Seguindo o nosso roteiro planejado de flutuações, rumamos para a Reserva Ecológica Baía Bonita, mais conhecida como Aquário Natural. É um dos passeios mais próximos da cidade, sendo praticamente todo o trajeto feito por estrada asfaltada.

Além desta facilidade, o Aquário Natural é o passeio com receptivo mais bem-estruturado: duas piscinas, sendo uma infantil, deck para tomar um solzinho, vestiários grandes, restaurante. Tudo isso facilita a vida dos pais com filhos, que ainda contam com uma trilha para observação de animais para distrair a garotada. Mais um ponto: essa flutuação tem duração um pouco mais curta e coloca à disposição um barquinho para aqueles que se cansaram no meio do caminho, ou estão sentindo muito frio.
Para nós, no entanto, a característica mais importante do Aquário Natural é justamente o que justifica o seu nome: o fato de poder nadar na nascente do rio Baía Bonita. A melhor parte da flutuação é exatamente o seu começo: podemos ficar um tempo nadando nessa ‘piscina’, observando a grande quantidade de vegetação e os afloramentos da água, as chamadas ressurgências. É possível observar as ‘bolhas’ subindo a partir do leito calcário do rio.

O caminho pelo rio é bem tranqüilo, com correnteza leve, poucos obstáculos e água cristalina. Para quem tem a oportunidade de flutuar em Bonito pela primeira vez, essa é uma ótima opção.
 
No final do passeio, caminhamos atrávés da mata até um ponto em que o rio Baía Bonita deságua no Rio Formoso, formando uma série de pequenas quedas d’água. A água corre o tempo inteiro por baixo das passarelas de madeira que demarcam as trilhas e o barulho dela correndo é uma delícia.
Paramos em um ponto do rio onde se pode brincar num pula-pula ou cair na água em uma mini-tirolesa. Mas a melhor coisa é poder só nadar, boiar olhando a mata ao redor ou esfriar as idéias embaixo de uma das micro-cachoeiras.

Para ficar perfeito, eu ficaria nadando por muito mais tempo no rio e depois faria um belo piquenique na beira da água. Mas…o esquema tem que ser seguido e lá fomos nós de volta para o receptivo.
A volta, assim como a trilha da ida, passa por regiões alagadiças e acabamos fazendo uma parte da trilha dos animais que estava reservada para a tarde. A primeira parada é no lago dos jacarés.

Pelas passarelas é possível vê-los bem de perto, tomando sol. Logo após passamos, pela trilha suspensa, sobre o recinto da anta (que não vimos) e da capivara, uma fofa.
Após o almoço e um tempinho para descanso, continuamos na trilha, observando emas e cotias (de perto), tamanduás, cervos do pantanal e sucuris (de longe). Existe também algumas jaulas com animais selvagens recebidos para tratamento.
Era hora de voltar para a cidade, mas eu só pensava em voltar para o rio…

(As fotos do post foram feitas pelos fotógrafos do Aquário, que depois colocam os CDs com as imagens à venda.)