O canto calmo do Bonete

Você pode vir ao Bonete e voltar no mesmo dia. Pode vir com sua barraca e acampar. Mas você pode também ficar em um lugar confortável e charmoso, que por acaso também é a única pousada da vila: a Canto Bravo.

Na primeira vez em que estivemos na praia e procurando a pousada, tivemos um pouco de dificuldade. Tudo o que você vai ver é essa cerquinha e um jardim atrás.

O lugar vai se mostrando aos poucos. Depois do jardim, a primeira parte que você vê é a área social, especialmente esse salão.

Sobre o fogão a lenha fica um cafezinho…

…ou você pode partir logo para uma caipirinha 😀

Um dos melhores lugares da pousada é o deck onde se pode tomar café da manhã ao ar livre, olhando o mar, ou jantar à luz de velas e estrelas.

Ainda existe uma sala muito simpática com lareira, onde nesta nossa primeira noite aproveitamos um escalda-pés após o jantar (cortesia para quem chega pela trilha 😉 ).

Voltando à nossa chegada…não existe check-in, só perguntam: Marc e Emília? Fizeram uma boa trilha? Querem beber algo? E só então somos levados ao quarto.
Nós ficamos com a suíte Bromélia, que é uma das maiores, com vista para o mar, só que na parte inferior.

O estilo das suítes é rústico e cheio de detalhes simpáticos, como o porta-chapéus, já com dois chapéus de palha, o armário antigo… A cama não é box-spring, mas é muito confortável (todas com mosquiteiros, claro).
A iluminação é toda feita com velas. Bem, na verdade existe uma única luz elétrica, mas ela demora às vezes horas (literais) para acender: o gerador da vila não é lá toda essa potência.
O fato da suíte estar no andar de baixo não ajuda muito na iluminação natural, ainda mais se você comparar com as outras no andar superior. Mas eu adorei o banheiro super iluminado, com uma clarabóia. (Nota: nada de banho frio, o aquecimento é à gás).

Temos também direito a uma varandinha com rede.

Ao lado do nosso quarto tem uma salinha de leitura…

…que é compartilhada com a suíte que fica em cima da nossa:


E esta é a outra:

É numa dessas que eu quero ficar numa próxima vez :mrgreen: e que eu recomendo a vocês. Só tem que reservar com muita antecedência…nas vezes em que consegui, tive que desmarcar 🙄
Você tem ainda o jardim e o deck, onde pode relaxar, tomar sol e beber alguma coisa…

E para melhorar, eles têm ainda algo que toda pousada charmosa deveria ter…

…um cão simpático como a Rajada. 😀

Um dia de puro ócio

 
No dia seguinte é que pudemos curtir de verdade a praia…Bonete tem cerca de 600m, sendo que o canto esquerdo (olhando do mar) é bem agitado e próprio para o pessoal que gosta de surfe.
 
A praia também tem um riozinho desaguando no seu canto direito…

…que também é o lugar preferido para os pescadores guardarem seus barcos.

O canto direito também deve ser bom para fazer um snorkeling, mas tinha esquecido o meu…

É um lugar ideal para se fazer nada e era exatamente esta a proposta do dia: tomar sol, ler, tomar banho de mar e banho de rio, bebericar, comer, andar…puro relax.

Como vocês podem ver, a praia é um sossego só…quando estávamos lendo nesse canto aí da foto de cima tivemos somente a companhia de algumas senhoras da vila, que aparentemente estavam curtindo o sábado, como nós.

Almoçar na baixa temporada foi algo um pouco mais difícil, já que todos os barzinhos de praia estavam fechados (no único aberto a senhora que cozinhava disse que não podia nos servir, pois estava preparando a festa da netinha dela – que ouvimos depois ao longe 😀 ). A pousada não oferece almoço, mas se prontificaram para passar uma encomenda por rádio, se quiséssemos.
Claro que sim…e fomos parar na Petiscaria Nema, um lugar na beira do rio, que serve comida caseira.

Almoçamos uma saladinha e PF tradicional de peixe, com direito a farofa de taioba, uma especialidade caiçara. O lugar é simples e muito agradável, com um pequeno deck sobre o rio.

Depois do almoço aproveitamos para conhecer a vila, que é muito organizada e bucólica.


Quer dizer…nem tão bucólica assim 🙄

Essa igrejinha simpática fica na beira da praia.

