A migração do Pato Econômico para o sul

Não foi só essa blogueira aqui que curtiu Buenos Aires recentemente. O nosso amigo Ernesto, o grande Pato Econômico e incansável viajante, também esteve lá (e também em Ushuaia) e nos enviou as suas dicas de como aproveitar bem a cidade sem abusar nos gastos. Com a palavra, Ernesto:
Passeio web para planejar o que você quer fazer: www.bue.gov.ar (com opção de português na parte superior da tela). Boas dicas de roteiros a pé, com mapas, e das atividades que estão muvucando. Um dos melhores sites oficiais que já vi até hoje.
Câmbio: Use sempre o Banco de La Nacion, especialmente se for trocar Reais. A taxa do Banco é 15% melhor do que a das casas de câmbio da Florida e torna desnecessário o trabalho de trocar Reais por Dólares, e estes por Pesos. O Banco de La Nacion fica depois do desembarque, logo à direita. Lembre-se que o dólar é bem aceito em compras, mas, em geral, a cotação do real não é boa.
Museu Evita: Toda a história de Evita Peron. Para você que gostou de Evita…Rua Lafinur 2988, Metro Plaza Italia. Lá perto você pode conhecer o Jardim Botânico (grátis), o Zoológico de Buenos e o Jardim Japonês (8 pesos cada um). Perto dele há um shopping novo e vazio onde você pode fazer compras, o Pátio Alcazar.
Táxi: Nunca tive qualquer problema, mas como já ouvi alguns relatos de pessoas que tiveram problemas, como voltas e notas falsas, recomendo pegar sempre os rádios táxis, que estão marcados na porta como tais. Os ônibus velhinhos são charmosos, mas você precisa de moedas no valor exato, pois a cobrança é por máquinas automáticas que não dão troco. A tarifa são ridículos 60 centavos de Real: 1 peso…O metro, que lembra bastante o de Paris, também merece ser conhecido.
Atrações culturais: Acho imperdíveis o Museu Nacional de Bellas Artes, Avda. Libertador 1473 – Horários: Terça a Sexta, de 12:30 às 20:30, Sábados e Domingos, de 9:30 às 20:30 (www.mnba.org.ar) Entrada gratuita. O Malba – Fundación Constantini (www.malba.org.ar) tem uma curiosa coleção de arte moderna, que, pela sua qualidade, agrada até aqueles que não são tão fãs de arte moderna como eu. Fica na Avda. Figueroa Alcorta 3415. Entrada a 14 pesos, mas é grátis na quarta-feira.
Novo e desconhecido: O museu do Tango, ao lado do Café Tortoni, a partir das 13:30, é uma das melhores barbadas de Buenos. Verifique antes pois geralmente de terça a quinta, há ensaios de orquestras de tango. Música de qualidade, em ambiente informal, além da história do tango.
Restaurantes: Fui na dica do Riq. Gostei muito do peruano que ele indicou, o Ceviche, na Costa Rica 5644, com almoço executivo a 30 pesos, e o La Cabrera, churrascaria na Cabrera 5099, com excelentes carnes a aproximadamente 70 pesos por pessoa, com vinho. Ótimas dicas no site www.guiaoleo.com.ar . Apesar do nome estranho, é um guia bem atualizado de restaurantes, com todos os tipos de comidas. Uma churrascaria bem tradicional é o La Estancia, perto do Obelisco.
Compras de casacos de couro, de excelente qualidade, por 140 dólares: Leather Shop, na Florida 544.
Melhores compras: maquiagem, roupas em geral, CDs e comestíveis.
Boas e novas dicas de Hotéis em Bs. As.: todos ficam no Centro, perto da 9 de Julho e Av. de Mayo, e ao lado do metro (Peru). Nenhum deles está nos consolidadores de hotéis tradicionais. Os preços que obtive foram no carnaval brasileiro, assim talvez numa temporada mais baixa seja possível negociar um desconto melhor. Os preços abaixo são para casal e incluem o IVA:

