Serra à moda mineira


Falando em lugares simpáticos na serra e (ainda) pouco procurados, não dá para esquecer Gonçalves, em Minas. Mesmo perto de Campos do Jordão, é um lugar para passar longe da muvuca e das construções alpinas: ali o estilo arquitetônico preferido é aquele rústico do interior de Minas, acolhedor e simples.
Chegar até ali não é muito complicado: deve-se seguir em direção a Campos do Jordão e virar à esquerda na saída para Santo Antônio do Pinhal. Essa estradinha atravessa a divisa algumas vezes até passar por São Bento do Sapucaí e logo após aparece a saída para Gonçalves.

A área urbana em si é bem pequena e não tem muitos atrativos a não ser o sossego de cidade do interior e a hospitalidade da Tanea em sua casa antiga na entrada da cidade, sede d’A Senhora das Especiarias. Vale a pena uma parada na volta para bater papo com ela e experimentar os chutneys e as geléias diferentonas e deliciosas que ela faz: que tal uma de cachaça? Ou de café? Talvez de hibisco? Na dúvida levamos várias 😉
Saindo da cidade, pega-se a estrada de terra em direção ao bairro de São Sebastião das Três Orelhas (!!!), por onde estão espalhadas as pousadas, restaurantes, cachoeiras…é onde também fica a pousada que escolhemos para esse final de semana estendido em maio de 2006, a Passaredo. É uma pousada simples e aconchegante, com vários chalés em um jardim bem cuidado.

Os donos são de São Paulo e se mudaram para Gonçalves: caíram de amores pelo lugar e resolveram levar o sonho adiante. Eles estão sempre presentes e especialmente à noite, quando são servidas sopas para espantar o frio: eles gostam de bater papo e dar dicas para os hóspedes. Do lado de fora do restaurante a atração durante o dia fica por conta dos beija-flores, muitos e muitos…

Dá para relaxar na piscina ou na sauna ou simplesmente ocupar uma das redes na beira do rio, que passa bem em frente aos chalés…

Depois de relaxar um pouco, é hora de reconhecer o terreno. A área do município é cheia de atrações interessantes, mas nós nos concentramos na estrada da pousada que passa pela Pedra do Forno, um pouco à frente, e continua no sentido de Monte Verde. Por falar em formações rochosas, elas não faltam por aqui: você pode subir as trilhas para a Pedra Chanfrada, a Pedra Bonita, a do Cruzeiro…além da própria Pedra do Forno, de onde se tem uma visão inacreditável da serra: dizem que dá para ver as vizinhas Campos do Jordão e Monte Verde dali.

A trilha até o topo é fácil e pode ser percorrida em cerca de uma hora. Se você for de manhã, pode aproveitar para repor as energias almoçando no restaurante do Zé Ovídeo, na base da pedra. Comida caseira deliciosa e farta, servida no fogão à lenha e feita com ingredientes fresquinhos do próprio sítio. Não dá vontade de parar de comer, especialmente se acompanhada de uma cerveja geladinha. O atendimento tem aquela hospitalidade mineira e o próprio dono é uma simpatia. Hmmm…deu fome :mrgreen:
Outra possibilidade é partir para a água. Entre a Pedra do Forno e a cidade existem belas cachoeiras, como a do Retiro, que é na verdade composta por várias quedas impressionantes: a visitação se dá num dos pontos mais altos dela, de onde se tem uma visão do vale lá embaixo. Se existisse uma trilha para a base da cachoeira, com certeza ela teria sucesso. O desnível total é de cerca de 400 metros, uma bela visão.

Outra possibilidade é visitar a cachoeira do Simão, próxima da primeira e de acesso muito fácil. Ela não é muito alta, mas dá para acompanhá-la caminhando sobre as pedras, já que o rio escavou uma espécie de cânion na rocha.


As caminhadas são curtas até as duas cachoeiras, mas pode ter dado uma vontade de nadar e a fome apareceu…convenientemente ao lado da cachoeira do Simão está um dos melhores restaurantes de Gonçalves, o Le Bistrot: comida muito boa e um visual imbatível.
No nosso último dia resolvemos alugar uma moto para fuçar pela região. Que delícia andar pelas estradas de terra vendo os detalhes, parando onde dá vontade e sentindo o vento e o cheiro de mato. Aproveitamos a facilidade e resolvemos ir mais longe, até um lugar recomendado para o nosso almoço, um restaurante junto a um criadouro de trutas. Pena que não me lembro do nome, mas anda-se um bocado Descobri o nome através de um pessoal que tem casa lá: Truta Queda D’Água, mais conhecido também como Trutário do Bob, no caminho para Monte Verde, passando pela Pedra do Forno, perto do bairro Juncal (tem umas fotos bonitas aqui). O lugar faz sucesso entre o pessoal do motocross, o que faz sentido, considerando as distâncias percorridas em estrada de terra.
Em primeiro lugar você vai até os tanques para escolher a sua truta, que é abatida na hora e segue para a cozinha. No restaurante você se serve de saladas e acompanhamentos, curtindo o barulho do riozinho que passa ao lado enquanto espera pelo peixe, preparado da maneira que você quiser. Comida super fresquinha e gostosa, num lugar de puro sossego.


