Petar

Virando morcego

A primeira vez que eu estive no Petar foi em 2001, com um grupo de amigos. Ninguém tinha muita idéia do que encontrar, mas o fato é que nos divertimos tanto, que aquela viagem foi a primeira de muitas outras que se seguiram no estilo eco. Um mês depois estaríamos na Ilha Grande, mais outro mês e descobriríamos a Chapada Diamantina…
Quanto a mim, já tinha feito algumas trilhinhas, mas nada que comparasse a percorrer a mata atlântica naquele trecho intocado. Me lembro bem da trilha para a caverna Laje Branca: aquela mata fechada, cheia de samambaias e bromélias e a luz do sol sendo filtrada pelas árvores…fiquei besta com tanta beleza e a esse momento dei o nome de ‘êxtase místico’ 😆 Essa expressão seria usada muitas outras vezes depois…

Bem, mas vamos ao que interessa: o que é o Petar? A sigla significa Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira e ele ocupa uma grande área de mata atlântica, muito pouco explorada e bem preservada, no Vale do Ribeira, extremo sul do Estado de São Paulo.

(mapa do site www.pick-upau.org.br
O parque é pouco conhecido, mas ele possui algo extraordinário: um conjunto de cerca de 300 cavernas, um dos maiores do Brasil.

É o paraíso dos espeleólogos…eles têm acesso a cavernas com pórticos de entrada imensos, com os maiores abismos internos, condutos mais apertados, enfim: um lugar fantástico para pesquisas.
Nós, turistas, temos acesso a uma pequena parcela destas cavernas, as de acesso mais fácil, mas dá para se divertir muito com elas (mesmo porque as cavernas mais difíceis exigem domínio técnico e muita coragem).

Mas o Petar não é só feito de cavernas…o parque é cortado pelo vale do Rio Bethary…

…que oferece várias cachoeiras…
 
… e muitas trilhas ao longo do rio.

O parque é dividido em 4 núcleos: Santana, Ouro Grosso, Casa de Pedra e Caboclos. Os dois primeiros ficam na parte de acesso mais fácil do parque, na estrada de terra que vai de Iporanga a Apiaí. No meio do caminho está o bairro de Serra, onde fica a maioria das pousadas e também onde nós ficamos.
Venham explorar o mundo subterrâneo comigo…

11 Comments

  1. Carmen

    Emília,
    Você é uma caixa de surpresas!.
    É um lugar muito bonito. A natureza é assim de generosa. Espectacular, salvaje, indómita y con miles de colores y matices diferentes, un verdadero regalo que debemos saber valorar y cuidar.

  2. Majô

    Muito interessante Petar, estou conhecendo por você. As fotos estão lindas como sempre.
    Sempre nos lugares com muito prana, tá certo né menina 😆

  3. Ernesto

    Emilia
    A Fazenda Intervales, dentro do PETAR tem boa hospedagem a precos bem razoaveis. A aerea tambem e famosa pelo numero de passaros, permitindo muitas obsrevaçoes de aves.

  4. Pingback: Batgirl! « Viaje na Viagem

  5. Carla

    Emília, que lugar lindo!!! Parece uma ótima opção de lugar para relaxar e esquecer da vida – cansar o corpo e descansar a mente… 😉

  6. Emília

    Carmen, felizmente essa região ainda é bem preservada. O acesso não é dos mais fáceis e as comunidades de espeleologia têm muito interesse em manter as condições do parque. É só uma pena que essa seja também uma região muito pobre do estado.
    Majô, muito prana é algo básico 😆 O lugar não é realmente muito divulgado, mas também porque não tem muita infra: as poucas pousadas são super-simples, não há restaurantes…
    Ernesto, gostei muito da sugestão da Intervales e vai ficar para uma próxima viagem. O parque é bem coladinho no Petar. Achei bem interessante também o Núcleo Caboclos, mas ele fica um pouco distantes de Serra, é só esquema para acampar mesmo, sem infra nenhuma.
    Carla, está certíssima…a cabeça fica totalmente relaxada. Mas à noite você não consegue ficar muito tempo acordada, o corpo pede cama!

  7. Carla

    Emília,
    tenho um amigo apaixonado por cavernas e ele sempre fica me contando das aventuras no Petar e eu enrolando para ir com ele…
    Agora com versao ilustrada, voltou a dar a maior vontade de conhecer!!!
    Espero que venham mais posts do Petar!!!
    Abracos,
    Carla

  8. Emília

    Carla, o que você pode (e deve!) conhecer, pelo menos agora, são as cavernas da República Tcheca e também da Eslováquia (vi que você foi em uma no seu blog). Dizem os especialistas que é uma região cheia de belas cavernas. Depois quando você voltar pode marcar uma volta ao Petar :mrgreen:
    Beijo!

  9. Meilin

    Emília, já houve uma época na minha vida que eu quis ser espeleóloga de tanto que eu gostava de cavernas, eu já te contei que eu queria muito conhecer o Petar, e graças à sua reportagem, fiquei mais animada ainda…ai que bom que você vai a todos esses lugares bacanas e “dá o serviço” todo…Brigadinha, Eco-mília 😀

  10. Emília

    Oi, Meilin, bom te ver por aqui, moça!
    Esse negócio de você querer ser espeleóloga me fez lembrar de que um dia eu quis ser arqueóloga (e antes disso astrônoma 🙄 ). São profissões apaixonantes, não é mesmo?
    Acho que você iria se sentir em casa lá. É muito divertido! Você vê que todo mundo vira criança… 😀

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