Rios da Babilônia

No segundo dia na Canastra, nosso rumo foi o lado oposto do parque: a chamada Serra da Babilônia, que na verdade é composta por várias serras.
 
Este é um lado do parque muito pouco freqüentado e conhecido pelos turistas, mas vale a pena percorrer uns bons quilômetros por lá porque a paisagem é magnífica.
 
Esta área gigantesca não é oficialmente parte do parque nacional porque ainda não foi desapropriada, sendo toda dividida em grandes fazendas, onde a atividade principal é a criação de gado.

A paisagem oferece lindas vistas o tempo todo e uma característica marcante deste lado da serra são as pedras que nascem do solo em 45º, apontando sempre para a Canastra.

Mas nem só de pedras e gado vive a Babilônia e ela não fica muito atrás do lado mais famoso do parque no quesito rios, cachoeiras & afins… Os rios não são tão famosos quanto o São Francisco e nem as cachoeiras tão impressionantes como a Casca D’Anta ou a Lavras, que podem ser vistas ao longe na Canastra, mas são ótimos para nadar e relaxar. E foi o que fizemos…
Logo depois de subir a serra pelo lado leste, visitamos esta pequena cachoeira, muito fotogênica (gente, não me lembro o nome dela  🙄 )
 
O poço é perfeito para nadar e a cachoeira tem força na medida para uma boa massagem…Ao redor as paredes de pedras estavam cheias de flores do cerrado e o tempo, que estava nublado, começava a dar brecha para o sol aparecer…e o dia só estava começando 😀
Mais um pouco de jipe e caminhada com as vacas nos calcanhares (que viam em nós os peões que colocam sal nos cochos), chegamos a outro chuchu de cachoeira que forma o Poço da Babilônia:

Que lugar delicioso, quem me dera ter uma piscina natural dessas em propriedade minha (suspiros)… Água na temperatura certa, linda vegetação ao redor, muitos peixinhos 😀 Dá até para usar as pedras como trampolim para cair na água, mas não fiz isso em respeito às minhas lentes, que me fariam muita falta no resto do dia e também por estar em módulo zen 😛

E continuamos nossa jornada, com uma certa relutância. Seguindo pela crista da serra, paramos em um ponto estratégico chamado Mirante da Babilônia, onde podemos ver bem em frente a Casca D’Anta vertendo da Canastra, uma visão inesquecível.


Ai, ai…mas ainda tínhamos mais alguns lugares para conhecer, então seguimos para a cachoeira do Taboão. Ela tem uma linda queda, mas é um pouco mais abaixo no rio onde nadamos: um canto com uma grande piscina e algumas quedinhas em escada, muito próprias para sentar e sentir a água batendo na cabeça e nas costas.

O dia estava quase acabando…entramos no jipe e seguimos para a borda sul da Babilônia, onde avistamos o vale onde fica São João Batista da Glória, uma das cidades que margeiam o parque.

Cortamos a serra no sentido norte e tínhamos outro vale: o que separa a Babilônia da Canastra:

Terminamos este dia de relax no Morro do Carvão, nossa última parada…

…onde pudemos ver o pôr-do-sol.

Voltamos para a pousada pelo vale, sempre com a vista da Casca D’Anta do nosso lado esquerdo e o cantar dos grilos no ouvido.
PS: O título deste post é uma homenagem a dois amigos com quem passamos uma tarde engraçadíssima de viagem com muita música trash  😛

Um dia no parque

No nosso primeiro dia na Serra da Canastra não queríamos fazer muita coisa – tínhamos chegado no meio da tarde e só o que fizemos foi almoçar (muito bem) e fazer uma caminhada ao redor da pousada para ver o São Francisco e nadar um pouco. Um ponto ótimo de entrada no rio, junto a uma ponte pênsil, está a apenas 500 metros da pousada.