Já estamos sentindo falta de Gonçalves e queremos voltar logo. Aquele charme do interior mineiro misturado com o clima e visual de serra é de querer ir ficando, ficando…até deu vontade de comprar aquela ‘casa no campo’ de que fala Elis, como acontece com muitos por aqui. Quem sabe um dia?

Dolce far niente em SFX


Depois de Passa Quatro, escolhemos sanar uma lacuna nossa em relação às cidadezinhas de serra em São Paulo: São Francisco Xavier, a mais próxima delas da capital. Estávamos precisando urgentemente de descanso, depois de um período insano de trabalho que não dava sinais de melhoria no ritmo.
A escolha recaiu sobre a pousada A Rosa e o Rei, na estrada de terra que liga São Francisco Xavier a Joanópolis e Monte Verde, distante cerca de 11km do centro da vila, que na verdade é um distrito de São José dos Campos. A maior parte do distrito é legalmente reconhecido pelo Estado como APA (Área de Proteção Ambiental), por ainda manter um trecho original de Mata Atlântica na Mantiqueira.

Para chegar até lá é necessário passar por dentro de São José, num caminho um pouco confuso. A partir dali é uma estradinha bonita que segue até Monteiro Lobato e depois até o centrinho de SFX. A estrada é estreita e de mão-dupla, mas não é perigosa: tem poucas curvas e não há uma subida de serra forte, já que a vila não está numa posição muito alta, são os arredores que tem altitudes mais compatíveis com a serra.

(mapa de www.saofranciscoxavier.org.br)
São Francisco Xavier é uma vilinha simpática, com o tradicional centrinho com a matriz, coreto, alguns restaurantes e lojas. Nós não chegamos a experimentar a gastronomia local porque a nossa pousada oferecia pensão completa, mas algumas boas opções podem ser o Yoshi, de comida asiática, e o café Photozofia, que tem espaço para exposições e música ao vivo.
A cidade tem várias cachoeiras, pontos para salto de asa-delta, o Pico do Selado, muito procurado para escalada (já na divisa com Monte Verde, em MG) e várias trilhas, das quais a mais famosa é a travessia São Francisco Xavier – Monte Verde: 12 quilômetros que podem ser feitos em até 6h, em média. Já queria fazer essa trilha há um tempo, lindas vistas, mas não foi dessa vez: a preguiça falou mais alto e acabamos não saindo do hotel 😳
Mas a pousada tem suas atrações próprias, entre elas duas cachoeiras, a Rosa…

…e o Rei…

…que podem ser ouvidas mais fortemente por quem fica nos chalés de baixo, no meio da mata que circunda o rio, mas um som mais suave pode também ser ouvido dos chalés de cima, que têm vista. Nós ficamos uma noite em um dos primeiros e o as outras duas nos de cima: estes tinham uma obra próxima, neste dia, e acharam que talvez o barulho pudesse ser ouvido e sugeriram a divisão da estada, o que aceitamos.

Todos são confortáveis, mas os de cima são mais espaçosos, alem de ter o ofurô dentro do quarto: nos chalés da mata o ôfuro fica em um terraço, ao ar livre. E um ponto crucial (para mim, pelo menos): essa bela vista 😉

Em caso de querer não sair do chalé, você pode escolher DVDs, CDs e livros do catálogo que eles deixam à disposição na recepção e, para curtir o friozinho da serra, nada melhor que uma lareira. O fogo também é personagem principal quando todos se reúnem no jardim para apreciar uma bela fogueira construída para aquecer e deixar a noite ainda mais bonita…

De manhã, a pedida é participar das aulas de tai chi chuan dadas pelo Fred, o dono da pousada, numa bela sala com vista para o vale e com o som das cachoeiras ao fundo. Na verdade a idéia inicial dele era montar um centro de treinamento de tai chi no local, mas impedimentos quanto às construções devido à propriedade estar dentro da APA o fizeram desistir do projeto. Tempos depois o projeto da pousada surgiu e foi aprovado.
Outra boa sugestão é fazer a trilha dentro da pousada, que começa pela parte alta do terreno e segue a beira do rio, passando pelas duas cachoeiras. Em todo o percurso existem pontos para descanso e contemplação. Esse ponto virou um favorito para leitura…
 
Deve ser fabuloso ter um curso d’água como este dentro de uma propriedade, que privilégio! Dá até vontade de entrar, mas não estava exatamente quente e, segundo o pessoal da pousada, mesmo no verão é preciso ter coragem…Mas só a paisagem ao descer pela beira do rio já compensa 😀


Outro ponto que virou um preferido meu foi esse deck, num ponto isolado. Perto dele ficava um caminho d’água para massagear os pés e banquinhos para descanso…


