muitas agências de turismo em todo o canto e quiosques de informações. Onde quer que você vá é possível conseguir mapas onde tudo isso está bem marcadinho e descrito, facilitando o trabalho de escolher onde ir e o que fazer.
O único passeio organizado foi o de Tortuguero, que foi comprado com o pessoal da agência Servitur, que também fez a reserva dos hotéis para todo o grupo.
Comer – Além dos restaurantes indicados nos posts, é interessante obter as melhores indicações em guias como o Frommer’s, Lonely Planet, Fodor’s…De qualquer maneira, é difícil comer mal na Costa Rica e a sugestão é de se aventurar pelas sodas e se surpreender com a qualidade da comida caseira.
Guias – Nós levamos o Lonely Planet Costa Rica. Apesar de ter a fama de guia ‘alternativo’, o guia também dá muitas opções ‘Top End’ e tem muitos textos interessantes sobre o país e questões ambientais.

Compras – Não há muito o que se comprar, a não ser as cerâmicas chorotegas, Ron Centenario e souvenirs em geral, como os trabalhos de madeira de Sarchí (em especial miniaturas dos carros de boi). Um conselho: poupe o dinheiro das compras e aproveite para fazer todos os passeios possíveis, inclusive os mais caros, como o canopy. E traga muitas fotos 😉

Serra da Canastra: Páginas Amarelas

Para quem quiser se aventurar na Serra da Canastra, aí vão os nossos passos…
Época – O período mais seco do ano, segundo e terceiro trimestres, são os mais indicados para visitar a região. A chuva, além de atrapalhar um pouco os passeios, também pode deixar intransitáveis as estradas de terra que dão acesso aos pontos mais bacanas (que já são normalmente mais adequadas a um jipe).
Indo em outubro, estávamos no limite da estação seca. Nós chegamos na quinta à tarde com chuvinha…que foi embora assim que chegamos na pousada e almoçamos. Até tomamos banho de rio nesse dia, com direito a um lindo pôr-do-sol. No dia seguinte, o dia foi praticamente todo nublado, com um certo frio de manhã e no sábado e domingo tivemos muito sol.
Transporte – O trajeto de carro de São Paulo até as bases da Serra não é muito fácil de descrever, melhor um mapinha.
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(mapa do site da Fazendinha da Canastra)
As estradas são duplicadas e têm bom asfalto até a divisa: a partir desse momento é melhor prestar ainda mais atenção pois os buracos são constantes e a pista é de mão-dupla. No entanto, a paisagem muda assim que se entra em Minas e fica difícil saber se você tem que prestar atenção na estrada ou nos campos verdinhos (estrada! estrada!).
O trecho a partir de São Sebastião do Paraíso não é tão interessante, mas depois de Passos a represa de Furnas dá as caras e volta a dividir a atenção com o asfalto. Em Piumhi temos que sair da estrada principal (que leva a BH) e entrar em secundárias que levam à Vargem Bonita e São Roque de Minas, dois pontos de hospedagem principais.
Passeios – Dentro do parque e nas estradas ao redor, a predominância é de estradas de terra: quem tem jipes se desloca mais facilmente. Se tiver a ajuda de bons mapas e indicações do pessoal da região, não vai precisar de guias para os passeios mais conhecidos. Isso porém não vale muito para a Babilônia, que não possui placas indicativas.
Como nós não tínhamos um jipe para chamar de nosso, contratamos o Vicente, o dono da Fazendinha (ver abaixo em Pousada). Ele possui uma Toyota e faz passeios pelo parque, como guia e motorista.
Além do passeio que fizemos, foi bastante recomendada a caminhada até o Poço das Orquídeas, além das visitas às Cachoeiras do Vento e do Fundão. Uma visitante do blog, a Bia, recomendou, nos comentários deste post, uma visita ao outro lado da Serra, mais próximo de São João Batista da Glória, especialmente para visitar o Paraíso Perdido e também ir até Capitólio, para os passeios na chalana, nos cânions da represa.
Fiquem também de olho no blog da Meilin e suas aventuras na Canastra neste Carnaval.
Pousada – Ficamos na Fazendinha da Canastra, uma pousada rural a uns 6km de Vargem Bonita, no sentido da parte baixa do Parque Nacional. O Vicente e sua esposa, a Silmar, criaram vários chalezinhos básicos e simpáticos na área da antiga fazenda da família dela. A estrutura principal tem cerca de 80 anos e foi restaurada por eles para funcionar como cozinha, restaurante e área social.
O casal é extremamente hospitaleiro e bom papo… A pousada tem o estilo tradicional mineiro, ótima para quem quer ter uma experiência rural. Se você conseguir acordar (muito) cedo, até tirar leite é possível, já que o curral está nos fundos da propriedade. 