Mas o dia seguinte seria dedicado, entre outras coisas, a conhecer a nascente do chamado ‘Velho Chico’. Para isso, seguimos cedo para uma das portarias do parque, próxima a São Roque de Minas, a mais utilizada e que conta com um centro de visitantes.
O Parque Nacional da Serra da Canastra é composto oficialmente pela área vista no mapa do post anterior. Mas somente o maciço norte é totalmente desapropriado, contando com vigilância do Ibama e estrutura para visitação, sendo esta a área que visitamos neste dia.
O dia amanheceu nublado, friozinho e nos desanimamos um pouco em colocar roupas de banho. Mas foi só entrar no parque e rodar pelo topo da serra que a minha opinião mudou: a névoa dava um ar misterioso e belo ao lugar, dando a impressão que estávamos nas ‘highlands’ escocesas. (Ok, ok, eu nunca estive na Escócia…mas um pouquinho de imaginação não ofende :mrgreen: )

Em um certo momento sabemos que estamos próximos da nascente por estes pequenos tufos pretos vistos ao longe, vegetação que demarca os inúmeros olhos d’água que se unem para formar um dos rios mais famosos do país.

Outro sinal que mostra de longe o nascimento do rio é a mudança de paisagem, com uma vegetação muito mais viçosa e adequada à proteção do curso d’água.

E olha o São Francisco aí, bem pequenininho…

Antigamente era possível chegar até os olhos d’água e ver as ressurgências, mas os abusos fizeram o Ibama permitir o acesso somente ao ponto onde o riacho já está formado 🙁
Foi muito bacana ter uma outra visão daquela que eu já tinha visto do rio: justamente a sua foz, em Alagoas. Difícil acreditar que são o mesmo, tendo visto duas paisagens totalmente diferentes entre si…e imaginando ainda quantas outras o São Francisco corta no seu curso.
Continuamos por mais um trecho da estrada de terra que corta o parque de leste a oeste por mais de 80km…
 
…passando pelo curral de pedras, uma construção antiga usada pelos fazendeiros, e seguindo em direção à cachoeira Rolinhos, no face norte da serra.
 

Ela é formada por várias quedas em degrau, tendo uma piscina na parte superior…
 
…e outra na parte inferior, descendo um pouco o rio.

Mesmo sem tanto calor e com o tempo nublado, não deu para resistir a um mergulhinho…
Saindo da Rolinhos, mais um bom tanto de sacolejo no jipe e atravessamos a serra no sentido norte-sul, chegando bem ao ponto onde o São Francisco finalmente deixa a parte alta do parque (como você vê pelo pequeno vale na foto à esquerda) e desce os paredões imponentes, seguindo rumo Brasil adentro (foto da direita). 

Esta é a primeira da seqüência de quedas da cachoeira Casca D’anta, a mais famosa e um dos símbolos do parque. Ela forma uma piscina e segue por um cânion antes da queda principal.

Os campos no parque estão floridos de diversas cores, mas ao redor desta cachoeira chega a ser um exagero…

Ao invés de seguirmos para a parte baixa com o jipe, preferimos descer o paredão pela trilha, para poder curtir a vista incrível que se tem o tempo inteiro.

É uma trilha rápida e fácil, apesar da descida íngreme. A recompensa pelo esforço é essa belezinha:
 
É a parte final da primeira queda do São Francisco, uma paisagem inesquecível, que, para sorte dos habitantes e turistas, pode ser vista de vários pontos da estrada no vale.
E que tal esta visão?
 
A cachoeira tem cerca de 180 metros e o desnível total em relação à parte mais alta é de 300 metros. A força da água na Casca D’Anta é tanta que você nem precisa se aproximar muito da queda…o vento é forte e espalha as gotas de água, formando uma chuvinha constante que deixa difícil o trabalho de fotografar.

Um dia intenso…o nosso relógio apontava quase 19 horas, mas ainda dava tempo para um último mergulho antes de fecharmos as porteiras do parque 😀

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