Mas esse não é um lugar para carnívoros: todas as três refeições são ovolactovegetarianas. A comida é muito saborosa e gostamos especialmente dos jantares: sempre sopas creme, tortas ou risotos. Não sentimos falta da carne, realmente.
O tai chi chuan, a comida, a água correndo…a idéia é criar um ambiente de relaxamento e era disso mesmo que estávamos precisando: silêncio, beleza e privacidade. Quem sabe alguma trilha mais pesada da próxima vez? 😉

Mantiqueira Lado B


Fazer um post sobre curtir a serra bem no final do inverno? É, eu sou um pouco do contra…o friozinho pode ser delicioso para um relax nas alturas, mas os hotéis lotados e caros me fazem perder a vontade. Passada a loucura da temporada, as cidades da Mantiqueira ficam mais calmas e bonitas também: na primavera as hortênsias florecem, no verão dá até para arriscar um banho de rio ou cachoeira e no outono as folhas amareladas ficam lindas na paisagem.
E foi justamente no finalzinho do verão, começo de outono que nós resolvemos aproveitar um feriado para descansar na serra. A idéia era conhecer algum lugar novo, fora do roteiro mais tradicional…tinha algumas idéias há algum tempo e tiramos uma delas da manga: Passa Quatro, em Minas.
A cidade fica a 250 km de São Paulo, vindo pela Via Dutra e subindo a serra por Cachoeira Paulista e Cruzeiro. É uma típica cidade de interior, tranqüila, cheia de jardins e construções de estilo eclético, do começo do séc. XX. A nossa pousada, a Maria Manhã, fica afastada do centro, num vale em plena zona rural.

São poucos chalés espalhados por um jardim muito bem cuidado, em estilo rústico e muito confortáveis: novinhos, com camas grandes, lareira e vista, além de uma varanda muito convidativa, com rede. Eu sou uma mulher de vistas: este é sempre um dos fatores que eu mais levo em conta ao procurar um hotel 😀
Bem no meio de uma época de trabalho louco, tudo o que eu queria neste primeiro dia era descansar e foi exatamente isso o que fizemos: dormir até tarde, ler na rede, tomar sol e nadar…

À tarde preferimos ver a linda região ao redor da pousada a cavalo…Típica paisagem do interior de Minas: relevo de sobes e desces, riozinhos correndo no meio de taboas, vaquinhas pastando no morro, cerquinhas tortas e flores de São João. Ah, eu adoro isso 😉

No dia seguinte demos uma folguinha para a preguiça e fomos até a cachoeira da Gomeira…


…que é muito bonita, mas não perde nada para as paisagens por onde passamos para chegar até ela.


Voltamos para a cidade para almoçar e nos encontrar com a guia que iria nos mostrar o caminho para as corredeiras do Rio Verde, mas ela e o grupo se atrasaram no almoço e…nos perdemos dela. Queríamos uma ajuda nos caminhos e também caso tivéssemos problemas nas estradas de terra, mas resolvemos seguir em frente mesmo assim.
Bem, até conseguimos chegar ao ponto certo da estrada, mas quem diz que havia placas para indicar a trilha? Até tentamos, mas o paredão de descida era imenso, incompatível com os meus joelhos fora de forma. Pena, parecia um lugar lindíssimo, com várias piscinas naturais…mas a paisagem vista da estrada não decepciona: carneirinhos e quedas d’água, quer paisagem mais bucólica? :mrgreen:





Aproveitamos o final da tarde para passar pelo Floresta Nacional de Passa Quatro, uma bonita área de preservação com cachoeiras e lagos. E…de volta para a pousada onde assistimos, da nossa varanda, uma tempestade de raios que durou mais de meia hora, iluminando as montanhas já escuras. Varanda de onde se podia ver também um lindo amanhecer…

No nosso último dia deixamos a pousada e fomos para o centro de Passa Quatro, mais especificamente para a estação ferroviária. Infelizmente não é mais possível chegar até a cidade com o trem, mas ainda existe um pequeno trecho turístico operado pela ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, criada há 30 anos pelo meu sogro para preservar um pouco da história ferroviária do país.

Esse é apenas um dos trechos que a ABPF recuperou e colocou em operação locomotivas maria-fumaça restauradas nas suas oficinas: ainda há o percurso Anhumas-Jaguariúna, talvez o mais conhecido, um trechinho no Memorial do Imigrante, em São Paulo, entre outros. Este passeio que fizemos é conhecido também como Trem da Serra da Mantiqueira, saindo da estação de Passa Quatro, passando pela estação Manacá e tendo como ponto final a estação Coronel Fulgêncio.

Além da própria locomotiva e carros de passageiros restaurados, da paisagem pelo caminho…


…um dos grandes atrativos do passeio é o seu conteúdo histórico: o trem pára um pouco antes do Túnel da Mantiqueira, inaugurado no final do séc. XIX por D. Pedro II, na divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Ele foi cenário de combates agressivos da Revolução Constitucionalista de 32 (uma das frentes mais importantes foi o Vale do Paraíba), justamente por contrapor: de um lado os paulistas, constitucionalistas e do outro as tropas federais.