  • Hotel dos anos 30, bem arrumado e que conserva o esplendor da época de ouro de Buenos, com ótimo café da manhã, onde viveu Garcia Lopes, com diárias de 110 dólares. Castelar, na Av. de Mayo 1151. www.castelarhotel.com.ar
  • Minha dica de pato econômico é um Hotel pequeno, limpo, remodelado, com quartos agradáveis e ótimo chuveiro (não se deixe levar pela recepção, que é feia, e pela placa do American Express, que sugere locais caros). A diária para pagamento em dinheiro é de 150 pesos, ou cerca de 48 dólares: Splendid Hotel – www.hotel-splendid.com.ar – reservas: ventas@hotel-splendid.com.ar (falar com a gerente Carmen, muito simpática).
  • A melhor dica econômica para quem quer economizar e não quer ficar em albergue, diárias a partir de 35 dólares, é um hotel recém remodelado: Hotel Alcazar, Av. de Mayo 935, tel. 4535-0926 (não tem site). O preço não inclui café da manhã.

É isso aí, Ernesto! Quem sabe algumas dicas de Ushuaia também? 😉

Fim de ano, fim de viagem

Ao voltar de um dia cheio (de sol) em Colonia, tudo o que queríamos era relaxar um pouco na nossa casinha portenha temporária. E era mesmo fundamental, pois era noite de Reveillon e ficar em casa não era uma opção…
Preferimos fazer a ceia em casa mesmo. A cidade estava totalmente cheia de turistas norte-americanos e europeus, conseqüência: os preços nos restaurantes estava inacreditável, fora que comida servida nestas circunstâncias costuma ser apenas aceitável. Fizemos nossas comprinhas no Carrefour do Shopping Alcorta (obrigada, Sylvia!) e trouxemos algumas gostosuras do free shop do barco também. Foi ótimo ;-)
Aproveitamos para comprar algumas mini-Chandon, que foram devidamente geladas até a hora de sair para a rua. O centrinho da Recoleta estava um sossego, mas tínhamos ouvido falar que alguma coisa acontecia em Puerto Madero. Táxi!
Mas cadê táxi nas ruas? Nada, nada…quando vinha um, estava tomado. Demorou um bom tempo até conseguirmos um em que o taxista mal-humorado despejava todo o seu veneno sobre esse hábito brasileiro de festejar a passagem do ano. Fogos? Pra quê? Aparentemente todos os argentinos estavam em casa quietinhos. Um pouco de conversa e veio uma certa melancolia: ‘Acho que, na verdade, somos um pouco tristes’. Ahh…fica assim não, moço. Cada um comemora do seu jeito ;-)
Em Puerto Madero finalmente vimos onde estavam as pessoas naquela cidade. Bem, pelo menos todos os brasileiros, hehe…e alguns europeus também. O clima estava ótimo, gente de todas as idades passeando, os restaurantes lotados, alguns com música na parte externa, gente dançando em toda parte.
Tudo estava lindo, muito iluminado, os barcos passando cheios de festa…uns fogos (até que bem razoáveis) estourando, espumantes abertos e aí está 2008 -D
Nos surpreendemos positivamente, achamos que seriam meia dúzia de gatos pingados reunidos para comemorar o Reveillon, mas parece que subestimei a nossa vontade de festejar (e a quantidade de brasileiros em Buenos Aires ). Foi uma noite muito divertida e gostosa. Para quem estiver pensando em algo parecido no próximo ano, ficam as sugestões:
1. Táxis são um problema nesta noite. Procure ir mais cedo do que fomos para Puerto Madero (já era quase 23:30 quando chegamos lá) e a volta…é um mistério. A não ser que consiga marcar com algum taxista, é bem provável que se volte a pé um certo trecho até conseguir um carro.
2. Fora Puerto Madero, não há muito a se fazer na cidade, que fica totalmente vazia. Os restaurantes pega-turista da Recoleta ficam cheios de gente pagando até 300 pesos por uma ceia, mas a animação é zero (pelo menos do jeito que gostamos).
3. Se possível, volte para o Brasil no primeiro dia do ano. A cidade fica absolutamente morta depois do Reveillon e até mesmo Palermo parecia um bairro fantasma. A Recoleta começou a despertar somente no final da tarde.
Depois de um dia de descanso e com a perspectiva de voltar para casa no dia seguinte, nada como fechar bem a viagem: uma visita ao Faena para jantar no famoso El Bistro e seus unicórnios starckianos -D

(site do Faena Hotel + Universe)
Até a próxima, Buenos! ;-)

Colonia del Sacramento: indo e vindo de Bs. As.