Querendo variar um pouco, de Bonete dá para continuar no sentido leste até as praias de Enchovas (uma hora de caminhada) e Indaiatuba, em seguida. Era o que queríamos fazer, se tivéssemos mais um dia (e pernas menos doloridas 😳 ).
Mas só voltamos para relaxar na pousada…

Depois de um jantar à luz de velas, ouvindo o som do mar, saímos para a praia. Pouquíssimas luzes na vila, só a lua, quase cheia, ajudando na caminhada.
Mas sugerimos que você leve uma lanterna…é uma surpresa iluminar a areia e se surpreender com centenas de pequenas luzes se movendo: são os sirizinhos que aproveitam o sossego da noite para sair da toca e prosseguir com sua rotina 😀
A lanterna também ajuda a tomar cuidado e não atropelar um pobre coitado. Pelo meu cabeçalho também dá para perceber que eu adoro siris, não?  😉
Um fim perfeito para um belo dia 😀

Trilogia Bo: parte final

No lado sul de Ilhabela existem uma pequena praia, fotogênica e isolada, com uma vilinha de pescadores: Bonete.


Pois é…juro que foi coincidência: mais uma ilha, mais uma vila de pescadores, mais um lugar começado em Bo… o que mais pode vir? Bocaina? Borborema? Bodrum? Bolívia? (essa não vale, mais um lugar Bo já visitado 🙄 )
Nós estivemos lá em 2005, mas foi uma visita de um dia só. Passamos uma tarde linda por lá, com direito a soneca debaixo dos chapéus-de-sol depois do cansaço da trilha, peixinhos fritos e cerveja. E o sol brilhava…ê beleza.
Aproveitamos ainda para fazer uma visita à Pousada Canto Bravo, da qual já tínhamos ouvido falar e rolava uma certa curiosidade. A pousada foi plenamente aprovada e uma visita, dessa vez para ficar, começou a ser planejada naquele dia mesmo.

Só que entre planejamento e realização existe uma certa distância e a nossa foi de quase dois anos: era só reservar e apareciam compromissos sociais, trabalho, tempo ruim, joelho machucado, quadril idem…e a reserva era desfeita.
Um dia (há mais ou menos um mês atrás), resolvemos: ou vai…ou vai! Desmarcaríamos os compromissos que aparecessem, não importaria o tempo. E partimos numa sexta cedinho para Ilhabela. Atravessamos a balsa e seguimos direto para o extremo sul da ilha, onde acaba o asfalto. Ali deixamos o carro (em um restaurante chamado Nova Iorqui, com “i” mesmo), colocamos a mochila e começamos a caminhada.
A trilha é apenas uma das duas maneiras para chegar ao Bonete: a outra é por mar, mas essa possibilidade depende das condições climáticas. Queríamos fazer de novo a trilha para ajudar a entrar no clima zen…além disso, barco era a nossa escolha para a volta.

De onde deixamos o carro até a praia são cerca de 15 km de trilha margeando a costa, percorridos dentro do Parque Estadual de Ilhabela, que preserva uma bela área de Mata Atlântica.
 
A paisagem é linda…no começo é possível ver (e ouvir) o mar batendo contra as pedras lá embaixo. Depois, a mata fica mais fechada e a idéia é curtir as árvores e flores, além dos pássaros no caminho. Dessa vez vimos um casal de tucanos cruzando a trilha bem na nossa frente e um pica-pau bem tranqüilo: ele percebeu nossa presença, mas continuou com o seu trabalho 🙂

Para melhorar,  passamos por duas lindas cachoeiras no caminho: a da Lage e a do Areado. 
 
Perfeitas para refrescar o corpo, comer alguma coisa e…recuperar o fôlego.

E o silêncio? Só os pássaros e o mar lá no fundo…Um pouco de silêncio é algo a que todos deveriam poder se dar ao luxo de vez em quando 😀
Só uma coisinha: a trilha é uma delícia, mas tem vários pontos de subida forte. Faça seus alongamentos, tome bastante água e faça uma parada estratégica de vez em quando…para observar a paisagem, claro :mrgreen:
Depois de umas quatro horas caminhando, aparece uma área aberta e você finalmente vê o seu ponto final:

Mais um pouquinho e você pode colocar os pés na areia 😀

javaversion1 Warning: passthru() has been disabled for security reasons in /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php on line 3 Call Stack: 0.0002 240152 1. {main}() /home/aturistaacidental.com.br/public/index.php:0 0.0004 243544 2. require('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-blog-header.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/index.php:17 0.4126 29412848 3. require_once('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template-loader.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-blog-header.php:19 0.4160 29437096 4. include('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/index.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template-loader.php:74 0.6496 29969160 5. get_footer() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/index.php:32 0.6496 29969792 6. locate_template() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/general-template.php:76 0.6497 29969992 7. load_template() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template.php:647 0.6499 29986536 8. require_once('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template.php:688 0.6499 29986824 9. passthru() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php:3