A antiga estação, ponto crucial de confrontos, está sendo restaurada e ainda hoje podem ser encontrados vestígios de trincheiras e balas, resultado dos acontecimentos da época.
Outro projeto é a recuperação de uma locomotiva mais forte que possa vencer o declive do túnel e voltar: o passeio então será feito até o outro lado da serra, com a visão do vale, já no Estado de São Paulo.

Muito bom saber que mais trechos ferroviários estão sendo recuperados, como o recente Ouro Preto – Mariana, que teve a ajuda das oficinas de restauração da ABPF. Acho que o Patrick ficaria contente com mais este pedacinho da história ferroviária trazido de volta à vida.
E de volta a Passa Quatro…A idéia era fotografar a linda estação e os casarões da cidade, mas a chuva deu as caras e não parecia querer ir embora. As fotos e o almoço em Itamonte, no Hotel São Gotardo, ficaram para a próxima…

_______
Outras viagens…

Para aqueles com espírito aventureiro (e com excelente condicionamento físico), ficam duas sugestões de travessias cuja base para subida é Passa Quatro:
– Travessia Marins-Itaguaré: um trekking/escalada de três dias passando por estes dois picos – seu ponto mais alto tem uma visão abrangente do Vale do Paraíba e regiões montanhosas próximas, como o Parque de Itatiaia.
– Travessia da Serra Fina: considerado um dos trekkings mais difíceis no Brasil, com duração média de 4 dias de caminhada, tem como uma das principais atrações a subida da Pedra da Mina, 4º maior pico do país.

Costa Rica: Páginas Amarelas

Coloco aqui algumas informações práticas da nossa viagem à Costa Rica, em julho de 2006, para quem estiver pensando em visitar o país:

Época – Como em qualquer país tropical, existem duas estações: a seca e a úmida, sendo que esta última vai de abril até aproximadamente setembro. As vantagens de se viajar nesta época: é baixa estação, então os preços vão estar mais amigáveis e os lugares não muito lotados, fora que as chuvas vão deixar tudo mais verde e bonito. Por outro lado, as estradas ficam piores nesta época, além…da própria chuva em si, que pode atrapalhar ou impedir alguns passeios.
De qualquer maneira, existem períodos específicos para quem quer surfar no Pacífico, surfar no Caribe, pescar, observar o quetzal, ver a desova de tartarugas de couro…
Transporte aéreo – A partir de São Paulo, a Taca e a Copa voam até o aeroporto Juan Santamaría: a primeira fazendo escala em Lima e a segunda na Cidade do Panamá. Os preços das duas companhias é parecido: na época paguei em torno de US$ 800, mas com a alta dos preços das passagens, as pesquisas trazem agora tarifas em torno de US$ 1.000. Nós voamos com a Taca porque a companhia era parceira da TAM e a milhagem ia para o programa de fidelidade, mas hoje já não existe essa vantagem.
Transporte terrestre – Para fazer toda essa epopéia costa-riquenha nós alugamos um Grand Vitara com a Mapache. Jipes são recomendados para quem vai se embrenhar pelo país, já que as estradas não têm em geral um estado de conservação muito bom.
Hotéis – Nós ficamos em hotéis de 3 a 4 estrelas, de estilos bem diferentes entre si. Em geral, ficamos muito bem hospedados e a única ressalva é com relação ao Guanamar, em Playa Carrillo. As vistas e áreas comuns eram ótimas, mas o quarto em que ficamos era bem velhinho, com um carpete horrível. Quanto ao restante, nós recomendamos:
– Heredia: La Condesa
– Puerto Viejo de Talamanca: La Costa de Papito
– La Fortuna: Volcano Lodge
– Monteverde: El Establo
Passeios – É tudo muito fácil: os passeios privados têm acesso tranqüilo e estrutura muito bem-feita, os parques nacionais têm postos de informações e mapas, muitas agências de turismo em todo o canto e quiosques de informações. Onde quer que você vá é possível conseguir mapas onde tudo isso está bem marcadinho e descrito, facilitando o trabalho de escolher onde ir e o que fazer.
O único passeio organizado foi o de Tortuguero, que foi comprado com o pessoal da agência Servitur, que também fez a reserva dos hotéis para todo o grupo.
Comer – Além dos restaurantes indicados nos posts, é interessante obter as melhores indicações em guias como o Frommer’s, Lonely Planet, Fodor’s…De qualquer maneira, é difícil comer mal na Costa Rica e a sugestão é de se aventurar pelas sodas e se surpreender com a qualidade da comida caseira.
Guias – Nós levamos o Lonely Planet Costa Rica. Apesar de ter a fama de guia ‘alternativo’, o guia também dá muitas opções ‘Top End’ e tem muitos textos interessantes sobre o país e questões ambientais.

