Grécia

Verdadeiros clássicos

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Atrações importantes exigem preparação: para visitar a Acrópole, a primeira coisa que queria era chegar cedo. No dia anterior, vi do café da manhã muitas e muitas formigas já andando para lá e para cá no topo, mesmo não sendo alta temporada.
Consegui um taxista razoavelmente amigável que levou até o topo (é possível também ir a pé, com tempo e pique). Lá, mais preparativos: água (às 8 da manhã o sol já estava de rachar mamona) e mais um guia…impresso, pois os de carne e osso queriam a bagatela de 80 euros  🙄
Como já disse antes em algum outro post, eu me peguei nesta viagem com uma certa preguiça dos grandes pontos turísticos. Muita gente, tudo muito caro…essas empreitadas exigem preparação de espírito e uma boa consideração dos aspectos práticos também. Mas a Acrópole era um caso especial…Vi esse lugar especialíssimo pela primeira vez num cartão postal que recebi quando era menina, de uma pessoa mais que especial também. Fiquei maravilhada com aquela imagem e, na minha ingenuidade, nem imaginei que um dia poderia vir a visitá-la pessoalmente.
Quando me vi ali, dentro do complexo, fiquei muito emocionada…e ainda fico, só de estar escrevendo sobre aquele momento: uma parte por estar concretizando um sonho de criança, outra por estar de cara com toda aquela beleza e muito por estar com saudades de duas figuras mais que amadas que ficariam muito felizes também por eu estar ali…
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E, por incrível que pareça, outra lembrança que esta visita me trouxe e que me acompanharia em outros lugares na Grécia foi a de Monteiro Lobato. Sim, que criança não sonhou em conhecer o país depois de ler O Minotauro ou Os doze trabalhos de Hércules? Naquela época, eu tinha construído uma Atenas dentro da minha cabeça e me teletransportava para lá… 😀
A Acrópole de Atenas (sim, porque existiam outras ‘cidades altas’, como a de Lindos, que visitei depois) foi um ponto ocupado desde o período pré-histórico e não era de se admirar, dada a sua posição ultra-privilegiada. Depois de muitas eras e templos construídos (e destruídos) em honra a Athena, deusa da sabedoria e responsável por dar aos homens a utilíssima oliveira (um belo mito), o complexo que finalmente vemos hoje foi fruto dos esforços do estadista Péricles.
Só a história desse moço daria motivos para volumes e mais volumes, mas basta por aqui falar que sua personalidade, polêmica e cercada de incertezas pela falta de biógrafos próximos, liderou Atenas como cidade-estado durante tempo e legado suficiente para dar ao período do seu governo o nome de ‘século de Péricles’. Reconstruiu a cidade depois das Guerras Médicas e a embelezou, incentivou as artes e a literatura, incentivou a união entre as cidades-estado gregas. Mas também criou animosidade entre Atenas e Esparta, explorou outras cidades-estado e desviou dinheiro público, entre outras acusações.
Qualquer que tenha sido realmente o resultado de sua passagem pela história grega, o fato é que a Acrópole e seus monumentos resistem desde o século V a.C., mesmo com os guindastes sempre lá, atrapalhando um pouco a paisagem. E a primeira destas estruturas que se vê  no complexo é justamente o Propileu, o portal de entrada com sua  imponente colunata. Ao seu lado direito fica o templo de Athena Niké, deusa da vitória, que não aparece na foto do Propileu abaixo, ao contrário de centenas de companheiros turistas 🙄 Ainda bem que, ao tirar essa foto, já estava de saída :mrgreen:
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Logo depois já pode ser visto à esquerda o Erecteion, templo dedicado à Athena, mas também a Posêidon e Erecteu, antigo rei ateniense. A sua característica mais conhecida é o pórtico das Cariátides, em que cada coluna foi substituída por uma escultura feminina, também chamada de koré (é a equivalente feminina do kouros, lembram-se?)  
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As mocinhas que estão hoje no templo, no entanto, são réplicas. As originais estão bem protegidas no Museu da Acrópole, criado para abrigar as peças encontradas na escavação do sítio e que não pude visitar, infelizmente. O edifício antigo está sobre a Acrópole, mas estava se tornando pequeno para a quantidade de peças que poderia ser exposta…Então, o museu está fechado desde 2007 preparando-se para a mudança para um novo espaço na base da colina (e exatamente atrás do hotel). A contrução do novo museu já se arrasta por décadas e por várias competições para escolher o arquiteto e projeto, mas agora se aproxima o final da novela. Ou quase, já que a data de inauguração original passou há um certo tempo 🙄