A outra possibilidade, ao invés de ficar nos arredores de Vargem Bonita, é se hospedar em São Roque de Minas, a maior cidade das que servem como base para o parque. Uma pousada recomendada por quem já se hospedou é a Barcelos.
Comer – A hospedagem na Fazendinha era de meia pensão e tudo era maravilhoso e calórico como só a comida mineira consegue ser…sorte que caminhamos bastante, porque não conseguíamos parar de comer: torresmo, tutu de feijão, porco na lata…
O café da manhã não ficava atrás: o fogão a lenha fica aceso para derreter queijos e as broinhas, pães de queijo e etc. são todos produzidos lá.
Para almoço, a melhor coisa a se fazer é pedir um lanche de trilha para eles no dia anterior: dois lanches, duas frutas, refrigerante e água.
Compras – A melhor coisa que você pode comprar na Canastra são os famosos queijos…Canastra. São deliciosos, especialmente derretidos, formando aquela casquinha crocante…os meus acabaram num piscar de olhos.

Petar: Páginas Amarelas

Aí vão as dicas para quem quiser experimentar o Petar:
Época –  O Petar é melhor aproveitado fora da época de chuvas: não é só porque é melhor fazer trilhas no seco, mas principalmente porque algumas cavernas podem ficar interditadas na época chuvosa, devido ao risco de trombas d’água. Além disso, é mais difícil de dirigir em estradas de terra barrentas.
Como chegar – Existem duas maneiras de chegar lá a partir de São Paulo: pela Castelo Branco (SP-280) e pela Régis Bittencourt (BR-116), sendo que esta última é o acesso usado também para quem vem do sul do país.

(mapa do site www.petaronline.com.br)
Indo pela Régis, deve-se passar por Registro e entrar em Jacupiranga, seguindo as placas sentido Eldorado e/ou Petar. Depois de Eldorado e a entrada para a Caverna do Diabo, a próxima cidade é Iporanga, a mais próxima da sede do parque. Dali são mais 15 km de estrada de terra até o bairro de Serra.
Pela Castelo, siga até a saída de Tatuí e nessa rodovia passe pela própria, por Itapetininga, Capão Bonito, Guapiara e Apiaí. É uma região muito bonita, paisagem interessante. Em Apiaí, siga as placas para o Petar, núcleo Santana. São cerca de 25 km de estrada de terra.
Visitação de cavernas e trilhas – Apesar de não haver controle nas cavernas, com exceção da Santana, não recomendamos de maneira nenhuma entrar nelas sem o acompanhamento de um guia. Eles são organizados em um associação e você pode contratar o seu por indicação da sua pousada ou através da agência Ecocave, aparentemente a única de Serra (que não existia quando fui da primeira vez).
Para entrar no núcleo Santana, que concentra a maioria das cavernas e trilhas dessa área, é necessário pagar uma pequena taxa. Para cavernas que exigem permissão do parque, é recomendável contratar o guia ou agência com bastante antecedência.
Pousadas – As acomodações no Petar são bastante simples, não há luxos. A maioria dos quartos nas pousadas são quádruplos ou até maiores e favorecem as viagens em grupo, mas com uma certa antecedência dá para reservar os poucos quartos duplos.
É possível se hospedar com talvez um pouco mais de conforto em Iporanga, mas desanima ter que percorrer a estradinha de terra todo dia para poder chegar nas cavernas. No bairro de Serra você pode ficar na Pousada Tatu, onde nos hospedamos desta vez. É bem simples, mas confortável, comida caseira, bem próxima do ‘centrinho’ de Serra e os donos são espeleólogos, o que garante umas palestrinhas e videos à noite.
Outras opções de pousada são a Pousada das Cavernas, a Pousada do Quiririm e a Pousada da Diva. A pousada onde ficamos da primeira vez infelizmente fechou, mas você pode contratar o dono dela como guia, o Cidão, que é um dos guias mais antigos do Petar.
Comer – Não existe restaurante em Serra, só uma pastelaria, que mata a fome da tarde dos que voltam das cavernas, e o famoso bar do J.J., onde se concentra a noite do Petar. Lá você pode tomar o chamado ‘leite de onça’, bebida bem conhecida lá por aquelas bandas.
Na diária das pousadas normalmente está incluso o café da manhã e o jantar, sendo o almoço um lanche de trilha que pode ser encomendado na própria pousada.
Compras – Compras? No Petar? Tem certeza? Ok, se você faz questão, a loja de equipamentos de espeleologia e trilha que fica ao lado da Pousada da Diva deve satisfazer a vontade.