Compras – Não há muito o que se comprar, a não ser as cerâmicas chorotegas, Ron Centenario e souvenirs em geral, como os trabalhos de madeira de Sarchí (em especial miniaturas dos carros de boi). Um conselho: poupe o dinheiro das compras e aproveite para fazer todos os passeios possíveis, inclusive os mais caros, como o canopy. E traga muitas fotos 😉

Soltando os bichos


Voltamos para San José, o nosso ponto de partida, na maior parte do tempo pela Interamericana, e fizemos check-in no Best Western Irazú. Hotel americano padrão, mas que atendia o que precisávamos, que era estar mais próximos do centro da capital para a nossa saída do dia seguinte.
Essa nossa escapada não estava na programação inicial, mas eu fiquei fascinada com a descrição do lugar e dei um jeito de conhecer, nem que fosse em um bate-e-volta: Tortuguero. O nome já prometia coisa boa para alguém que adora tartarugas, mas esse parque nacional é bem mais que um ponto especial no litoral caribenho para a desova das tartarugas marinhas: ele é também uma região alagada formada por vários canais e super preservada.


(mapa de www.1costaricalink.com)
Um dos inconvenientes de se fazer turismo em Tortuguero é que não há muito espaço para planejar a viagem de maneira independente. Como é um lugar de difícil acesso, normalmente se compra um pacote de um dos lodges, onde tudo é bem esquematizadinho: transporte, hospedagem, passeios etc. O outro inconveniente é…o valor dos pacotes. É aquele precinho especial para bolsos europeus e americanos, sabe? O nosso anfitrião já tinha avisado como seria a viagem, se queríamos mesmo…mas quando eu coloco uma coisa na cabeça, vou te contar 🙄 O agente em San José reservou então um pacote de 2 dias/1 noite no Mawamba Lodge.

O ônibus nos pegou no hotel às 6 da manhã, passou por mais alguns hotéis e seguimos em direção ao nordeste do país. Por volta das 8h paramos no restaurante do Lodge para o café da manhã. Apesar da cara de ‘esquema excursão’, a comida era muito boa e variada, numa bonita área verde com um rio e trilhas. E colocamos o pé na estrada de novo…
Um pouco depois entramos numa área de plantação extensiva de bananas e seguimos nela pelo resto do caminho. Como tinha comentado no post sobre Puerto Viejo, as bananas representam uma das maiores atividades econômicas da Costa Rica desde o final do séc. XIX e a costa caribenha é dominada pelas multinacionais americanas exportadoras, como a Chiquita, Del Monte e Dole. Essa cultura sempre foi controversa: nos primeiros tempos, pela exploração dos trabalhadores e agora, pelo abuso de inseticidas e uso de sacos plásticos para amadurecer as frutas – os dois acabam sendo levados até o mar, onde o primeiro mata os corais e o segundo é comido pelas tartarugas, confundido com águas vivas, e estas morrem sufocadas.
À parte as questões ambientais, é bonito andar pelos bananais a perder de vista, só interrompidos pelas esteiras que levam as bananas penduradas, como que passeando sozinhas pela plantação. Nesse ritmo, chegamos a Matina, a cidade onde fica o ponto de embarque para os barcos que nos levariam pelos canais até Tortuguero.

Depois de esperar pelo nosso barco, ainda teríamos duas horas navegando até o hotel. O caminho é longo, mas o visual à beira-rio era lindo e ajudava a passar o tempo tranqüilamente. Passamos por vilas de pescadores…

…e muitas aves, como uma família de colhereiros.


O começo do trajeto tem uma paisagem mais aberta…

…passando por uma área bem próxima ao mar…

…e depois mudava para uma mata mais fechada ao se aproximar do nosso destino.

Chegamos ao lodge na hora do almoço e deixamos nossas malas no quarto: um bangalô espartano, mas enorme e novinho, além de um banheiro clean e com uma bela banheira. Não era dos mais próximos da área social, mas achei que demos sorte…dei uma espiada nos bangalôs mais próximos (e mais antigos) e os achei abafados. Fora que nós tínhamos esse jardim lindo e muito bem cuidado em frente…




No restaurante é que sentimos o drama de ter tudo organizado: até turnos de refeição tínhamos que obedecer! Pertencíamos a um grupo que faria tudo juntinho: almoço, passeio, jantar, passeio… (suspiros)
A comida não era excepcional, mas não havia nada que desabonasse também. E a companhia do nosso grupo se revelou muito agradável, tanto que resolvemos pegar a carona no barco para ir até a vilinha de Tortuguero, mas não sem antes reservar os nossos lugares para ver as tartarugas à noite, com os monitores (pago à parte, um absurdo considerando que o pacote não é barato).
A comunidade de Tortuguero está situada em uma ilha muito longa e fina que faz parte do parque nacional. A vila e os lodges estão distribuídos por essa faixa de areia espremida entre o mar e os canais, sendo que o Mawamba, por exemplo, tem saída tanto pela praia quanto pelo canal.