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Enfim…voltando ao Erecteion, ele tem um perfil interessante, já que foi construído num terreno irregular – portanto o pórtico do lado oposto ao das cariátides tem um pé-direito bem mais alto e é grandioso. E ainda abriga uma oliveira, para lembrar o vínculo da deusa com a cidade da qual é protetora.
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E finalmente, do lado direito de quem entra…o maravilhoso Parthenon.
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Principal construção na Acrópole e ícone do mundo grego clássico, o Parthenon era o templo principal dedicado a Athena e seu projeto foi entregue ao escultor Fídias, responsável pela estátua gigantesca da deusa que se encontrava no interior, feita de marfim e ouro. Desaparecida, claro. Mas ele também criou as obras de arte que são os frisos, internos e externos, e os frontões do templo.
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O tempo não foi muito amigo com as lindas esculturas do Parthenon…especialmente se se considera a destruição resultante dos ataques venezianos ao paiol de pólvora abrigado no seu interior (!) na época da ocupação otomana. Mas o grande vilão da história, para os gregos, é mesmo Lord Elgin, que no início do séc. XIX retirou as esculturas e as levou para a Inglaterra, com o intuito de ‘preservá-las’. O fato é que preservadas estão, mas no Museu Britânico – e o governo grego tenta já há algum tempo conseguir os frisos de volta, mas por enquanto o museu é irredutível.
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Hoje boa parte das peças vistas são réplicas e as últimas que restam devem provavelmente ser retiradas para exposição no novo museu da Acrópole. As pobres sofrem com a poluição pesada da cidade…
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Essas construções e esculturas todas só foram possíveis com o transporte de blocos de mármore desde o Monte Pentélico, perto da cidade. A pedra é muito bonita, branca e uniforme, mas que dá um tom dourado conforme a incidência de sol nela.
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Além de todas essas maravilhas de cair o queixo, a Acrópole ainda apresenta vistas incríveis de toda Atenas, como essa abaixo, do Monte Filopappos, o Pireus, ilhas (Salamina?) e o mar ao fundo.
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A essa altura do dia, o sol já estava ficando forte demais e, depois de aproveitar bem a visão que o dia claro proporcionava, me despedi da Acrópole e comecei a descer. Mas a colina ainda tem muito a oferecer, começando com o teatro de Herodes Ático.
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As construção dele é bem posterior ao restante da Acrópole, datando da época da ocupação romana, no II séc d.C.  Depois de muito tempo semi-destruído e coberto por entulhos, foi restaurado em meados do séc. XX e hoje recebe concertos e shows, como o Festival de Atenas, que acontece sempre no verão, de junho a setembro. Pena que não ter conseguido ingressos para as últimas atrações…
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Continuando a descida, é preciso olhar para trás em determinado momento para ver a Stoa de Eumenes…
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…antes de chegar ao Teatro de Dionísio. (O novo museu da Acrópole é esse prédio moderno à direita na foto.) 
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As grandes tragédias foram encenadas neste teatro, construído entre o séc. V e IV a.C., o mais antigo da Grécia e modelo para muitos outros construídos na época antiga. E, apesar de ainda restar pouco do edifício original, é possível ainda ver a orquestra, onde se apresentavam não só o coro e os instrumentos, mas também os atores.
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Algumas das cadeiras aparentemente reservadas às autoridades e convidados importantes ainda restam…assim como algumas figuras interessantes 😀
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É impossível não imaginar dramaturgos como Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e outros grandes, possivelmente estreando suas tragédias aqui, neste mesmo espaço. As emoções experimentadas por todos aqueles que já passaram por aqui, impregnadas no ar e nas pedras da platéia. O único porém era o sol, queimando muito forte e dificultando a imaginação, já que devia ser muito difícil ter atividades neste teatro com o sol a pino…
A essa altura só restou terminar a descida da colina e entrar em Pláka e no mundo moderno, procurando uma cerveja desesperadamente 😉