Como alguns já devem saber, esse título é uma homenagem à Carla do Idas e Vindas, que nos inspirou neste bate-volta com a sua série sobre Colonia del Sacramento. O que sentimos, através do relato dela, foi uma cidade encantadora e tranqüila, e a nossa decisão foi reservar um dos nossos dias em Buenos Aires para ir a Colonia.

Tentamos reservar as passagens pela internet através do site da Buquebus, mas o final de ano tornou tudo mais concorrido e não conseguimos. No primeiro dia em Buenos Aires, no entanto, seguimos direto para o escritório deles na Recoleta e aproveitamos duas desistências. Eba! 😀
Era justamente na véspera do Reveillon, dia que queríamos ficar na cidade para relaxar e curtir mais a noite, mas sem problemas…aliás, o único quase-problema que tivemos foi no próprio dia da viagem: mesmo com TV e rádio no apartamento, não nos demos conta de que o horário de verão tinha mudado justamente naquela noite! Estávamos tranqüilamente tomando café no nosso cantinho de praxe, quando vimos o relógio: 9 horas!!!
Chamamos o garçom e ele confirmou: ‘Vocês não sabiam do horário de verão?’ (Suspiros profundos.) Perdemos uma grana e o passeio, pensamos. Mas fomos de qualquer jeito para o terminal de embarque em Puerto Madero e…voilà! Eles tinham alterado o horário para as 10 horas, íamos para Colonia!
Moral da história: por mais que férias sejam para relaxar, não custa nada prestar mais atenção aos noticiários locais…e sempre confirmar se não há nenhuma mudança de horário à vista :mrgreen:
Depois do check-in e da imigração, finalmente entramos no barco. Tínhamos escolhido o buque rápido, que chega a Colonia em apenas 50 minutos. É um barco confortável, com ar condicionado, lanchonete e free-shop.  Alguns minutos de navegação e Buenos Aires aparece pequenininha, ao longe…e não demora muito e já chegamos.
A partir do cais, a caminhada até o centro histórico é rápida, não mais que dez minutos. Uma parada no centro de informações turísticas para pegar um mapa e seguimos pelas deliciosas ruas arborizadas da cidade.

As belas casas coloniais indicam a entrada no bairro histórico…

…e um pouco à frente, o Rio da Prata.

A cidade foi fundada no século XVII pelos portugueses e bastante disputada pela sua situação estratégica, no acesso ao Rio da Prata. O seu controle mudou das mãos dos portugueses para os espanhóis e de volta aos portugueses durante cerca de um século.
Toda essa alternância de poder influenciou na variedade arquitetônica encontrada em Colonia, que é bem diferente de outras cidades coloniais que temos no Brasil. As casas são mesmo um espetáculo…


(A combinação casinha branca colonial-primaveras é irresistível :mrgreen: )
É difícil escolher um canto preferido na cidade. O passeio que contorna o rio é lindo, especialmente com o dia maravilhoso que estávamos tendo, sem uma nuvem no céu…a Plaza Mayor também convida a sentar um pouco e deixar a vida acontecer 😀

Num dos cantos da praça está o Portón de Campo, com o brasão de Portugal, entrada oficial da cidade antiga. Nós acabamos entrando pelo outro lado, mas acho que vir por aqui dá um impacto maior, com o fosso e a ponte de madeira 😀  Ela faz parte da muralha que contornava a cidade e da qual podemos ver ainda um pouco do que resta, no trecho que vai do portão até o rio.


Descendo em direção ao rio e à direita novamente, entramos na famosa Calle de los Suspiros. É uma das ruas mais características, com calçada tipo pé-de-moleque bem irregular e casas das mais antigas do bairro histórico, muito simples, em tons de rosa. Algumas são ateliês e lojas de antigüidades. Uma visão muito bucólica e simpática.

Subindo de volta à praça e indo um pouco à frente, chegamos na praça da Igreja Matriz (aqui vista de cima do farol).