A vilinha é mais que rústica: construções, em geral de madeira, organizadas em ruas e praças de areia e grama: alguns restaurantes, lojinhas, pousadas bem alternativas. É um ponto muito remoto do país, onde só se chega de barco ou avião, o que pode trazer alguns problemas para a população local…

Acabamos indo diretamente para o CCC, Caribbean Conservation Corporation, uma ONG americana de proteção às tartarugas marinhas e que tem sua base costa-riquenha em Tortuguero. São eles que conduzem as pesquisas na região, monitoram as desovas e nascimentos e fazem os controles das pequenas que aparecem nas areias do Caribe norte.

Eles foram a primeira organização formada no mundo com o intuito de preservar as tartarugas marinhas de extinção e intercederam junto ao governo da Costa Rica – país onde começaram as ações do CCC – para a formação do Parque Nacional Tortuguero, através da figura do biólogo Archie Carr, pioneiro no estudo destes lindos animais. Eles têm informações sobre as espécies que nadam pela região e sobre os estudos em Tortuguero, mostrando videos com a atuação do CCC. Nada muito diferente do que se vê nas bases do Tamar no Brasil, mas é interessante ver o trabalho de quem protege tartarugas há quase 50 anos.
Voltamos a pé para o hotel, pela praia, o que nos faz deduzir que as tartarugas têm definitivamente um gosto diferente dos nossos: Tortuguero é uma praia desinteressante, areia escura cheia de algas e plantas, ondas fortes demais para banho. A beleza da região está mesmo na parte de dentro, nos canais…

Entrando no lodge pela praia, passamos por um jardim de rãs, sendo a maioria da espécie rana  de ojos rojos, praticamente um símbolo da Costa Rica. São lindas e ágeis, verde na maior parte do corpo, olhos vermelhos (claro…), patas laranjas e laterais azul e amarelo bem vivos. O tratador das bonitinhas, vendo meu interesse, perguntou se eu gostaria de pegar uma delas. Claro que sim…fui lavar muito bem minhas mãos (para que a pele fina dela não aborvesse nada de protetor solar) e voilà 😀
Até que ela ficou quietinha por um tempo…e depois saltou para a folha mais próxima. A textura dos batráquios (eu adoro essa palavra 😆 ) é sempre surpreendente ao toque. E o bichinho é lindo demais, não dá para parar de olhar…


Aproveitamos o resto da tarde na piscina e jantamos cedo porque as tartarugas nos esperavam. Nos juntamos ao grupo perto da praia, já com o monitor a postos. Uma verde imensa já tinha chegado e estava começando o trabalho. Lá fomos nós…
Quanta diferença da tranqüilidade que tivemos no Pacífico…Aqui o processo era o seguinte: espera-se o grupo anterior admirar a tortuga e sair (umas 6 a 8 pessoas cada grupo); aí é a vez do seu grupo, fica-se uns 10 minutos; toca a dar espaço para quem vem atrás…Não dá para ser feliz assim, né? 🙁 E no final, os que quiseram esperar um pouco mais, como nós, ainda puderam ver a tartaruga sair em direção ao mar. Mas, ao invés de observar de longe, a maioria das pessoas desobedece a orientação dos monitores e forma um ‘corredor polonês’ para a pobrezinha  😡
Talvez o objetivo seja até alcançado, que é o de sensibilizar as pessoas para a questão ambiental e os riscos de extinção para a tartaruga marinha, mas acho que mais controle e menos gente seria essencial para preservar um pouco o sossego da bichinha, que já tem um trabalho monstruoso o suficiente. A que observamos parecia tão incomodada, que nem conseguiu descansar direito o tempo que precisaria e já sentiu vontade de ir embora.
Melhor curtir a noite estrelada e dormir…para estar de pé às 4 e meia da manhã 🙄 Mas é por um bom motivo: o passeio pelos canais começa de madrugada pois nessa hora a fauna está mais ativa que no meio do dia. Depois de umas bolachinhas com chá (tomaríamos café da manhã como se deve na volta), saímos com o nosso grupo, um guia e o condutor do barquinho para umas horas de silêncio no meio do mato.

Que beleza de lugar: o sol nascendo e brilhando suavemente na água, a mata fechada ao redor, o ventinho no rosto, hmm…Depois de um tempo pelo canal principal, o barco vai se embrenhando pelos secundários e aí vamos vendo as figurinhas: iguanas (esquerda) e basiliscos jesus-cristo (direita), que tem esse nome por poder correr curtas distâncias sobre a água…

…bugios e famílias de pequenos micos, um jacarezinho…

…aves diversas e um casal de magníficos tucanos arco-íris.
Um bicho que eu queria muito ver, mas infelizmente é raro de ser encontrado por ser ainda alvo de caça por sua carne, é o manatí ou peixe-boi. Quem me conhece sabe que tenho um fraco por essas coisas fofas, como bem observou a Lucia Malla, num lindo post 😀
Voltamos para o hotel: hora de tomar café e ir embora para San José…Mesmo não concordando com a organização para ver a desova, esse é ainda um espetáculo maravilhoso da natureza e o parque, como um todo, tem uma beleza única. Adoraria ficar mais um dia para outros passeios pelos canais e descansar nas redes, só observando a mata…

