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Continuando o tour das cidades-fofas-no-alto-de-rochedos, outra preciosidade que pode (e deve) ser visitada é Gassin. Como Grimaud, ela está sobre o maciço de Maures, uma região montanhosa situada no Departamento do Var, onde se encontra esta parte de Côte d’Azur vistada.
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(foto de www.suntrop.co.uk)
Ela está localizada na península de St Tropez, bem próxima à cidade, mas separada dela por uma estradinha rodeada de vinhedos. Aqui nesta região, o espaço é valorizado e as vinhas são plantadas até nos canteiros das rodovias, chegando quase até o asfalto.
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O forte da produção vinícola na região é de rosés, tipo de bebida que combina perfeitamente com o clima quente e o espírito da boa vida do sul da França. Funciona muito bem a qualquer hora (talvez não no café da manhã, mas alguns ainda hão de discordar de mim 😉 ) e mesmo os vinhos da cooperativa de Grimaud (Les Vignerons de Grimaud) são muito gostosos.
Muita gente não curte muito rosés por aqui, mas como ouvimos por lá que este tipo vinho não viaja muito bem, esta tendência pode até ser justificada… Alguns meses antes de viajar experimentei um em um restaurante em São Paulo e não gostei. Experimentei o mesmo vinho lá e era completamente diferente. Será que a teoria tem mesmo um fundo de verdade? Ou foi o cenário que melhorou o gosto do vinho?
Bem…chega de divagações enológicas, mesmo porque eu entendo lhufas de vinho: nada de muita teoria, o bom mesmo é beber :mrgreen:
 
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Terminando a subida chega-se a uma praça que dá as boas vindas a quem chega à Gassin. Dali é que se tem uma idéia da posição privilegiada da cidade…
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…com a visão dos vinhedos na planície.
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Como é de praxe, Gassin parece uma cidade cenográfica, muito bem restaurada e cheia de cantinhos que imploram por fotografias…
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…especialmente os muros de pedras cheios de primaveras, flor mais que característica do Mediterrâneo e que me acompanharia durante toda a viagem, especialmente na Grécia. Outra flor muito presente em todos os lugares era a bela-emília (nenhuma parcialidade por parte da dona do blog! 😆 ), como nesta parede…
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Poderia ter ficado mais tempo na cidade, mas havia uma reserva para almoço: mesmo a cidade sendo pequena, vale a pena ir com calma e explorar todos os bequinhos porque sempre há algumas surpresas, como uma torre medieval. Que, neste caso, é chamada de Porta dos Sarracenos, antiga entrada do Castrum (forte de defesa).
 
 
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Ou poços antigos, como na…Rua dos Poços 🙄
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São muitos detalhes interessantes e há uma visita guiada ao vilarejo, cujos horários podem ser conferidos nos mapas informativos à entrada de Gassin.
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Voltando ao ponto de partida, é recomendado caminhar pelas muralhas até chegar à Place deï Barri. Apesar de não ter ficado para comer, sugiro um almoço demorado na ali: são vários restaurantes charmosos, vizinhos de galerias de arte (como a tradicional Galerie deï Barri) e todos com uma super vista panorâmica 🙂
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(foto de www.les-plus-beaux-villages-de-france.org)
E ainda dá para visitar as vinícolas…mas isso fica para uma próxima vez. Dá para entender porque os freqüentadores de St Tropez pegam essas estradinhas quando querem um pouco de sossego…
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Outras viagens…
Para completar a trilogia, faltou visitar Ramatuelle, do ladinho de Gassin. Parece ser uma gracinha também 😉