Nesta praça ficam também as ruínas da Casa do Governador: na prática restou somente o traçado da casa, com a indicação dos cômodos. Pode-se andar sobre elas através de passarelas.

Na praça também fica o El Drugstore, restaurante muito charmoso e recomendado pela Carla. Só não almoçamos ali porque o calor absurdo nos fez procurar a beira do rio, onde soprava uma brisa. Digamos que uma Patrícia geladinha também tenha ajudado :mrgreen:

Depois da pausa, extremamente necessária para diminuir a temperatura corporal, seguimos de novo pelas ruas…cada canto é mesmo muito fotogênico e esses carrinhos antigos fazem a sua parte 😉

Queríamos ainda subir ao farol, que fica na Plaza Mayor, junto às ruínas do Convento de São Francisco.

Vale a pena subir e ter uma bela visão da cidade…

…e do rio.

A essa altura do dia tínhamos que voltar ao porto para pegar o barco de volta a Buenos Aires…ainda tínhamos um Reveillon pela frente! 😀
PS: E se me perguntam se vale a pena investir um dia em Buenos para ir até Colonia, digo que sim, se você é um(a) fã de cidades históricas, como eu. Nós realmente gostamos da cidade (como vocês podem ver pelo post gigantesco!). E na próxima vez, queremos fazer como a Carla e dormir lá: a atmosfera deve ser deliciosa. Além do Radisson, onde ela ficou, achamos bem simpática uma pousada dentro do centro histórico, a Posada del Virrey.

Dia de feira…

No domingo já tínhamos programação pronta: claro que eu não iria perder a feirinha de San Telmo…Antes de seguirmos para lá, aproveitei para revisitar dois pontos turísticos principais do bairro onde estávamos: o Cemitério da Recoleta e a Igreja de Nossa Senhora do Pilar.
O Cemitério não é muito o meu estilo de passeio, mas tenho que admitir que existem algumas obras lindas ali dentro, especialmente em estilo art-déco e art-nouveau. Para conferir, dê um pulo na casa antiga da Mô Gribel, onde ela postou umas fotos branco-e-preto muito inspiradas. Outro site interessante é o After Life, também com muitas informações e fotos.
Já a igrejinha da Recoleta é sempre uma visão reconfortante, por dentro ou por fora, vista da praça. É uma construção do começo do século XVIII, em estilo barroco, e tem lindos altares e azulejos. Bom mesmo é ir à Freddo bem em frente e tomar um sorvete delicioso (o meu preferido é frutilla con crema) só olhando o movimento, o jardim, a igreja colonial…
No domingo de manhã, o movimento na Recoleta era pequeno, só a saída da missa ainda agitava um pouco aquele trechinho do bairro. Mas ao chegar em San Telmo…

A praça Dorrego já estava lotada…os tradicionais dançarinos de tango já estavam se apresentando e, um pouco à frente na Defensa, uma ótima orquestra tocava na calçada. Claro que fui dar uma olhada nas barraquinhas :mrgreen: e depois fui me acomodar num barzinho ao redor.
Eu achei a feirinha bem divertida…um amante de badulaques pode facilmente deixar mais pesos do que gostaria ali. A banca dos gramofones é muito curiosa e as roupas femininas de época e jóias antigas fazem sonhar com épocas mais elegantes. Se não fosse o calor, que já estava derrubando a minha pressão, teria ainda fuçado mais. Mas para o bem do meu corpo e do meu bolso, fomos parar no Bar Plaza Dorrego, um clássico.

Um chope geladinho (lá sempre acompanhado de um pratinho de amendoins) ajudou a espantar um pouco o calor e só depois é que prestamos atenção com cuidado no lugar. Além de muito animado, é uma volta no tempo: aparentemente nada mudou muito desde o final do século XIX (até a poeira 😆 ), quando era ainda uma mercearia, conforme nos informou o simpático senhor que cuidava do caixa.
É inegável que San Telmo seja turística, mas é também muito divertida, um clima de festa, de relax…
Depois da pausa necessária, seguimos a pé até Puerto Madero. Essa região não tinha me empolgado muito da primeira vez…era um dia de semana e o lugar estava deserto. Só que desta vez eu estava lá num domingo, além de um dia especialmente bonito, e tinha muita gente passeando e procurando um lugar legal para almoçar.