San José seria o nosso destino para mais uma noite antes de voltar para o Brasil no dia seguinte…pena. Vontade de continuar explorando outros tantos pontos mais no país: ver praias lindíssimas no Parque Nacional Manuel Antonio, na área central do Pacífico, fazer umas trilhas no Parque Nacional Corcovado, no Pacífico Sul, navegar pelas regiões alagadas de Puerto Viejo de Sarapiquí, no norte do país…No entanto, eu também tinha um bom motivo para ter saudades de casa: meu primeiro sobrinho e afilhado querido, que tinha nascido bem no meio da viagem 😀
Mas espero por uma próxima vez na Costa Rica…

Outros mares…


Saímos cedo de Monteverde, ainda com tempo chuvoso…fizemos todo o trajeto de volta até a Interamericana e, a caminho de Guanacaste, o sol e o calor apareceram com toda força. Nosso destino hoje era a Playa Carrillo, à beira do Pacífico, atravessando a península de Nicoya, famosa pelas suas praias desejadas por surfistas do mundo inteiro.

(mapa de www.dreamsincostarica.com
Mas antes, uma parada no meio do caminho: fomos convidados pelos tios do Charles para almoçar na fazenda deles, em Guanacaste. Essa província está no noroeste do país, sendo uma boa parte dela em Nicoya – a maior das duas penínsulas que ficam na costa do Pacífico – e poderia ser o equivalente ao nosso Oeste Paulista ou até a um Texas ‘tico’: esta é a terra dos cowboys sabaneros, das fazendas e das tradições, como os carros de boi coloridos e a marimba, um tipo de instrumento musical parecido com um xilofone crescidinho.

E foi ao som de marimba, especialmente contratada para animar a reunião, que fomos recebidos na fazenda para um delicioso almoço. Delicioso e animado, já que todo mundo dançou muito, numa tarde que deu direito a comemoração de aniversários com quebra de piñata, piscina e observação de bugios ao lado da sede.

A gentileza e alegria deles em nos receber foi tocante e saímos todos encantados com a hospitalidade 😀
Ainda sobrou tempo para umas comprinhas, claro. A fazenda fica perto de San Vicente, um centro de cerâmica especializado em réplicas de peças chorotegas, uma etnia indígena precolombiana que vivia na região. Visitamos a casa de um artesão e sua oficina, onde ele explicou a técnica e mostrou as peças à venda. Claro que comprei umas pecinhas :mrgreen: , que vieram no meu colo na volta 🙄 : pequenos berimbaus 😀
Dá para ter uma idéia das peças no site deste museu, que foi inaugurado depois da nossa visita. Outra possibilidade para comprá-las é a cidade de Guaitil, mas ela é mais turística e tem preços maiores.
Depois dessa escala bem-vinda, continuamos cruzando a península até a costa. Chegamos à noite e descansamos: só iríamos ver o Pacífico no dia seguinte…

…num dia maravilhoso. E vamos para a praia!

Nosso hotel, o Guanamar, ficava em Playa Carrillo, bem no centro da península: uma praia super tranqüila, cheia de coqueiros. É ótima para descansar, pois além de quase deserta, tem pouca infra-estrutura e carros circulando.

Fomos depois conferir a praia Sámara, que fica a poucos quilômetros em direção ao norte. O ambiente é bem diferente da Carrillo, pois ela é um pouco mais urbanizada, além de ter muito mais gente aproveitando a areia. Aliás, não só a areia, mas principalmente a água: Sámara é um ótimo point para surf e se você quiser tentar, tem escolas prontas para te dar aulas 😉

Não, eu não tentei…só nadei um pouco (super correnteza!) e relaxei no sol e na sombra dos coqueiros, afinal os últimos dias tinham sido cheios de atividade e viagens.

E depois de uns camarões apimentados de almoço, acompanhados de uma Imperial (a principal cerveja da Costa Rica), no restaurante Las Brasas, nada como uma caminhada. E relaxar mais um pouco 😉


Uma das coisas que eu estava mais ansiosa para ver na viagem, e não poderia ter certeza nenhuma de que iria acontecer, eram as tartarugas marinhas desovando. Eu não sei bem o que as areias da Costa Rica têm de tão interessantes, mas é fato que praticamente todo o litoral do país, seja Pacífico ou Caribe, recebe diariamente tartarugas de cinco das sete espécies que existem no mundo: a verde, a oliva (ou lora), a cabeçuda, a de pente e a de couro (ou baula).
Eu já tinha escolhido ir a Tortuguero, no final de nossa viagem, justamente para ter mais chances de vê-las, mas quis garantir e tentar ver no Pacífico também. Por isso, voltando para o hotel naquela tarde, passamos por uma agência, a Carrillo Tours: quem sabe eles teriam algo para indicar? Não haveria saídas para ver as tartarugas em lugares mais distantes, como o Ostional ou o Parque Marinho Las Baulas, já que éramos só em dois, mas ele poderia nos levar ao Refugio de Vida Silvestre Camaronal, mais próximo de Playa Carrillo.
Mais próximo em termos…depois de descansar um pouco, saímos às 20h e levamos cerca de uma hora e meia até Camaronal: as estradas eram todas de terra. Chegamos numa praia com pouquíssimas construções, totalmente escura, só iluminada pela lua e fomos recebidos por um guarda. Ele conversava no walkie-talkie com um voluntário mexicano que estava fazendo o turno ali naquela noite e logo nos indicou o caminho: uma oliva já tinha chegado!