21 Comments

  1. Camila

    Emília, deve ter sido muito legal chegar nesse lugar que te acompanhou na imaginação durante tanto tempo! Eu também morro de preguiça de atrações lotadas, sempre prefiro as baixas estações, mas tem lugares em que sempre haverá filas, né? Beijos!

  2. Sylvia Lemos

    Emilia , antes de tudo FELIZ ANO NOVO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Tem uma pegadinha das boas na Acropolis , que é ir no fim do dia , um pouco antes de fecharem os portões , que normalmente não tem quase ninguem :mrgreen: , e dá para curtir um pouco do silencio do nosso passado .
    Quanto as cariátides , vale lembrar que uma das originais
    do Erecteion está no British Museum em Londres .
    Aliás uma das experiencias mais intensas que já vivenciei ,
    foi estar na Acropole no inicio do um dia e no Museu britanico no final do mesmo dia . O sentimento foi de revolta e indignação pelos mármores de Elgin e a cariátide não estarem no seu local de origem.

  3. Emília

    Oi, Camila! Realmente foi uma emoção pura estar ali em cima, algo que estava na minha cabeça e na minha história há tanto tempo…nema a super população da colina atrapalhou 😉
    Sylvia, um lindo 2009 para você também! Muitas viagens e muitos bons momentos em família 😀
    Você sabe que a ficha só caiu depois, olhando com mais calma a placa de informações da Acrópole? Da próxima vez subirei para acompanhar o pôr-do-sol…como às vezes é difícil fugir dos padrões (suspiros)
    E que encaixe! Acrópole e British Museum no mesmo dia…Os gregos não deverão desistir tão cedo, afinal já conseguiram retorno de peças até mesmo do Vaticano…
    De qualquer maneira, com ou sem os mármores de Elgin, espero retornar parar ver o Novo Museu da Acrópole 😉

  4. Carmen

    Emília, o sol não lhe impediu de admirar o arte grego da Acrópolis. O verdadeiro arte clàssico que serviu de modelo durante muitos séculos a artesãos ou artistas.
    Uma cerveja gelada ajuda pós tanta beleza e calor!

  5. Majô

    Emília, antes de mais nada, um mega Feliz 2009 recheado de viagens e alegres surpresas !!!!!!!!
    Que post magnífico, um verdadeiro deleite 😉 E que fotos !!
    Estupenda a Acrópole, esperamos que estas preciosidades consigam resistir à presença maciça dos “colegas”.
    beijinhos,
    Majô

  6. CarlaZ

    Emília,
    como você tenho um desejo grande de conhecer a Acrópole desde sempre…achava também que era algo impossível, nem imaginava que é um programão turístico de uma cidade super visitada, até que uma tia avó minha foi e vi que um dia posso ir! Não consigo me conformar com as pessoas que vão a Grécia e “pulam” Atenas, mas cada um gosta de um tipo de viagem…
    Amei esse post cheio de história e fotos bonitas.
    Beijos e um 2009 maravilhoso!

  7. Emília

    Carmen, o clássico continua a inspirar, milênios depois…pena que aqui em São Paulo os arquitetos tenham exagerado um pouco na dose 🙄
    Majô, um lindo 2009 para você também! Adorei as tuas fotos de Reveillon, bom astral total 😀
    Pois é, alguns lugares simplesmente são irresistíveis e a Acrópole merece seu lugar entre os ‘lerês-mor’…e espero por muito tempo, mesmo com algumas pessoas desrespeitando as cordas e avisos e subindo no Parthenon 😡 É mole? Acabei me lembrando do post do Riq de ontem, sobre a Rota Ecológica (suspiros).
    Oi, Carla, feliz ano novo para você, moça! E espero sinceramente que você planeje visitá-la um dia…se você gosta deste tipo de viagem, é um programaço, mesmo com tantos visitantes. Quanto a Atenas, eu não saberia te explicar porque as pessoas não gostam, é uma cidade cheia de atrações de todos os tipo…quanto a mim, eu ‘fui com a cara’ da cidade, me senti bem lá. Difícil explicar, né?
    Um beijo para todas! (E força para retomar o trabalho :mrgreen: )

  8. eduluz

    Emília, depois da aula, só me resta perguntar quando será a prova !
    Mais um post sensacional e numa narrativa epopéica !
    Quanto ao Péricles, eu não sei porque, mas ele me lembra um pouquinho os políticos de hoje !!
    E voltando ao caso do British Museum, realmente não está certo todas estas raridades estarem lá. Mas, se não estivessem lá, onde estariam agora ??
    Abs e Feliz Ano Novo.

  9. Arnaldo - FATOS & FOTOS de Viagens

    É um lugar excepcional. Me recordo de que quando fui, em março, a temoeratura era agradabilíssima e o sol, o mesmo que este maravilhoso e pleno que vocês encontraram. O sítio é impressionante, fabuloso mesmo, a vista encantadora. O que atrapalha um pouco é a eterna presença dos andaimes de ferro, ainda que saibamos serem fundamentais. Eles são tão permanentes que algum dia vÃo declará-los patrimônio da humanidade! Estão sempre lá. Quando fui tinha um museu bem bacaninha ali mesmo, num subsolo…