Nós escolhemos mais uma dica dos Destemperados, a famosa parrilla do La Caballeriza. O lugar, apesar de grande, é charmoso e a comida é muito saborosa. Pedimos os ‘básicos portenhos’: bife de chorizo, batata assada, um malbec e panquecas com dulce de leche, claro. Olha…está me dando água na boca só de lembrar. Melhor ir adiante 😆
Reunimos coragem e continuamos a pé até o centro. Uma passadinha nas Galerias Pacífico para comprinhas e um encontro inesperado com a Mari 😀 Sabíamos que ela estaria na feirinha, mas acabamos nos encontrando só mais tarde.
Queria também conferir a recomendação do Riq, de não perder a milonga da Confitería Ideal. Sabia que dançar mesmo seria um pouco difícil, mas nada como confirmar que o tango ainda está vivo, e não só nas casas de show turísticas: as pessoas pareciam estar compenetradas, fazendo o que gostavam, sem se importar com os olhares de curiosos (como nós). Fora que o próprio prédio é um espetáculo…fico impressionada como a cidade ainda conseguiu manter certos edifícios e o seu ambiente antigo, coisa que é difícil de se achar por aqui. Adoro isso…

Ainda havia um lerê bacana para mostrar ao moço, o Café Tortoni. Só fiquei de boca aberta com a fila…quanta diferença da tranqüilidade de se estar na baixa temporada. Apesar do tempinho na fila, o Tortoni é lindo e vale um pouco de espera. E ainda por cima encontramos…Mari! Essa cidade é mesmo um ovo 😆
O sol e as caminhadas me nocautearam…nada como voltar para casa e para o ar condicionado 😉

Encontros nada casuais em Bs. As.

O sábado (29/12) começou tranqüilo…queríamos curtir a manhã nos parques de Palermo. Acho essa região uma das mais agradáveis de Buenos Aires: os parques são bem cuidados e o clima é de puro relax. Principalmente no Jardín Japonés.

Esse lugar é definitivamente um favorito meu, assim como de muita gente. Cada cantinho convida a sentar e relaxar e também a clicar. Que lugar fotogênico!


O jardim não é simplesmente um lugar de relaxamento e contemplação: a fundação que o administra sempre apresenta uma agenda cheia de atividades, como cursos de danças japonesas e origami, cerimônia do chá e exposições de orquídeas. Além de contar também com um restaurante típico, que abre para almoço e jantar. Pena que não pudemos conferi-lo.

Apesar de tantas atrações, nos deixamos somente ficar num banco um longo tempo, apreciando a beleza da paisagem. E também nas pontes, observando as carpas gigantes que abriam suas enormes bocas ao ver qualquer um se demorar por ali.
Foi bem difícil se mover…na próxima vez vou levar um bom livro e um piquenique (inspirada no post da Claudia Carmello) e simplesmente ir ficando…Mas continuamos a caminhada até o Parque Tres de Febrero.

O objetivo era chegar ao Rosedal que, mesmo sem flores no verão, é um lindo parque.


O meu objetivo desta vez era visitar o Pátio Andaluz, levada pelo post da Carla, mas infelizmente ele estava fechado. Fica para uma próxima…

Saímos dali direto para Palermo, para variar 😀 Claro que era hora do almoço e fomos conferir o badalado Olsen.

O lugar tem um ambiente agradável e zen, que começa no jardim e continua no salão, todo decorado em madeiras claras, bem ao estilo nórdico. O menu tem opções de comida rápida que podem ser combinadas em entrada, prato principal e acompanhamento.
Dali seguimos para o nosso grande encontro do dia: com a Mari (y su hermana) e o Rodrigo (e a Massae)! Era para ser um cafézinho no Freddo do Pátio Bullrich, mas acabou se transformando em uma conversa de mais de 4 horas 😀
Falou-se de tudo e mais um pouco (principalmente sobre viagens, claro :mrgreen: ) e teríamos ficado muito mais. Uma unanimidade: tanto o Rodrigo como a Mari foram firmes de que nós deveríamos conhecer a Tailândia numa das próximas viagens. Quem sou eu para duvidar deles 😉
Depois de um papo tão gostoso, só restou tempo para umas comprinhas e um gostoso jantar italiano perto de casa, no Pane e Vino.