O canto calmo do Bonete

Você pode vir ao Bonete e voltar no mesmo dia. Pode vir com sua barraca e acampar. Mas você pode também ficar em um lugar confortável e charmoso, que por acaso também é a única pousada da vila: a Canto Bravo.

Na primeira vez em que estivemos na praia e procurando a pousada, tivemos um pouco de dificuldade. Tudo o que você vai ver é essa cerquinha e um jardim atrás.

O lugar vai se mostrando aos poucos. Depois do jardim, a primeira parte que você vê é a área social, especialmente esse salão.

Sobre o fogão a lenha fica um cafezinho…

…ou você pode partir logo para uma caipirinha 😀

Um dos melhores lugares da pousada é o deck onde se pode tomar café da manhã ao ar livre, olhando o mar, ou jantar à luz de velas e estrelas.

Ainda existe uma sala muito simpática com lareira, onde nesta nossa primeira noite aproveitamos um escalda-pés após o jantar (cortesia para quem chega pela trilha 😉 ).

Voltando à nossa chegada…não existe check-in, só perguntam: Marc e Emília? Fizeram uma boa trilha? Querem beber algo? E só então somos levados ao quarto.
Nós ficamos com a suíte Bromélia, que é uma das maiores, com vista para o mar, só que na parte inferior.

O estilo das suítes é rústico e cheio de detalhes simpáticos, como o porta-chapéus, já com dois chapéus de palha, o armário antigo… A cama não é box-spring, mas é muito confortável (todas com mosquiteiros, claro).
A iluminação é toda feita com velas. Bem, na verdade existe uma única luz elétrica, mas ela demora às vezes horas (literais) para acender: o gerador da vila não é lá toda essa potência.
O fato da suíte estar no andar de baixo não ajuda muito na iluminação natural, ainda mais se você comparar com as outras no andar superior. Mas eu adorei o banheiro super iluminado, com uma clarabóia. (Nota: nada de banho frio, o aquecimento é à gás).

Temos também direito a uma varandinha com rede.

Ao lado do nosso quarto tem uma salinha de leitura…

…que é compartilhada com a suíte que fica em cima da nossa:


E esta é a outra:

É numa dessas que eu quero ficar numa próxima vez :mrgreen: e que eu recomendo a vocês. Só tem que reservar com muita antecedência…nas vezes em que consegui, tive que desmarcar 🙄
Você tem ainda o jardim e o deck, onde pode relaxar, tomar sol e beber alguma coisa…