(foto de Josep Figuerola Sanchis em www.fotonatura.org)
Seguimos rapidinho até o canto direito da praia, silenciosamente, e com a ajuda de uma lanterna com infravermelho (para não atrapalhar a mocinha), pudemos enxergá-la. A tartaruga já estava em pleno processo de escavar a areia para montar o ninho e ficamos surpresos com a sua habilidade em usar as nadadeiras traseiras para escavar e retirar a areia ao mesmo tempo: como é cansativo! De vem em quando ela pára, descansa e retoma…seus olhos ficam brilhantes com as lágrimas que escorrem para ajudar a limpar a areia que os cobre.
Depois de cavar um buraco profundo (mais do que eu imaginaria que aquelas nadadeiras poderiam cavar), ela começa o processo de colocar os ovos, bem mais de uma centena deles. Eles vão se amontoando no ninho até que a futura mamãe decida que já está ok e ela então começa a tapar o buraco, arrastando a areia e compactando o ninho com o sua carapaça batendo para um lado e para o outro. Gente, é um trabalho danado…Bonito depois é ver a fofinha voltando para o mar, deixando seu rastro e desaparecendo na água…

(foto de www.turtlewatch.org (e) e www.jmarcano.com (d))
Depois disso, um sinal no walkie-talkie e corremos para o outro lado da praia: mais uma! Conseguimos ver agora as medições de casco e controles. O voluntário, muito simpático, nos explicou o trabalho ali e nos levou até os ninhos protegidos. O bacana é que éramos só nós dois ali, a praia era puro deserto e silêncio, a não ser pelas tortugas.

Que animal maravilhoso! Tive a oportunidade de nadar com elas em Noronha e ver colocar seus ovos na Costa Rica: agora só me falta ver os filhotinhos nascendo e correndo para o mar…
Se eu já gostava das tartarugas antes, agora muito mais… 😀
Voltamos bem tarde e no dia seguinte preferimos passar a manhã entre a piscina do hotel e Playa Sámara, onde almoçamos uma massa no Pizza & Pasta a Go-Go e voltamos em seguida, pois tínhamos marcado um passeio de barco para ver os golfinhos, que são freqüentemente avistados nessas águas.
Nossos guias eram um pescador e sua mulher, que nos levaram para um passeio que não contou com golfinhos, infelizmente…mas fomos premiados com uma visão desta baleia com seu filhote, uma visão hipnotizante 😀

Ainda tivemos algumas paradas para snorkeling e aproveitar os nossos últimos momentos no Pacífico…

Nessa noite o apéro teve um ingrediente especial adicionado às tradicionais bebidinhas: um ceviche preparado pelo hotel com os peixes trazidos pelos pessoal que não quis ir atrás dos golfinhos e preferiu se arriscar na pescaria. Depois, um jantar mexicano de despedida, já que iríamos nos separar depois de quase duas semanas viajando juntos. Alguns iriam embora para seus países, outros continuariam a viagem, como nós.

Nós dois ainda tínhamos mais uma escala antes de nos despedirmos da Costa Rica 😀

_______
Outras viagens…

Essa região do Pacífico é cheia de praias maravilhosas e para todos os gostos. Outros cantinhos que eu gostaria de visitar: 

Parque Marino Las Baulas: área especialmente criada para a proteção das baulas (tartarugas de couro), a maior das espécies de tartarugas marinhas, e que gosta especialmente desta região da costa.
– Mergulho no norte da península: o mergulho nas ilhas Catalina e Murciélago são famosos não pela visibilidade e corais, mas pela grande quantidade de vida marinha: raias, baleias, tubarões, tartarugas…
– Playa Tamarindo: surfistas adoram esta praia, uma das mais freqüentadas por eles na península.

javaversion1 Warning: passthru() has been disabled for security reasons in /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php on line 3 Call Stack: 0.0002 240104 1. {main}() /home/aturistaacidental.com.br/public/index.php:0 0.0003 243496 2. require('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-blog-header.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/index.php:17 0.3161 29482552 3. require_once('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template-loader.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-blog-header.php:19 0.3179 29501736 4. include('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/index.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template-loader.php:74 0.5998 30717120 5. get_footer() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/index.php:32 0.5998 30717752 6. locate_template() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/general-template.php:76 0.5999 30717952 7. load_template() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template.php:647 0.6002 30734528 8. require_once('/home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php') /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-includes/template.php:688 0.6002 30734816 9. passthru() /home/aturistaacidental.com.br/public/wp-content/themes/simplepress-2/footer.php:3