…a gente quer comida, diversão e arte

Na sexta-feira (28), acordamos tarde, tomamos o nosso tradicional café da manhã no Del Pilar e tomamos o rumo da Avenida Figueiroa Alcorta. É um caminho arborizado, cheio de prédios bonitos das embaixadas e pracinhas.

O nosso objetivo era chegar ao Malba, que eu não tinha tido tempo de visitar da outra vez. O museu é muito famoso pela incrível coleção de obras de arte latino-americanas dos séculos XX e XXI, reunidas pelo colecionador Eduardo Constantini.

Para começar, o próprio prédio do museu é uma atração: as paredes de vidro e as clarabóias permitem à área central, de pé-direito altíssimo, receber luz e iluminar algumas das obras mais visíveis. Existe ainda um terraço com esculturas, emoldurado pelas árvores do entorno. Uma bela construção.
Mas a coleção permanente é a maior atração, tendo obras de Diego Rivera e Frida Kahlo, Xul Solar, Fernando Botero (com El Viudo, obra fantástica) e brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark e, claro, Tarsila do Amaral e seu clássico Abaporú (que, aliás, está de volta ao Brasil temporariamente para a exposição ‘Tarsila Viajante’, que fica na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, até 16/03/08.)

Abaporú (E), Autorretrato com chango y loro, Frida Kahlo (D) (divulgação do Malba)
A coleção ocupa o primeiro andar, o térreo tem os serviços e lojinha, o subsolo e o segundo andar hospedam as exposições temporárias. Quando estivemos lá, estava em cartaz uma retrospectiva de Oscar Bony, artista plástico argentino dono de uma obra curiosíssima e polêmica.
Saímos felizes e…com fome. Táxi! Palermo, por favor 😀
Tínhamos reservado uma das muitas boas dicas dos Destemperados, o Social Paraíso, e estávamos ansiosos para experimentá-lo.

Conseguimos uma mesa junto à janela que dá para o singelo pátio interno…que ambiente simples e tão agradável. A carta é curta, mas apetitosa por inteiro e meu prato estava impecável. Fiquei até triste quando acabou o meu peixinho, um dos melhores que comi ultimamente.
Ai, que pausa boa para relaxar as pernocas entre caminhadas…Saímos em reconhecimento ao badalado Palermo Viejo para meditar sobre o belo almoço que tínhamos acabado de devorar e sentir a vibração do bairro, com suas lojas charmosas e o seu forte, na minha opinião: a área gastronômica.
Descemos em direção aos parques e aproveitamos o sol mais fraco de final de tarde para…ir ao zoológico, claro.
 
Essa criança aqui tinha que ver as tartarugas…

…e os hipopótamos :mrgreen:

Alguns recintos são pequenos (talvez os conceitos de zoológico e tratamento de animais fossem diferentes na época de construção do zôo, no final do século XIX 🙁 ) e as estruturas precisam de reparos, mas ainda assim é um bom passeio.

Há uma boa variedade de animais e eles ficam bem próximos dos visitantes…alguns até demais (como esses ratões e as lebres)  😀
 
Depois de tanto andar, hora de voltar para casa e relaxar porque a noite de sexta-feira seria longa…começamos conferindo outra excelente dicas dos meninos Destemperados, o Bar Uriarte. Um lindo lugar, muito badalado, boa comida…poderíamos ter ficado ainda muito mais tempo se não tivéssemos reservas para o Bar Sur.