E para melhorar, eles têm ainda algo que toda pousada charmosa deveria ter…

…um cão simpático como a Rajada. 😀

Preparativos para a ilha…

O primeiro passo foi escolher a pousada e acabei ficando com uma das três opções que o Ricardo sugeriu no seu post no Viaje na Viagem (ver post anterior): a Pousada Santa Clara.
Eu já tinha gostado das fotos do lugar, achei que tinha um astral bacana. Depois, ao fazer as cotações, descobri que era o melhor custo-benefício e, além disso, o atendimento feito pelo dono, o Charles, foi uma simpatia.
Só faltava descobrir como…chegar lá. As opções eram muitas: ferry-ônibus (ou táxi)-barco (rápido ou lento), avião até Morro-transfer, catamarã até morro-dormir-transfer, avião fretado direto e várias outras combinações de meio de transporte. Complexo…
Descartei as opções que passavam por Morro, pois não queria dormir lá uma noite ou acordar cedo e me apressar para o aeroporto. O fretado direto para Boipeba foi descartado por razões óbvias – R$ 4.000,00 está bom para você? 🙄
Combinei então o transfer com a pousada: eu pegaria o ferry até Itaparica (Bom Despacho) e lá pegaria o ônibus para Graciosa, um vilarejo um pouco abaixo de Valença. Ali eu pegaria um barquinho rápido até a ilha.

(mapa do site www.ilhaboipeba.org.br)
Apesar de parecer um pouco trabalhosa, a ida foi bem tranqüila.  Já dentro do ferry comprei a passagem para Graciosa, pela Viação Cidade Sol. Os horários combinam com a chegada do ferry a Bom Despacho: é descer de um e subir no outro.
O pessoal da pousada sugeriu um táxi, caso não quisesse tomar o ônibus de linha, mas é muito, muito mais barato e também divertido: ele faz algumas paradas no meio do caminho e é sempre bacana de ver a movimentação dos passageiros, dos vendedores que sobem até o ônibus…
Ao chegar a Graciosa, o Silvinho, dono do barco, já estava me esperando para a parte final da viagem, que iria durar cerca de 50 minutos. A paisagem dos canais é linda: mangue e mais mangue, numa super tranqüilidade que já me fazia imaginar o que eu iria encontrar na ilha.

Pouco tempo depois de partirmos, passamos ao lado da ilha de Cairu, sede do município e onde vemos duas bonitas construções coloniais: o Convento de Santo Antônio e a Igreja de Nossa Senhora da Luz.
 
Infelizmente os horários, tanto da ida, como da volta, não me deixaram parar um pouco em Cairu…fica para um próxima vez.

Já bem relaxada depois do trajeto, com direito a muitas garças e um belo fim de dia, cheguei a Boipeba, na praia da Boca da Barra.
Pude ver a pousada um pouco melhor no outro dia…e era o que eu estava esperando: é simples, bem de acordo com o espírito do lugar, e muito charmosa. Em cada canto que você olha, você vê o capricho e o bom gosto com que tudo foi feito: o jardim impecável, cheio de pequenas esculturas, os mosaicos por toda parte, flores frescas em todos os lugares…

Fiquei com o chalé chamado de ‘casa da árvore’, pequeno e simpático, um banheiro em baixo e o quarto em cima e uma varanda.

Das janelas do quarto se via o jardim tropical…
 
…e um pouco do mar (é, vocês já viram esta foto em algum post antes 😀 ).

Para melhorar, a pousada tem um restaurante delicioso, onde o irmão do Charles, o Mark, prepara comidinhas deliciosas. Eu comi lá na primeira noite e gostei tanto que acabei jantando todas as noites…O ambiente foi montado no meio do jardim, com muitas flores e boa música. O café da manhã também é muito bem feito, cheio de porções individuais (adoro isso!): panquecas, paçoca de côco, batata rösti, além de suco de fruta fresca, pães feitos em casa e outras cositas…
Deu para perceber que eu gostei do lugar, não? 😉
PS: Para outras informações, o site da associação de moradores é bem completo.

