Dia de feira…

No domingo já tínhamos programação pronta: claro que eu não iria perder a feirinha de San Telmo…Antes de seguirmos para lá, aproveitei para revisitar dois pontos turísticos principais do bairro onde estávamos: o Cemitério da Recoleta e a Igreja de Nossa Senhora do Pilar.
O Cemitério não é muito o meu estilo de passeio, mas tenho que admitir que existem algumas obras lindas ali dentro, especialmente em estilo art-déco e art-nouveau. Para conferir, dê um pulo na casa antiga da Mô Gribel, onde ela postou umas fotos branco-e-preto muito inspiradas. Outro site interessante é o After Life, também com muitas informações e fotos.
Já a igrejinha da Recoleta é sempre uma visão reconfortante, por dentro ou por fora, vista da praça. É uma construção do começo do século XVIII, em estilo barroco, e tem lindos altares e azulejos. Bom mesmo é ir à Freddo bem em frente e tomar um sorvete delicioso (o meu preferido é frutilla con crema) só olhando o movimento, o jardim, a igreja colonial…
No domingo de manhã, o movimento na Recoleta era pequeno, só a saída da missa ainda agitava um pouco aquele trechinho do bairro. Mas ao chegar em San Telmo…

A praça Dorrego já estava lotada…os tradicionais dançarinos de tango já estavam se apresentando e, um pouco à frente na Defensa, uma ótima orquestra tocava na calçada. Claro que fui dar uma olhada nas barraquinhas :mrgreen: e depois fui me acomodar num barzinho ao redor.
Eu achei a feirinha bem divertida…um amante de badulaques pode facilmente deixar mais pesos do que gostaria ali. A banca dos gramofones é muito curiosa e as roupas femininas de época e jóias antigas fazem sonhar com épocas mais elegantes. Se não fosse o calor, que já estava derrubando a minha pressão, teria ainda fuçado mais. Mas para o bem do meu corpo e do meu bolso, fomos parar no Bar Plaza Dorrego, um clássico.

Um chope geladinho (lá sempre acompanhado de um pratinho de amendoins) ajudou a espantar um pouco o calor e só depois é que prestamos atenção com cuidado no lugar. Além de muito animado, é uma volta no tempo: aparentemente nada mudou muito desde o final do século XIX (até a poeira 😆 ), quando era ainda uma mercearia, conforme nos informou o simpático senhor que cuidava do caixa.
É inegável que San Telmo seja turística, mas é também muito divertida, um clima de festa, de relax…
Depois da pausa necessária, seguimos a pé até Puerto Madero. Essa região não tinha me empolgado muito da primeira vez…era um dia de semana e o lugar estava deserto. Só que desta vez eu estava lá num domingo, além de um dia especialmente bonito, e tinha muita gente passeando e procurando um lugar legal para almoçar.

Nós escolhemos mais uma dica dos Destemperados, a famosa parrilla do La Caballeriza. O lugar, apesar de grande, é charmoso e a comida é muito saborosa. Pedimos os ‘básicos portenhos’: bife de chorizo, batata assada, um malbec e panquecas com dulce de leche, claro. Olha…está me dando água na boca só de lembrar. Melhor ir adiante 😆
Reunimos coragem e continuamos a pé até o centro. Uma passadinha nas Galerias Pacífico para comprinhas e um encontro inesperado com a Mari 😀 Sabíamos que ela estaria na feirinha, mas acabamos nos encontrando só mais tarde.
Queria também conferir a recomendação do Riq, de não perder a milonga da Confitería Ideal. Sabia que dançar mesmo seria um pouco difícil, mas nada como confirmar que o tango ainda está vivo, e não só nas casas de show turísticas: as pessoas pareciam estar compenetradas, fazendo o que gostavam, sem se importar com os olhares de curiosos (como nós). Fora que o próprio prédio é um espetáculo…fico impressionada como a cidade ainda conseguiu manter certos edifícios e o seu ambiente antigo, coisa que é difícil de se achar por aqui. Adoro isso…

Ainda havia um lerê bacana para mostrar ao moço, o Café Tortoni. Só fiquei de boca aberta com a fila…quanta diferença da tranqüilidade de se estar na baixa temporada. Apesar do tempinho na fila, o Tortoni é lindo e vale um pouco de espera. E ainda por cima encontramos…Mari! Essa cidade é mesmo um ovo 😆
O sol e as caminhadas me nocautearam…nada como voltar para casa e para o ar condicionado 😉

Encontros nada casuais em Bs. As.

O sábado (29/12) começou tranqüilo…queríamos curtir a manhã nos parques de Palermo. Acho essa região uma das mais agradáveis de Buenos Aires: os parques são bem cuidados e o clima é de puro relax. Principalmente no Jardín Japonés.

Esse lugar é definitivamente um favorito meu, assim como de muita gente. Cada cantinho convida a sentar e relaxar e também a clicar. Que lugar fotogênico!


O jardim não é simplesmente um lugar de relaxamento e contemplação: a fundação que o administra sempre apresenta uma agenda cheia de atividades, como cursos de danças japonesas e origami, cerimônia do chá e exposições de orquídeas. Além de contar também com um restaurante típico, que abre para almoço e jantar. Pena que não pudemos conferi-lo.

Apesar de tantas atrações, nos deixamos somente ficar num banco um longo tempo, apreciando a beleza da paisagem. E também nas pontes, observando as carpas gigantes que abriam suas enormes bocas ao ver qualquer um se demorar por ali.
Foi bem difícil se mover…na próxima vez vou levar um bom livro e um piquenique (inspirada no post da Claudia Carmello) e simplesmente ir ficando…Mas continuamos a caminhada até o Parque Tres de Febrero.

O objetivo era chegar ao Rosedal que, mesmo sem flores no verão, é um lindo parque.


O meu objetivo desta vez era visitar o Pátio Andaluz, levada pelo post da Carla, mas infelizmente ele estava fechado. Fica para uma próxima…

Saímos dali direto para Palermo, para variar 😀 Claro que era hora do almoço e fomos conferir o badalado Olsen.

O lugar tem um ambiente agradável e zen, que começa no jardim e continua no salão, todo decorado em madeiras claras, bem ao estilo nórdico. O menu tem opções de comida rápida que podem ser combinadas em entrada, prato principal e acompanhamento.
Dali seguimos para o nosso grande encontro do dia: com a Mari (y su hermana) e o Rodrigo (e a Massae)! Era para ser um cafézinho no Freddo do Pátio Bullrich, mas acabou se transformando em uma conversa de mais de 4 horas 😀
Falou-se de tudo e mais um pouco (principalmente sobre viagens, claro :mrgreen: ) e teríamos ficado muito mais. Uma unanimidade: tanto o Rodrigo como a Mari foram firmes de que nós deveríamos conhecer a Tailândia numa das próximas viagens. Quem sou eu para duvidar deles 😉
Depois de um papo tão gostoso, só restou tempo para umas comprinhas e um gostoso jantar italiano perto de casa, no Pane e Vino.

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