Sabíamos que o show ia até às 2 da manhã e acabamos chegando um pouco antes da meia-noite. O lugar me cativou desde o começo: minúsculo, o ambiente original bem preservado, a luz amarela lá fora iluminando os prédios antigos de San Telmo (prato cheio para uma saudosista como eu, que logo se transportou para as décadas de 20 e 30)…sem comentar as excelentes apresentações que se revezavam: cantoras, dançarinos e pequenas orquestras.
O show no Bar Sur é ininterrupto, ou seja, não há um horário específico de início, você escolhe a hora em que quer chegar. O clima não poderia ser mais intimista, os dançarinos estão a poucos centímetros. É um programa turístico? Sim, com certeza, mas emocionante. Se puder ir mais tarde como nós, pode ter um show quase particular (só vai sentir uma certa ansiedade dos funcionários quando o relógio bater 1 e meia da manhã :mrgreen: ). E ainda ter uma aula particular de tango!  O dançarino me convidou e eu aceitei, claro. Duas vezes 😛 O moço era tão bom que conseguiu me conduzir e me dar a ilusão de que eu realmente sabia dançar tango 🙄
Enfim, diversão e arte de primeira. Recomendamos muito para quem quer sentir um clima de tango diferente das grandes casas. Mas a única recomendação para nós, naquela hora, pisando nos paralelepípedos da Balcarce, era voltar para casa e dormir, que no dia seguinte ainda teríamos muito mais…

Día uno: city tour

Chegamos na cidade por volta das 2 da tarde e, depois de acertarmos os detalhes do aluguel e nos instalarmos no nosso loft, tiramos o resto da tarde para relaxar e organizar a nossa semana.
Começamos com belas empanadas e cervejinha no Sanjuanino, por indicação do Beto. Depois de rir bastante com o (único) garçon Luís, que conseguia atender a todos e ainda fazer piadas, seguimos para o escritório do Buquebus para uma última tentativa de reserva para Colonia. Não deu certo pela internet, mas funcionou ao vivo, pegamos uma desistência. Ótimo atendimento.
Ainda conseguimos levar umas comidinhas para casa e reservar todos os restaurantes onde queríamos comer. Acabamos só na preguiça e o verdadeiro primeiro dia seria na quinta-feira (27).
E como começar? Pelo básico, oras. Eu já conhecia, mas o Marc não, então…city-tour! E direto para La Boca…

(cópia descarada da capa do Time Out que carregávamos para cima e para baixo :mrgreen: )
Bem…digamos que o moço não tenha ficado tão impressionado e que os ônibus de turismo que paravam ali para gente descer e subir não tenham ajudado muito. À parte o fato de ser uma espécie de rua/parque temático da Buenos Aires virada de século, eu acho o Caminito e arredores fofinhos. O que incomoda é o fato dele ser uma aberração no meio de uma área tão decadente quanto a Boca, o que é uma pena, pois o bairro é muito interessante e deveria ser recuperado com dignidade e de maneira mais abrangente.

Seguimos até La Bombonera e a idéia era ir caminhando até San Telmo, mas não sentimos o ambiente tão amigável e preferimos pegar um táxi até o Parque Lezama. (Acredito que a Camila do Viaggiando também recomendaria o mesmo).
E saímos batendo perna por San Telmo…esta parte do bairro, do parque até a avenida San Juan, não é muito turística mas têm os seus detalhes interessantes…

Depois da avenida, as cenas mais conhecidas de San Telmo aparecem, como os antiquários. Seguindo pela Defensa, você pode ver muitos deles…quem sabe você não se apaixona por algo, pesquisando entre o avalanche kitsch? 😀
Na verdade algumas lojas têm coisas lindas…Talvez uma boa compra seja mais difícil para não entendedores, mas uma visita à Pasaje La Defensa não exige nada, só olhos atentos. É uma mansão de dois andares do final do século XIX que foi residência da tradicional família Ezeiza. Hoje é uma galeria que abriga lojas e antiquários. Não está em um maravilhoso estado de conservação, mas ainda é uma linda construção.

Claro que passamos pela Plaza Dorrego, muito calma, por estarmos um um dia da semana. Acho ela e seus arredores muito agradáveis, incluindo o Mercado de San Telmo, tão bem descrito pelo Beto

…e as transversais como a Carlos Calvo e as pequenas Pasaje Giuffra e Pasaje San Lorenzo.

Na Estados Unidos com Balcarce fica o tradicional Bar Sur, mas falaremos dele mais tarde.