  10. Emília

    Edu, a prova já foi por e-mail e em caso de nota baixa…a tia Emília manda ajoelhar no milho 😆 (hoje em dia não é mais recomendado chamar professora de tia, é cada uma…)
    Quanto aos mármores de Elgin, ele realmente conseguiu preservá-los numa época turbulenta de domínio otomano e depois da Guerra de Independência Grega. Mas o fato de ter agido subrepticiamente (nossa, acho que nunca usei uma palavra tão chique aqui no blog 😆 ) não ajuda muito sua causa, além de vender ao governo britânico algo que não lhe pertencia. Naquela época sem controle, sécs. XVIII, XIX, os exploradores pegavam tudo o que viam pela frente em sítios arqueológicos (não só na Grécia) e, embora tenham também colaborado para a sua preservação, não devem ter sido motivados necessariamente por intenções nobres, já que devem ter feito uma bela grana com a venda. Fora a questão do contrabando de objetos antigos, mas aí já é uma outra questão complicada…
    Bem, seja em um lugar ou outro, é um grande privilégio poder ver essas peças pessoalmente, uma pequena amostra do que restou. Pena o museu da Acrópole estar fechado, chuiff…
    Um abraço! 😀

  11. Emília

    Eu também achei emocionante, Arnaldo! De manhãzinha, com um luz super bonita incidindo nos monumentos, pouca gente ainda…grande momento.
    Agora os andaimes…acho que nem os meus netos devem ver o Parthenon livre deles. Tem espaço demais para restaurar e acho que eles não devem poder mexer na obra livremente por conta dos visitantes. Pelo menos não vi atividade no dia em que estive ali.
    E o museu que você viu é o antigo da Acrópole! Era bem pequeno mesmo, pelo jeito…mas ainda preferia pequeno a nada, hehe 😉
    Mas o novo promete muito!
    Um abraço, Arnaldo!

  12. Carla

    Olá ! Adorei suas dicas..quero muito conhecer a Grécia mas, fora do esquema de excursão, você acha que dá para se virar bem sozinho? quais os hoteis que vc ficou nas ilhas..obrigada, um abraço e Feliz Ano Novo !

  13. Emília

    Carla, é muito fácil se virar na Grécia, não precisa de excursão! A rede turística é super bem estruturada: hotéis em todas as categorias, vários meios de transporte disponíveis…e o pessoal fala um inglês pelo menos básico.
    Com relação aos hotéis, quais são as ilhas que você pretende visitar?
    Um abraço!

  14. Mari Campos

    Menina, que delícia abrir 2009 assim, com um post-delícia desses, sobre a nossa Grécia!!! Feliz ano novo procê e pro Marc, flor!!! bjs mil :mrgreen:

  15. Emília

    Mari, feliz ano novo pra você também, moça!
    Aliás, tudo de bom esse final de ano em Nova York, hein? Vontade de voltar (suspiros).
    Ah, muito bacanas as dicas de Buenos na VT! Eu e o Marc estávamos conferindo ontem 😉
    Beijão!

  16. Anareis

    Estou fazendo uma campanha de doacões para montar uma minibiblioteca comunitaria na minha comunidade carente aqui no Rio de Janeiro,preciso da ajuda de todos.Doacões no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 Que DEUS abencoe todos nos.Meu e-mail asilvareis10@gmail.com

  17. Carol Wieser | Travel Forever

    Emília…
    Primeiramente Um ótimo NOVO ANO pra vocês. Vim conferir seus posts agora :), estou mei atrasadinha.
    Quanta gente??? Fiquei deslumbrada com a beleza do lugar, mas mais impressionada ainda com a quantidade de turistas!!! Nossa, eu morreria de vontade de conhecer a Acrópole, mas teria um trabalho I-M-E-N-S-O em convencer o maridex a enfrentar uma multidão desse porte.
    Mas o esforço vale a pena, acrito que assim como você, ficaria emocionada diante da grandiosidade do lugar.
    Beijos e ótimo final de semana.

  18. Emília

    Um ótimo ano novo para você também, Carol!
    Você se assustou com a quantidade de gente e olha que estávamos no meio de setembro, todo mundo de volta ao estudo e trabalho…imagine em agosto! Brrr…Mas vale a pena 😀
    E Noronha, quando vão para lá? 😉
    Aproveitem o final de semana também!

  19. Hernande Gomes dos Santos

    oi! o que tenho a dizer como montador de Andaime, que vc também são verdadeiro artista dessas duas categoria.
    O andaime é uma arte que não se arrancam como uma arvore plantada no ribeiro.não o destrói como uma demolição dos prédios mais se desmonta como quebra cabeça

  20. Juliana

    Olá!
    Você disse que começaram pelo Propileu e foram descendo. Nos guias, normalmente há referência à entrada por baixo, perto da estação de metrô Acrópole. Há bilheteria ali do lado do Propileu? (Estou tentando planejar a forma menos cansativa e calorenta de visitar a Acrópole, heheh!).
    Obrigada,
    Juliana.

  21. Emília

    Oi, Juliana!
    Uma corrida rápida de táxi me deixou na entrada próxima do Propileu, já no alto da colina. Dá para comprar os ingressos, contratar guias, comprar água e seguir em frente. Dali foi só ladeira abaixo…
    Uma ótima viagem!

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