Bonito: Páginas Amarelas

Para quem estiver pensando em ir para Bonito, aqui seguem algumas das nossas dicas…
Época – O inverno é uma boa escolha para a viagem, pois as águas estão ainda mais claras: as chuvas podem diminuir a visibilidade nos rios. A temperatura está ótima: um friozinho leve, de manhã e à noite, e calor durante o resto do dia. Tivemos dias lindos de sol.
O ponto negativo é a temperatura dos rios: quando se usa neoprene, caso das flutuações, a água é ótima, mas para entrar nas cachoeiras…é preciso coragem.
Tivemos uma boa surpresa: a primeira quinzena de julho, único período em que podíamos ir, é considerada baixa temporada.
Transporte – Descartamos logo de cara o ônibus, pois a freqüência entre São Paulo e Jardim (o ponto final, de onde se pega outro ônibus até Bonito), é ingrata: apenas uma vez por semana. A idéia inicial era fazer o caminho de carro, fazendo uma parada em Presidente Prudente, mas desistimos: íamos ter quatro dias tomados pelos trajetos de ida e volta. Acabamos optando pelo aéreo, no trecho São Paulo – Campo Grande.
O traslado para Bonito (3h e meia de viagem) foi combinado com a agência, que também providenciou os deslocamentos até os passeios. Na prática tivemos a companhia do pai da dona da agência, que, não só foi nosso motorista, mas também um guia, contando histórias da região e mostrando os bichos no caminho, com olho atento. Como era baixa temporada, fomos sempre os únicos passageiros.
Passeios – O preço dos passeios é tabelado e eles sempre são vendidos pelas agências da cidade. Ou seja, simplesmente aparecer no lugar não é uma boa tática: você não vai poder entrar.
Além dos lugares que visitamos (e que descrevemos nos posts até agora), gostaríamos de testar alguns outros, numa próxima viagem: a Cachoeira Boca da Onça, a flutuação do Bonito Aventura, a Estância Mimosa, as cachoeiras do Aquidauana e o mergulho na Lagoa Misteriosa.
À noite, dê uma passada nas palestras do Projeto Jibóia, na cidade. E se tiver coragem, coloque uma das belezinhas no pescoço. 😉
Hotel – Ficamos no Pirá Miúna, um hotel novo, simpático e confortável, bem no centro de Bonito. É bem próximo dos restaurantes e do modesto ‘footing’. 🙂 Fizemos a reserva através da agência, para conseguir uma tarifa melhor.
Além das opções urbanas, é possível também ficar em fazendas, normalmente com seus próprios acessos aos rios. A desvantagem é que são bem distantes da cidade, sempre em estrada de terra. Conhecemos alguns casais que ficaram no Hotel Santa Esmeralda, dos Roteiros de Charme, e gostaram muito.

Para comer – a maioria dos restaurantes fica concentrada no centrinho de Bonito, não muito distantes da Av. Cel. Pilad Rebuá, a principal da cidade.

Cantinho do Peixe: especialista em pintado, fica numa simpática casinha de madeira, típica do interior. Virou o nosso preferido: o pintado no molho de urucum é delicioso e o caldinho de piranha é uma ótima entrada.

Santa Esmeralda: numa das esquinas mais movimentadas da cidade, tem seu forte nas massas. Muito bom para quem já cansou dos peixes e quer um pouco de variedade. A picanha também foi bem recomendada, mas não provamos.

Castellabate: o melhor lugar para provar a famosa carne de jacaré, criado em cativeiro na região de Miranda, no Pantanal Sul. É um pouco fibrosa, mas muito boa, especialmente empanada e acompanhada de batatas sauté e alcaparras, como pedimos.

Sale & Pepe: restaurante de estilo oriental, com maior oferta de peixes. Experimentamos o sashimi de piraputanga e o dourado recheado com cebola. Muito bons.

Pantanal: especializado em carnes exóticas da região e peixes (claro…). Recomendamos as costelinhas de pacu.

Vício da Gula: a nossa sobremesa e o cafezinho eram sempre aqui. Doces e tortas apetitosos.

Aluguel de câmera – Em alguns lojas na cidade é possível alugar a caixa-estanque com máquina digital para fotos aquáticas (porém não a caixa-estanque sozinha).

Compras – Não espere boas compras: as lojas só têm souvenirs ‘made in China’ e camisetas. A única loja que vale a visita é a Berô Can, de artesanato indígena kadiwéu (que vivem numa reserva ao norte de Bonito) e de outras tribos.

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