Nossa parada para almoço foi um pouco a frente na Defensa com a México, na Brasserie Pétanque, recomendada pelo Riq. A recomendação não podia ser melhor, o ambiente é uma delícia, assim como a comida.
(Nota: os Brincando de Chef me convidaram para escrever um post sobre Buenos e ele é justamente sobre a Brasserie. Adorei a experiência, meninos!)
 
Tudo muito bacana, muito legal, um calor pedindo um rosé geladinho…saímos com uma certa dificuldade de lá, continuando lentamente na Defensa até o centro da cidade.
Chegamos na Plaza de Mayo. Era quinta-feira e nem me dei conta de que esse era o dia para as mães fazerem a sua manifestação semanal. Elas rodavam ao redor da praça, a nossa cabeça rodava com o efeito do vinho…

Demos uma volta para ver a Casa Rosada e a Catedral e ainda tentamos entrar no Cabildo, um dos meus lugares favoritos no centro, porém estava temporariamente fechado. O pátio, no entanto, estava aberto, com mais uma feirinha de artesanato.

Àquela altura, só restava voltar para a casinha, descansar um pouco ouvindo a 2×4, a rádio de tango, e nos preparar para um belo jantar no Green Bamboo.

Uma turista acidental em Buenos Aires

Os freqüentadores deste blog vão estranhar: a Eco-mília (copyright Jorge Giramundo) fazendo turismo urbano? Pois é…eu curto um destino natureza, mas, antes de tudo, adoro viajar e ponto final. As cidades também me fascinam…Como não ficar de boca aberta ao bater perna sem parar, para ficar nas unanimidades, por Paris ou Barcelona? Aproveito as menores oportunidades para turistar também por São Paulo.
Buenos Aires, então, fazia todo o sentido: linda arquitetura, ótima comida, ruas planas, museus, parques e bons preços, que os bolsos não são de ferro. Ainda tinha uma missão: a de apresentar a cidade ao Marc, que tinha uma certa resistência a conhecê-la, estando mais inclinado a ir para Santiago numa próxima aventura sul-americana.

Bem, estive lá pela primeira vez em 2002, com duas amigas e, não tendo muitas expectativas, me surpreendi e me encantei com a cidade. Elas tinham ido para um congresso e tive oportunidade de curtir a cidade sozinha e acompanhada, aproveitando o dia e também a incansável noite portenha. Fiquei morrendo de vontade de voltar num dia desses.

Os posts da Carla fizeram o truque e começou o comichão. Logo depois vieram os relatos dos que tinham ido e aproveitado a boa vida, como a Sylvia. Não iríamos fazer nenhuma viagem no final do ano, mas a experiência positiva que ela tinha relatado do aluguel de apartamentos (e seu preço inacreditável) e o fato de termos milhagem nos ajudou a decidir: missão Buenos Aires Reveillon.

Pessoal, Buenos Aires não é um assunto novo (como pode se ver pelo parágrafo acima) e nem tenho pretensão de trazer grandes descobertas, mas como este blog é, antes de tudo, um diário de viagens, vou contar aqui nossas andanças por esta cidade tão viciante.

PS: Nesta viagem, esta turista de acidental não teve nada, na verdade…recebi dicas preciosíssimas de vários amigos muito experientes na arte de vibanear*: Carla, Riq, os meninos Destemperados, Sylvia, Mari, Beto…muito obrigada!
* Vibanear (lat vibaneare): ato próprio de um(a) Vibana.
* Vibana (s): Viciados em Buenos Aires não-anônimos (grafia dada por Mônica Gribel).

javaversion1 Warning: passthru() has been disabled for security reasons in /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php on line 3 Call Stack: 0.0002 240152 1. {main}() /home/aturistaacidental.com.br/public/index.php:0 0.0003 243544 2. require('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-blog-header.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/index.php:17 0.2094 5964384 3. require_once('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template-loader.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-blog-header.php:19 0.2114 5988336 4. include('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/index.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template-loader.php:74 0.5309 6524408 5. get_footer() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/index.php:32 0.5309 6524992 6. locate_template() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/general-template.php:76 0.5310 6525192 7. load_template() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template.php:647 0.5312 6540816 8. require_once('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template.php:688 0.5313 6541104 9. passthru() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php:3