A maioria das pessoas que visita Bonito tem uma idéia fixa: flutuar. E flutuação é a atividade que diferencia o lugar de qualquer outro…é só dar uma olhada na foto acima e conferir a visibilidade dos rios.
A oferta de passeios de flutuação é grande e, depois de muito pesquisar e perguntar, resolvemos fazer os top 3: Rio Sucuri, Aquário Natural e Rio da Prata. No final farei uma comparação entre as três flutuações, pois cada uma delas tem características bem marcantes.
Em primeiro lugar…flutuação no Rio Sucuri.

A fazenda onde fica o Rio Sucuri está 18 km ao sul da cidade, por estrada de terra. Assim como a Gruta do Lago Azul, a flutuação no Sucuri é um passeio de meio período e o escolhemos para ter uma boa amostra da região logo no primeiro dia.
Na maioria das flutuações o almoço está incluso e é normalmente é um bufê de pratos da região e comida caseira. Neste passeio, ele é simples e bem-feito, com várias opções e boa apresentação.
Depois de passear pelo pomar e relaxar na rede, chegou a hora de ir para o rio. Um tempinho para se equipar, rodar um trecho da estrada na caminhonete e já estamos praticamente na nascente do rio.

(Um lembrete: todo o equipamento de mergulho está incluso no preço das flutuações – roupa, botas ou papetes, colete, snorkel e máscara. Caso tenha sua própria roupa de mergulho, vale a pena trazê-la, especialmente no caso dos mais friorentos, já que as roupas dos receptivos têm mangas curtas e shorts.)
Ah, a nascente…tive vontade de ficar lá o dia inteiro. Um lugar fantástico, de sonho mesmo, com uma mata linda envolvendo um lago azul turquesa, cheio de peixes e  vegetação aquática. Para quem ama água (como esta blogueira que vos fala), a vontade é de pular, nadar, boiar…simplesmente estar na água. Mas não dá. A nascente do Sucuri é protegida e só podemos entrar no rio num ponto mais abaixo.

Sem problemas…o ponto de entrada na água não é menos fabuloso. No deck de saída podemos ver com calma o entorno do rio: um canal de água de um azul perfeito, rodeado de vegetação rasteira verde muito vibrante. Eu poderia ter ficado um outro dia ali. 😀
Mas era a nossa hora de entrar na água e eu decididamente não achei ruim: no momento em que se coloca o rosto na água, a sensação é de estar num outro mundo, mais calmo e incrivelmente mais bonito (sem trocadilhos!). Tudo acalma e atrai: a cor da água, os peixes que não tem medo e passam muito perto e a incrível vegetação aquática, principal característica dessa flutuação.

O tempo passa rápido e não só porque estamos vendo essas cenas perfeitas, mas também porque a correnteza, apesar de sutil, nos leva com uma certa velocidade. No meio do caminho existem alguns decks, para quem quer descansar, ajustar a máscara ou só apreciar a paisagem.
A grande maioria dos peixes é de piraputangas (esses com a cauda vermelha nas primeiras fotos), mas podemos ver também alguns dourados como esse que aparece aí embaixo, especialmente no final do passeio, onde os peixes quase nos tocam, tal a quantidade (ok, eles são alimentados, por isso ficam neste lugar preferido…).

É hora de sair da água e voltar para a sede da fazenda. Não sem olhar para trás, dar um tchauzinho aos peixes e ficar com vontade de voltar. Muitas vezes.
E antes que vocês perguntem: não, essas fotos não são nossas, mas de um banco de dados que veio junto com o CD das fotos da máquina que alugamos num dos dias, sendo que algumas estão no site do passeio. Fantásticas, não?